terça-feira, 8 de março de 2016

Adeus Cavaco

Hoje é o último dia de mandato de Cavaco Silva enquanto Presidente da República. Hoje é um dia bom.

Poderia dedicar linhas sem conta aos 10 anos em que Cavaco esteve à frente do Governo (1985-1995): a suposta vaga modernizadora, que pôs a economia portuguesa nas mãos da finança e da construção, e que destruiu grande parte do aparelho produtivo nacional; o autoritarismo presunçoso, procurando disfarçar a estreiteza de vistas; ou os valores conservadores e atávicos, que toleraram o oportunismo, o novo-riquismo e o tráfico de influências, mas para quem a legalização do aborto ou o reconhecimento das relações entre pessoas do mesmo sexo eram assuntos do diabo.

Não preciso de ir tão longe porque os últimos dez anos dão pano para mangas. O primeiro mandato de Cavaco enquanto PR foi marcado por aquelas relevantíssimas e esclarecedoras intervenções relacionadas com o Estatuto dos Açores, as escutas a Belém e o casamento homossexual. O segundo mandato por uma crescente colagem às posições do governo PSD/CDS, chegando ao cúmulo de alimentar um ambiente de suspeita em torno do processo de formação do governo agora em funções.

Quanto a coerência, é o que se sabe. Enquanto o PS foi governo, Cavaco afirmava que "há limites ao sacrifício que se pode pedir às pessoas". Quando o governo mudou, todos os esforços para satisfazer as exigências de austeridade passaram a ser adequadas.

Aquele que deveria ser o garante máximo da soberania nacional assistiu não só impávido mas até entusiasmado à capitulação do país – apelando, em 2014, a que Portugal se deixasse ficar sob tutela externa durante mais algum tempo (ver Roteiros VIII).

Já em Fevereiro de 2015, quando a Grécia estava a ser sujeita a uma chantagem sem precedentes das instituições europeias, Cavaco não encontrou melhores palavras do que lembrar os empréstimos portugueses à Grécia, revelando a essência mesquinha,vingativa e preconceituosa da pessoa que sempre foi.

Cavaco Silva poderia ter aproveitado a sua posição para fazer alguma pedagogia sobre a situação do país. Em vez disso, tentou sempre influenciar a acção executiva – de resto, sem eficácia – participando na construção do clima de medo e de chantagem a que fomos sujeitos enquanto povo.

Neste momento seria fácil passar uma esponja sobre o assunto e não pensar mais nesta nódoa que manchou a democracia portuguesa. Prefiro não esquecer. Espero, sinceramente, nunca mais ter de conviver com um Presidente da República assim.

Adeus Cavaco.

32 comentários:

Ana Paula disse...

Ufa! até que enfim. que bom!

Anónimo disse...

Muito bom post.

Hoje é mesmo um dia bom. E também prefiro não esquecer

Anónimo disse...

o pior presidente de sempre que apenas presidiu para alguns e nunca para todos os portugueses
é preciso lembrar ainda as suas sombrias ligações ao BPN e as suas ligações com Dias Loureiro - homem que estaria preso num país com um sistema judicial limpo e que foi considerado exemplo de empreendedorismo por Passos Coelho

para o sabujo zé tudo isto é normal e natural - cabe à escumalha mandar no mundo só porque sim e porque os outros são umas "bestas"

Anónimo disse...

arde no inferno Corrupto Silva!

Luís de Carvalho disse...

Cavaco é um homem de valores. Não entendo tamanha perseguição para um homem que ama Portugal.

Anónimo disse...

Se me permitem uma citação adulterada:

"O Cavaco nu é horroroso!

O Cavaco cheira mal da boca!

Morra o Cavaco, morra! Pim!"

Jose disse...

Temos uma daquelas análises que são um repositório de tudo o que é o mantra equerdalho.
O casamento, na sua inteireza de célula fundadora da sociedade familiar, arvorado em padrão de progressismo em que o homo é igualado ao hétero.
A indústria da construção da década cavaquista como se equiparável à dos anos de brasa da corrupção socrática.
A prática dos negócios desses anos como se fora a raiz e inevitável causa de tudo o que se seguiu por mais de vinte anos dominantemente socialistas e com crescimento anémico.
E sempre e só denegrindo esse paladino da constitucionalidade e do formalismo institucional que suporta campanhas de má-língua e mentira com a tranquilidade de quem não lhe passa pela cabeça partir a loiça na mona dos treteiros.
Pérola maior é o censurar-se o facto de não ter tomado por garantido o anúncio do que veio a ser um papelucho produzido ao fim de 50 dias de envergonhadas conversações e que merece e merecerá para sempre o epíteto de geringonça, por ser certo ser um malparido e contorcionista acordo em discordar.
Dito isto, até nunca, Cavaco!
Venha quem fale curto e grosso.

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Três Pontinhos disse...

Deu para perceber que os anónimos abominam Cavaco.

Anónimo disse...

Curto e grosso? Como repositório de uma ode a uma colecção malparida de tretas ao sabor duma pesporrência pouco higiénica.

As missas ( ou as fatwas ) em relação a uma tonteria em torno do progressismo do homo e do hetero. Isto é a sério ou resulta dalgum comportamento aditivo ou etário?

