Ilustração de Marta Nunes roubada na página da CGTP no instagram
Arrisco um resumo do ensaio: é relativamente consensual entre os historiadores sérios que o conceito é imprestável, mas usa-o por razões político-ideológicas, até porque existem hoje “nacional-populistas” potencialmente totalitários, o que quer isso seja.
O conceito de nacional-populismo, sobretudo nas mãos de euro-liberais, é tão inútil quanto o de totalitarismo, já que nacionalismos e populismos há mesmo muitos e de sinais absolutamente contrários ao longo da história sempre presente: do nacionalismo imperialista ao anti-imperialista, do populismo triádico ao diádico.
E isto sem esquecer o que disse o insuspeito Francis Fukuyama: “populismo é o termo que as elites usam para as políticas de que não gostam, mas que a gente comum apoia”. Todo o cuidado é pouco.
Bebiano está naturalmente preocupado com o pensamento único. Infelizmente, jamais menciona e desafia o seu grande centro produtor em grande parte do continente europeu: o eixo Bruxelas-Frankfurt, o da moeda única, do mercado único, da política neoliberal tendencialmente única, incluindo agora de forma mais clara o belicismo antissocial, do fascismo assim promovido.
O melhor antifascismo, entretanto, está ligado aos valores do trabalho com direitos na escala nacional, cuidando das ligações internacionais que os reforcem, combatendo o despotismo patronal, trampolim para os outros despotismos de classe. Sem classes e suas alianças, nada feito.
Faltam seis dias para a Greve Geral.


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