sábado, 19 de março de 2016

Virar a página no debate sobre trabalho e competitividade (II)

Ainda a propósito do afunilamento do debate sobre trabalho e competitividade em Portugal, e da suposta «rigidez laboral» a que aludiu João César das Neves nas últimas Jornadas Parlamentares do PSD, vale a pena relembrar uma edição de Fevereiro de 2014 do programa de Medina Carreira na TVI24 (que o Câmara Corporativa oportunamente registou), que tinha como convidado o Professor Avelino de Jesus, especialista em «rigidez laboral». Vejam os dois vídeos seguintes na íntegra, que não se arrependerão.


Medina Carreira começa por apresentar a tese do Professor Avelino («os países em que as leis laborais são muito rígidas em geral crescem menos, a produtividade é menor, os salários são menores e os empregos são piores. Os países em que há uma ligeireza maior no regime laboral têm produtividade maior, têm crescimentos da economia maiores, têm empregos melhores»). De seguida, socorrendo-se de um indicador «muito bem afinado», o Professor Avelino defende que Portugal se encontra no conjunto de países mais rígidos da OCDE, em termos de legislação laboral. Mas quando Judite de Sousa confronta o Professor Avelino com o facto de esse indicador «bem afinado» apresentar a Alemanha como um país com uma «rigidez laboral» maior que a portuguesa, o Professor Avelino ressalva que as coisas não podem ser interpretadas assim à bruta, uma vez que o dito indicador é um «agregado» com vários componentes, que importa destrinçar. E a partir daí é sempre a resvalar...



19 comentários:

Anónimo disse...

tanta conversa fiada para encobrir a ideologia salazarenta!!!

adoro estes tipos PAGOS que defendem a miséria de quem trabalha!!!

Manuel Silva disse...

Caro Nuno:
E este é o nosso maior especialista instantâneo em Rigidez Laboral (como o Dr. Instantâneo Miguel Relvas o era em obter diplomas instantâneos).
Por sinal, o dito cujo é Professor Catedrático do ISE, portanto, inamovível do seu posto de trabalho até à reforma (ou à morte prematura, que, de todo, não lhe desejo).
Bem prega Frei Tomás...
Mas depois mete os pés pelas mãos, afinal, a Alemanha é o país de maior rigidez nos 16 que ele selecciona para o seu estudo.
O que prova um,a coisa simples: a rigidez laboral é um dos muitos factores que contam para a competitividade.
O que qualquer pessoa de bom senso sabe, não precisando para chegar a essa conclusão de ser especialista instantâneo em Rigidez Laboral, muito menos de fazer estudos que confirmem a tese que germinou e se desenvolveu na cabecinha do dito Avelino ainda antes de fazer o estudo.
De especialistas destes é que o país precisa... para se tornar mais flexível laboralmente.
E vergonha na cara... precisamos ou não... algumas pessoas, particularmente.

Anónimo disse...

De facto é impressionante, e prova que se os jornalistas fizessem o seu trabalho (mesmo com todas as limitações que a Judite de Sousa revela aqui) a barragem de propaganda nos media não era tão forte e, sobretudo, tão eficaz.

Anónimo disse...

Nunca tinha visto um economista da propaganda a baralhar-se completamente no seu argumento.

Anónimo disse...

Francamente, com tanta gente lucida e competente neste pais, as TV.s escolham logo estes dois senhores e demais trastes…
Chamo a isto um contrapoder da comunicação social.
Se o tal pluralismo existe, então meus senhores algo esta errado, ou então e´ um pluralismo mitigadíssimo…
As esquerdas, hoje no governo, precisam urgentemente construir uma alternativa fundamentada na defesa do trabalho e dos trabalhadores e das conquistas sociais e políticas do povo Português. Esse é o grande desafio do momento.
Parece estar aberta a porta para novas legislativas. Ate´ por que precisamos de maior esclarecimento. Animar a malta e´ preciso… e só o povo poderá deslindar a situação. De Adelino Silva

Jose disse...

