sexta-feira, 4 de março de 2016

Temos de falar

Temos de falar, mas não é sobre conflitos de interesses, antes sendo sobre a sua ausência no pensamento e na acção de tanta gente com responsabilidades, dado que até parece que o seu único interesse é o dinheiro.

Temos de falar sobre a política de austeridade, de desvalorização interna, e sobre um dos seus efeitos: a fragilidade financeira crescente desta periferia, traduzida na desvalorização de activos, no aumento do crédito malparado. Temos de falar sobre multinacionais financeiras que, quais abutres, procuram lucrar de múltiplas formas com esta situação. Temos de falar sobre controlo estrangeiro do sistema financeiro, sobre as fontes do poder da finança, sobre swaps e sobre tribunais estrangeiros. Temos de falar sobre financeirização. Temos de falar sobre o Euro.

Temos de falar sobre políticas vende-pátrias e sobre as suas recompensas posteriores: notícias laudatórias na imprensa internacional e na subserviente nacional, cargos bem remunerados, sobretudo no estrangeiro, ou indo para fora cá dentro, seja nas tais multinacionais financeiras que aqui operam, seja nas instituições internacionais que lhes dão outra força política por cá, da Comissão Europeia ao FMI, passando pelo BCE.

Temos de falar sobre esta elite totalmente desprovida de lealdades, de compromissos, com a imensa maioria dos que aqui vivem. Temos de falar sobre as estruturas pós-democráticas com múltiplas escalas que asseguram a sua reprodução.

E, sim, temos mesmo de falar sobre Maria Luís Albuquerque.

27 comentários:

Anónimo disse...

Concordo com todos os temas sobre os quais temos de falar. E falar muito. Talvez seja se suspender os programas sobre tigres, leões e macaquinhos bebés e de tanta análise desportiva que inundam estes tempos absolutamente sombrios.
Era bom haver um jornal que não perseguisse ninguém mas que publicasse percursos de pessoas ligadas ao poder e deixasse as conclusões para os leitores.
Era bom. E acredito que assim será.
Isto anda rasca de mais.

Anónimo disse...

apenas gente sem escrúpulos daquela que o sabujo zé nunca hesita em defender
para sabujo zé o problema é sempre quem trabalha
dedico a miss swaps e sabujo zé esta canção -

https://www.youtube.com/watch?v=L8zhNb8ANe8

Anónimo disse...

Muito,muito bom este texto de João Rodrigues

Anónimo disse...

falem falem, que os abutres continuam o seu repasto.

Anónimo disse...

Obrigado ao anónimo que pôs o link para a música dos Dead Kennedys. Já não ouvia há muito tempo. E o título da música "Kill the poor" é de facto apropriado aos tempos que estamos a atravessar.

Jose disse...

Não se diz que a falar é que as questões se resolvem;a falar só se entende o que cada um pensa.
Ora o pressuposto de que o pensamento precede a fala é uma visão muito otimista num espaço público ocupado maioritariamente por treteiros.
A invejazinha reles e a má-língua pestilenta sempre promovem a treta sem que seja requerido qualquer pensamento. Basta apreender a treta dominante e dar-lhe eco.
Temos de falar?
Temos de pensar!

fernanda disse...

Miss Swaps é bem o exemplo acabado de como o patriotismo das elites é o dinheiro, é o único senhor a que servem.
Concordo com o primeiro comentário e penso que a ideia proposta deveria ser implementada mas para isso teríamos de ter um jornalismo de investigação a sério e não o simulacro de um Correio da Manhã. Teríamos de ter jornalistas e não proletários intelectuais que nem sequer se reconhecem como tal e são autenticamente a voz do dono.
não sabem nada de nada, e debitam a opinião que serve os interesses dos donos da informação que, como por acaso, também são os donos do dinheiro que pelos vistos continua a ser o dono disto tudo.

Anónimo disse...

