É claro que não pode ser negada a importância que frentes antifascistas tiveram em determinados contextos históricos. No entanto, quando o antifascismo perde densidade ideológica e social, corre o risco de se tornar apenas um mecanismo defensivo do status quo. O problema de um certo «frentismo» surge quando a prioridade passa a ser apenas a construção de alianças que se desejam sempre «amplas», mas que descuram um conteúdo político e social de profunda ruptura com a ideologia dominante.
Assim, a questão que se coloca é a seguinte: que tipo de antifascismo queremos? A resposta é simples: um antifascismo consequente e de ruptura.
Partindo generosamente do livro
A economia política do antifascismo e outros ensaios, Manuel A. Domingos desenvolve hoje no
AbrilAbril uma distinção crítica entre um antifascismo superficial e um antifascismo que vai à raiz dos problemas. A política, como Álvaro Cunhal nos ensinou, começa pela capacidade de fazer distinções.
Sem comentários:
Enviar um comentário