Como eu não acredito que o Nuno Serra seja lerdo, sobra-me a convicção de que, ou não é honesto ou a vertigem esquerdalha o cega para as evidências.
1 – Quando se diz que os sindicatos alemães são responsáveis, só pode querer dizer, e só quer dizer, que reconhecem deveres aos trabalhadores, que participam na formulação de medidas de eficiência, que condicionam quer as remunerações (prémios de produção em boa percentagem) quer os despedimentos com justa causa.
2 – E obviamente quer dizer que os gestores se organizam segundo regras que podem ser avaliadas e negociadas com sindicatos responsáveis na definição de deveres e medidas.
3 – E se em Portugal é fácil despedir colectivamente, é difícil despedir individualmente:
No primeiro caso porque é quase um mero procedimento burocrático e no segundo porque as condições precedentes são geralmente inexistentes.
4 – É uma evidência que o conservadorismo favorece salários baixos, por vários motivos:
4.1 - Como é difícil despedir é difícil admitir
4.2 – Como é difícil admitir, bons trabalhadores contentam-se com baixos salários, por ser arriscado ir ao mercado à procura de um justa remuneração. Muita empresa medíocre subsiste por esse modo.
4.3 – Como é difícil despedir, maus trabalhadores podem nisso permanecer com a tranquilidade de uma ampla protecção sindical e legal. Muita empresa vê o seu potencial diminuído por esta razão e pela que a precede.
O resultado é de haver más empresas com bons trabalhadores mal pagos e boas empresas com maus trabalhadores – um mercado disfuncional.
Excepcionam-se naturalmente as grandes empresas que têm meios para os poderem ter bons e baratos

Mas o Nuno Serra pode confortar-se como confortada está a proletária entrevistadora, que se satisfaz por ser vizinha da Alemanha numa qualquer agregação de dados contraditórios.


Anónimo disse...

cagalhão zé
deves estar doente para não seres o primeiro a comentar isto
um tema tão familar para ti - a tua rigidez cerebral
mas eu substituo-te, nada temas

a abrilada da treta tinha que vir mais uma vez com as suas fantasias esquerdalhas a querer premiar todos esses gajos que fingem que trabalham e impedem os investidores de criar postos de trabalho
como não há meio desta gentalha perceber quem deve mandar proponho porrada a esmo pelos cornos acima
estou-me a cagar para estudos ou outras artimanhas esquerdoides
eu é que sei

Anónimo disse...

Há, como gostaria que todos soubéssemos da “Coisa”…há exemplos históricos para os quais a massa proletária mostra pouco apetência.
Aqui no meu terrão natal anda tudo enredado com o futebol...Gritam, dão murros na mesa, gesticulam e esperneiam pateticamente. Quando chega Maio e Setembro— milhares correm atras e a´ frente dos toiros – Sujeitos a´ morte…depois vem a Tarde do Fogareiro—triagem de classes, onde impera o vinho, cerveja, sardinha, couratos e entremeadas, tudo em grandes quantidades.
Aqui, a não ser a tradição democrática e revolucionária que tem perdurado, felizmente, o resto são loas.
Temos entregado a gestão da C.M.Moita desde o 25 de Abril de 1974 ao PCP e seus aliados e bem-haja!
De Adelino Silva

Anónimo disse...

Um porfiado esforço aí um em cima para substituir o prof Avelino.
A vertigem dos seus ídolos obriga-o a isso A nem uma palavra sobre a desonestidade do prof Avelino.E a uma confusão patética sobre aquela que designa por "proletária" (porquê este ressabiamento a lembrar outros ressabiamentos mais sinistros?)

Uma discriminação desonesta daquela que pensa ser a realidade substitui os dados e os números objectivos. A realidade para estas coisas tem destas coisas. A discriminação numérica fica-se pelo número dos numerozinhos que antecedem a sua exposição do mercado laboral. Os factos são esquecidos mediante uma espécie de treta organizada em mantra om o seu quê de piegas.

Adivinha-se que o prof A. Jesus é o seu ai Jesus. Também o são os alemães.
Incorruptíveis como a negociata dos submarinos que atingiu Paulo Portas veio confirmar.
Ou o deutsch bank

Manuel Silva disse...

José(zito):
Pobre(zito) de espírito.
Será que a vertigem esquerdalha te cega para as evidências?
É que nunca te incomodou, por isso nunca realças, as evidências da corrupção dos submarinos, que deu condenação na Alemanha e arquivamento do processo em Portugal.
Isto apesar de o teu dono Ricardo Espírito Santo (um perigoso esquerdalho) ter confessado na Comissão de Inquérito ao BES, na AR, que a sua família recebeu 5 milhões de 30 milhões que ficaram nos bolsos de vários empreendedores portugueses, incluindo o teu outro dono: o das portas.
Eu sei que nada disto é importante para ti, mas ao menos podias deixar uma notinha de rodapé de vez em quando.
Grande lerdo que tu me saíste.

fernanda disse...