Ao José. Julgue que sabe que o que existe no seu pensamento pode não existir na realidade…
Também me parece que gosta de falar aos treteiros sem gostar deles…
Quadrinómio nada paradoxal, faz parte do ADN de qualquer ser parecido consigo…
Va animando os LdB com suas bujardas. Continue, julgando massacrar seus semelhantes treteiros…
De vez em quando e´ preciso animar a malta!
Ora assim se fala em bom português…
De Adelino Silva

Anónimo disse...

Quando dirigentes de partidos ou de uma nação se predispõem a apoiar militarmente as monstruosidades criminosas de qualquer Pseudo – Imperio só se lhes pode dizer de lambe- botas ou vende-pátrias.
". São prostitutos que destroiem a imagem de um pais construída em mais de 900 anos… vendem a soberania por um prato de lentilhas …trocam sua capital de estado por uma qualquer cidade flamenga ou saxónica, sua própria credibilidade se transfigura ao ajudarem a mentir sobre — "armas de destruição em massa de Saddam Hussein", "ogivas iranianas", "utilização de armas químicas por Assad", "invasão russa da Ucrânia" e assim por diante. Cúmplices de maciças hordas humanas “trade in european”
E no entanto, esses lambe-botas são medalhados e recebidos em Portugal com pompa e circunstancia por outros que tais…E assim vai discorrendo a vida do portuga,,, De Adelino Silva

Anónimo disse...

oh Jose vai dar banho ao cão.

Anónimo disse...

Temos de falar…
Durante una semana fiquei, por motivos de saúde, afastado dos L. de B. verifico agora, não surpreendido, já se vê, novas tentativas de enriquecimento da ação interventiva de cada um de nos.
De qualquer maneira não posso esquecer aqueles outros cidadãos que falaram em tempos difíceis como em tempo da ditadura…eles nunca se calaram!
Lembrar um pouco o que foi o Pós-guerra – Europa das Nações em fanicos, Plano Marshall e Tratado de Roma não faz mal a ninguém.
Por mim, cidadão do mundo, “Independente”, sem ser vendido nem comprado, gostaria de passar por tudo quanto e´ lado sem passaporte, sem fronteiras, sem vistos…todavia sem deixar de ser português…Pode parecer contradição, eu sei, mas e´ o que penso! De Adelino Sikva

Antonio Cristovao disse...

Ainda não consegue perceber por que motivo a UE estabelecera o limite do deficit nos 3% do PIB, em vez de situar a fasquia nos 4 ou 5%, por exemplo? Imagino que menos perceberá por que razão Bruxelas capricha agora em impor 0% de deficit. Ainda vamos ter saudades dos 3%! Na altura em que este valor foi fixado, certamente bem antes de o euro entrar em circulação, o crescimento médio do PIB europeu era estimado em 3%, num tempo de optimismo e fé nas potencialidades do Velho Continente. Tudo isso se esfumou. O crescimento económico europeu estagnou à roda de 1% e predomina o fundado receio de que tenda para zero. Não havendo crescimento, não pode haver deficit.»

Anónimo disse...

O caricato tem destas coisas.

A um bom texto de João Rodrigues assiste-se a uma tentativa de resposta. Treteira. Pesporrenta. Bolorenta. A tentar fugir para o outro lado.E eivada de disparates

Veja-se estes acepipes:
-"Não se diz que a falar é que as questões se resolvem". Pois não. Diz-se mais do que isso.
-"a falar só se entende o que cada um pensa." Sim? E quem não percebe o que o outro diz?Quem sofre de iliteracia como a já demonstrada pelo que assim debita? E quem fala e não diz o que pensa, como alguns trauliteiros à espera da sua vez?
-"Visão muito optimista" o pensamento preceder a fala? Porquê muito optimista? Talvez tal não aconteça nos círculos pesporrentos em que domine o reflexo condicionado? Naqueles frequentados pelo dito cujo?
-"A invejazinha reles e a má-língua pestilenta promotoras da treta" constituem a prova provada do linguarejar de quem anda com a palavra "treteiros" debaixo da língua? A confirmação de que neste ponto a linguagem pensada confirma a adjectivação expelida, tal como um espelho reflecte a imagem à sua frente postada?
-"Treta dominante" A treta veiculada pelos mass media nacionais e internacionais e replicada pelos seus em blogs vários e variados? Mas essa não é a particular missão de tal treteiro andante?

