O que têm em comum um médico peneirento da SEDES, filha das ilusões tecnocráticas no fascismo, e um nababo que sempre viveu de sinecuras garantidas por um partido e pelo capitalismo televisivo? Sim, o que têm em comum Álvaro Beleza e Sérgio Sousa Pinto?
São neoliberais, cujo lugar na divisão ideológica do capital é claro: defender, a partir do PS, todas as iniciativas liberais até dizer chega. Agora é o pacote laboral.
Reproduzindo as vulgaridades do pior patronato, ignoram o que se passa para lá das portas onde está escrito: “proibida a entrada a pessoas estranhas ao serviço”. Inclui-se aqui a violência dos pequenos grandes ditadores patronais, que têm uma parte da intelectualidade no bolso, através das fundações pingos doces e de outros esquemas conexos. Graças ao pacote laboral, estes ditadores poderão intensificar os ataques às liberdades democráticas da maioria trabalhadora, limitando fortemente a ação sindical do heróico CESP, por exemplo.
O resto é conhecido e resume-se a um propósito: justificar a intensificação da exploração. É para isso que são pagos em várias moedas – incluindo a visibilidade, o tempo de antena e o prestígio burguês –, dependendo das figuras e dos contextos.
Por contraste intelectual e ético-político, veja-se Bruno Dias a desmontar o uso ideológico das palavras rigidez e flexibilidade por esta tropa fandanga.


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