O outro exemplo, da maior importância, é a agenda de captura da Segurança Social pública pelo capital financeiro, cujos desenvolvimentos recentes são analisados no artigo de Maria Clara Murteira (ver «A nova agenda de reforma das pensões: individualizar direitos, responsabilidade e risco»). Tanto pela sua escala, como pela natureza esmagadoramente pública do sistema português, a Segurança Social é talvez a mais apetecível fronteira por explorar pelo capital privado. Esse desígnio encontra respaldo nas propostas da comissária europeia indicada pelo governo, Maria Luís Albuquerque, que tem feito do reforço dos regimes privados de capitalização e da canalização das poupanças para os mercados financeiros os principais eixos da sua agenda para as pensões europeias.
Este mês Sandra Monteiro teve direito a descanso editorial, um direito fundamental. Coube então a Alexandre Abreu escrever o editorial. Se ele não vem ao blogue, vamos nós até ao site do jornal. Um número a não perder: por exemplo, Maria Clara Murteira deu-se ao trabalho de ler, de fio a pavio, o último relatório do capital financeiro, perdão, o relatório coordenado por Jorge Bravo para o Governo.


2 comentários:
Nesse excelente artigo é claramente demonstrada a desonestidade intelectual e completa falta de idoneidade do Jorge Bravo. Como afirma a Maria Clara Murteira tudo não passou de um claro "exercício de manipulação de dados" Que falta de vergonha!...
Sem qualquer dúvida.! É preciso não ter uma ponta de vergonha na cara para fazer tamanha manipulação.!!!! Mas afinal, se bem virmos, dali também não se poderia esperar outra coisa.
Até porque a tal Maria Albuquerque (a de má memória), se bem que não fosse preciso dado o seu histotial de acérrimo defensor da privatização da segurança social, a tal fulana, dizia, e o Governo, encomendaram ao tal Jorge as conclusões do relatório. Simplesmente vergonhoso.!!
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