Anónimo disse...

O "temos que pensar" como alternativa ao temos que falar é a treta assumida de quem não diz o que pensa. Já deveria saber que o pensamento se desenvolve com a linguagem.
Ah! A falta que faz um mínimo de formação, de informação e de educação.

Anónimo disse...

Que tristeza peçonhenta estas odes vazias e ocas só para que não se fale de política de austeridade, de desvalorização interna,das multinacionais, dos abutres, dos lucros,do controlo estrangeiro do sistema financeiro, das fontes do poder da finança, dos swaps e tribunais estrangeiros, da financeirização, do Euro,das políticas vende-pátrias e das recompensas posteriores, das notícias laudatórias na imprensa internacional, da subserviente nacional, dos cargos bem remunerados, da elite totalmente desprovida de lealdades.

O que se faz para não se falar mesmo em Maria Luís Albuquerque.

Anónimo disse...

Não tem vergonha o sr Cristovão de fazer copy dum texto medíocre duma azucrinada e ignorante representante das hostes neoliberais,parido e saído num sítio mal frequentado?
Citando Caros Sério num comentário certeiro:
"Este artigo transpira de azia, transpira de azedume, e a sua autora revela uma raiva surda pela mudança de política verificada pelo novo governo do PS.
Envolve o seu escrito com graçolas que só revelam na verdade o seu mal-estar com a solução anti neoliberal e anti austeritária iniciada pela nova governação"

Eu acrescentaria: e uma boçal doutrinação "económica" a mostrar que os axiomas neoliberais andam embrulhados agora em papel de dondoca malcriada para ver se passam.




Anónimo disse...

Uma mentira mil vezes repetida...

É o que se passa com a questão do "limite do deficit nos 3% do PIB", aqui "insinuado" pelo facto "do crescimento médio do PIB europeu ser estimado em 3%, num tempo de optimismo e fé nas potencialidades do Velho Continente".

Mentira.

Qual é a lei económica que dita tal barbaridade? Estarão os 16 países da Zona Euro certos? E será que todos os restantes 180 países do Planeta onde tal obrigatoriedade não se coloca, errados?

E eis que alguém me esclareceu.

Vejam e ouçam até ao fim! É imperdível.

https://www.youtube.com/watch?v=iEaTFY96Ylc

Um blog mal afamado e acanalhado o tal onde escreve uma tal Bonifácio.É assim que se manipula e que se faz jus à velha frase tão querida do círculo onde se move esta gente: uma mentira mil vezes repetida....

Anónimo disse...

"Não havendo crescimento, não pode haver défice"

Isto é a sério? É por causa destas coisas que a inteligência da direita e sua extrema vai mirrando ou é pela inteligência da direita e da extrema-direita que surgem estas coisas?
Ou trata-se mais uma vez de manipulação brusca e sem rebuços, à procura de mais axiomas para a continuação e justificação da choldra neoliberal?

Anónimo disse...

A dívida federal dos EUA atinge 18 883 mil milhões de dólares,103,7 % do PIB. Mais grave ainda é o facto de cada ano desde há mais de uma década aumentar em média 1000 mil milhões de dólares , 114 milhões por hora.. Além disto a dívida total (incluindo privados) atinge 64 614 mil milhões".

Jose disse...

O caso dos EU é bem exemplificativo do que significa ter a confiança do Capital.
As poupanças convergem para esse 'refúgio' quer aforrando dólares quer transferindo capitais.
Acresce que os EU fornecem serviços de segurança - têm poder militar e político - a vastas regiões do globo. Ainda que não facturem, fazem-se pagar.
Compare-se com o país da treta...