Na senda do primeiro comentador, será que poderemos dizer que é a rigidez laboral das nossas universidades que permite que cromos como este sejam professores catedráticos inamovíveis, apesar de manifestarem uma natureza tão obviamente asinina?
O M C bem veio em socorro do dito cromo, mas perdeu uma boa oportunidade de explorar o case study que tinha na sua frente.

Anónimo disse...

Uma delicia
Um "especialista" a mostrar ao que vem e o que o traz.
Um especialista da treta enredado,pateticamente enredado nas suas próprias teias e no seu pensamento da treta, a evidenciar mais uma vez que esta cambada governa por axiomas. Sem qualquer correspondência com a realidade. Um zero à esquerda,mentiroso e aldrabão.

Mas o espectáculo continua. "Esquecido" deste espectáculo do sr prof da treta alguém aí em cima investe contra quem desmascara o neoliberal de turno e vai de acusar o mensageiro de "que, ou não é honesto ou a vertigem esquerdalha o cega para as evidências". Nem uma palavra para o Avelino (a ver se este passa escondido) e uma série de tretas enumeradas, qual "especialista do direito do trabalho" formado na mesma escola da treta.

Mas a delícia continua na forma como, impotente perante o espectáculo paupérrimo do seu Avelino e não contente com a boçalidade com que trata quem é o mensageiro, atira contra a entrevistadora. Não consegue ocultar as saudades da censura que impediriam uma jornalista de não se dobrar aos seus capangas de estimação?
Ah que saudades!

Anónimo disse...

É mesmo verdade que, é Prof Universitário???????????????


Da-seeeeeeeeeeeeeeeeeeee

Ao qu'isto chegou

Jose disse...

Que amontoado de cretinos!!!!!

Anónimo disse...

Esta espécie rara, o José, pois claro, ainda anda por aqui.!?
Pensava que o fulaninho já tinha emigrado mas afinal o tipo ainda cá está. É pena, porque se ele tivesse emigrado sempre deixavamos de ler as parvoeiras do individuo( já basta ter-mos de ouvir as do chefe dele - é um tal de Passos Coelho, lembram-se da espécie fedorenta...? ).


Anónimo disse...

tanto salazarismo e tanta vontade de trabalho escravo nesta caixa de comentários...

Dias disse...

Este professor universitário (lecciona metafísica?) meteu os pés pelas mãos, gaguejou, mostrou não ter nível absolutamente nenhum. Que conhecimento pode ele transmitir a alunos, se ele mesmo não está seguro do que afirma?! Que homem ridículo, sem argumentos, quando interpelado por alguém que podia ser aluna, como a Judite Sousa!
Vá lá, percebe que “os sindicatos são conservadores” porque querem conservar os direitos dos trabalhadores…

Anónimo disse...

Já agora salazarismo é o controlo da economia pelo estado. Não deixar agentes economicos agir livremente. (Sim um quase comunismo). Mas Liberal (ou Direita) é que não é seguramente.
Outra coisa - se eu como empresario puder despedir livremente (com condicionante de justa causa - incluindo incompetencia) apenas vou ficar com os melhores. A minha empresa tem maiores lucros e os empregados poderão exigir mais. Contrariamente, ao que se vê em muitos casos em Portugal as pessoas sentadas numa cadeira que não fazem nenhum e não podem ser despedidas que apenas representam um custo acrescido para cada empregado...

Anónimo disse...

Salazarismo é controlo da economia pelo estado?
É isso e muito mais.É o capitalismo monopolista de estado ao serviço dos monopólios e do capital.

O não deixar os agentes económicos agir livremente é uma treta. É deixar o capital monopolista agir livremente e manter todos os demais na dependência do grande capital.De facto o fascismo é a ditadura do grande capital, quando este tem que recorrer a métodos extremos como forma de impor o seu poder.

O liberalismo viveu e vive paredes meias com o fascismo.É ver o que se passou no Chile que serviu de modelo prático às teorias de Friedman e outros da mesma laia. E assumidamente de direita e de extrema-direita.

É natural que os capitalistas sentados numa cadeira a explorar a mão-de-obra alheia gostem de ter as mãos livres para despedir à vontade baixando o preço de tal mão-de-obra.

Ou seja o das 9 e 40 é um custo acrescido para os que trabalham.