segunda-feira, 25 de maio de 2026

Antifascismo


É claro que não pode ser negada a importância que frentes antifascistas tiveram em determinados contextos históricos. No entanto, quando o antifascismo perde densidade ideológica e social, corre o risco de se tornar apenas um mecanismo defensivo do status quo. O problema de um certo «frentismo» surge quando a prioridade passa a ser apenas a construção de alianças que se desejam sempre «amplas», mas que descuram um conteúdo político e social de profunda ruptura com a ideologia dominante. Assim, a questão que se coloca é a seguinte: que tipo de antifascismo queremos? A resposta é simples: um antifascismo consequente e de ruptura.

Partindo generosamente do livro A economia política do antifascismo e outros ensaios, Manuel A. Domingos desenvolve hoje no AbrilAbril uma distinção crítica entre um antifascismo superficial e um antifascismo que vai à raiz dos problemas. A política, como Álvaro Cunhal nos ensinou, começa pela capacidade de fazer distinções.

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