Anónimo disse...

sabujo zé
e desde quando é que tu és um ser pensante ?
andas muito optimista em relação ao teu diagnóstico
sabujo zé
se achas que isto é um antro de treteiros e não pensantes porque perdes aqui tanto tempo ? tu nem argumentos tens, pobre sabujo zé, só mandas perdigotos
tu adoras é teres cantinhos para expelires o teu ódio e te alienares um pouco da tua miserável existência
se tivesses uma existência de jeito não perdias aqui tanto tempo
os USA não são comparáveis a ninguém, meu pobre e triste sabujo
tanto é que mesmo com uma dívida astronómica por enquanto vão-se safando
o dólar é uma espécie de padrão-ouro e é ali que se alberga o conhecimento e a inovação com excelentes universidades e centros de investigação e com um sector de capital de risco que não existe em mais nenhum lado.
Mas se o "país da treta" te mete asco tens bom remédio - deixa de ser piegas, sai da tua zona de conforto e emigra, sabujo zé, o mundo espera por ti!!!!

Anónimo disse...

António Cristóvão
"não havendo crescimento não pode haver défice"
que pérola!!!
fiquei tão estarrecido com a sua sapiência e demonstração cabal de génio que as suas palavras de ora em diante vão ser substância kármica para mim
António Cristóvão pra ministro das Finanças
pira-te Centeno, és um merdas...deixa passar o visionário Cristóvão

Anónimo disse...

O caso dos EUA?
Ah! esta ode ao Imperialismo americano desta forma tão significativamente pusilâmine, a mostrar que a extrema-direita continua a mesma vende-pátrias, O "fazem-se pagar"desta forma contentinha e um pouco alarve pode ser ouvido a propósito do tema em debate, a propósito da Maria Luís Albuquerque ou a propósito dum negócio de proxenetas.

Compare-se com o denominado país da treta
Treta? Que país será este?
Ah! Como a direita-extrema está transformada. De nacionalistas serôdios a vendilhões da pátria.




Responda quem sabe.

Anónimo disse...

Uma pergunta breve.
Porque motivo aquele tipo que diz que "temos que pensar" como contratempo ao "temos que falar" não faz o que apregoa?
Porque motivo estas contradições perpétuas, este arranhar contínuo sem a mínima coerência, esta manha fugitiva em busca de um pretexto qualquer para repetir as missas repetidas e incontidas?


Anónimo disse...

Temos de falar -- verdade
Esta´ mais que provado que para ´´Eliminar´´ as crises sistémicas do capitalismo exige-se mais do que a nacionalização da banca; de qualquer Reforma de Estado ou intervenção em qualquer empresa dita estratégica, exige-se a alteração do próprio sistema capitalista. Me parece que para além de pobres em matérias-primas, somos também pobres de espirito…ou estarei enganado? Mas enfim, se levamos quase meio seculo para nos livrarmos da ditadura salazarenta..!
E´ costume dizer que a união faz a força ou que o povo unido nunca mais será vencido, mas o que se viu nas presidenciais foi a não-unidade e força zero.
Com um governo virado a´ esquerda e com apoio desta, julgo estar criadas algumas condições para uma maior unidade progressista de facto…De Adelino Silva

Anónimo disse...

Temos de falar – Verdade –
Como sabemos ou era para sabermos,
A corrupção é a forma mais aparente das relações promíscuas entre o Estado burguês e os interesses econômicos capitalistas.
Também sabemos pelo nosso curto historial democrático-burgues que o capital financeiro premeia os que se ajoelham perante si.
A Sra. De Albuquerque, Ex-ministra das finanças, esta´ agora a ser premiada pelos serviços prestados enquanto mandatária governamental, tal como outros antes dela. De Adelino Silva



Anónimo disse...

Temos de falar – verdade –
Penso que, pelo que sofremos com os quatro anos de desgoverno direitista, estamos mais conscientes de que e´ emergente construir um sistema socioeconomico diferente, não capitalista.
Que fazer entao, questiono?
Bem, por mim, muito embora não seja cura imediata para todos os males de que padecemos, seria optimo uma saida “em ombros” da Uniao Europeia.
E´ como se fosse uma nova Independencia Nacional.
A recuperaçao da soberania passa por respeitar e não intervir em outros Estados-Naçoes…
Passa por ter Moeda propria, Justiça propria.
Aceitar e respeitar de vez a Constituiçao da Republica. Basta de subserviencia!
Vamos ao Referendo?
O Povo que se pronuncie!
De Adelino Silva