Parece que sim,que é a sério. Quem fala com os olhos em alvo na "célula fundadora da sociedade familiar" escrevia irritado e irado num sítio mal afamado e mal frequentado, desta forma verdadeiramente reveladora (que a questão é mesmo familiar?):

“Nunca a bicharia me incomodou demasiado, salvo o prejuízo de algumas lésbicas perdidas para o meu género.
Mas confesso que me vêm progressivamente irritando desde que se resolveram declarar ‘normais’
Mas como toda a merda que infringe normas é tida por progresso, há que aturar toda esta treta de fazer igual o que é diferente”

Quem perseguia e metia em campos de concentração os "não normais"? Lembram-se?

Anónimo disse...

Não deixa de ser significativo como os saudosistas do antigo regime gostam destas coisas, traduzida nesta ode envergonhada ao prof Cavaco.
Já o fizeram em torno de Ricardo Salgado e de Belmiro, de Soares dos Santos e de Catroga, de Borges e de Dias loureiro , de Relvas e de Maria Luís Albuquerque. Está aí escrito a mostrar o fio ténue que une tais personagens. E a mostrar outra coisa. Uma pieguice cúmplice que nem o "curto e grosso" grosseiro final consegue ocultar

O elogio dos anos do cavaquismo é uma delícia vindo dum tipo que anda por aí a "ensinar" a vivermos dentro das nossas possibilidades e a fazer a saudação da troika. Um troikista inveterado, um assumido amante do capital alemão e não alemão, no seu afã de defender Cavaco, não tem vergonha nem pejo de misturar nos "mais de vinte anos" os anos do seu amigo durão , do seu amigo Santana Lopes e do seu amigo Passos Coelho, o tal que governou para a troika,com a troika e em função da troika. Ele quis apenas falar em "maioria", Assim se vai manipulando e tentando reescrever a história do crime em Portugal.

Anónimo disse...

Cansa apreciar o papaguear com que se repetem as barbaridades paridas pelos ídolos do cavaquismo serôdio.

Um dito estoriador de nome Rui Ramos, conhecido branqueador do fascismo e do colonialismo português, passou a letra de forma uma série de tretas sobre o"paladino da constitucionalidade e do formalismo institucional" . Pois estes hinos são repetidos até à exaustão, sem o mínimo juízo critico, pela sua coorte. A indigência e a desonestidade intelectual do dito Ramos é repetida e ampliada como se, traduzindo um modus faciendi desprezível.

Chamar paladino da constitucionalidade a quem não cumpriu a Constituição é uma ofensa à inteligência dos demais.Falar em "formalismo institucional" a quem mostrou sempre um "autoritarismo presunçoso", "valores conservadores e atávicos, que toleraram o oportunismo, o novo-riquismo e o tráfico de influências" só mesmo como anedota. Repare-se o "formalismo institucional" como ele conseguiu "negociar " com Oliveira Costa umas tantas acções que permitiram duplicar os proventos. E depois,depois repare-se quantos ministros e secretários de estado de Cavaco foram indiciados por crimes e por corrupção? Meio governo e meia direcção da cúpula laranja esteve relacionada directamente com patifarias várias. Um institucionalista que escolhia bem quem trabalhava com ele. Um institucionalista tão institucional que até institucionalizou o alfaiate doméstico com a medalha das coisas institucionais e aquele Sousa Lara,aquele repugnante censor, que ficará para sempre associado às qualidades de homem para toda a porcaria. Ah e quanto institucionalismo mostrou Cavaco na morte de Saramago. Não há dúvida. A propaganda a estas misérias morais tem destas coisas. Parece que vale tudo e joga com os soundbites desonestos e manhosos.

Anónimo disse...

"Partir a loiça na mona dos treteiros" é digno de quem se assume como um continuador fiel das políticas de cacete e da porrada dada a tempo.
Outros mimos deste "amante" das qualidades de Cavaco:
-"Às bestas serve-se a força bruta se forem insensíveis a outros meios"

-“Canalhada subsidiada e malcriada a pedir umas porradas para saberem comportar-se com civilidade – lado retribuição justa!”

Cavaco está bem acompanhado por coisas como esta?


Anónimo disse...

Infelizmente a hipocrisia continua.

Veja-se esta: "Pérola maior é o censurar-se o facto de não ter tomado por garantido o anúncio...etc e tal..e a seguir seguem-se um rosário de tretas em que se vislumbra uma admiração pelo facto de Cavaco não ter tomado como garantido tal e etc

Veja-se agora o irritado tom áspero como interpelava o mesmo cavaco a 7 de Outubro de 2015:
"O que lhe compete é indigitar como 1º quem lhe apresente um governo viável.
Se ninguém lhe trouxer esse governo viável (e decente em propósitos) fica quieto ou arma bronca.
Palhaçada patidocrática já houve a bastante!"

Uma delícia de facto. Uma autêntica delícia que não necessita de mais palavras.
Mas que justifica o "até nunca " quase final?

Antonio Cristovao disse...

As saudades que o Cavaco vai deixar nos bem pensantes, alguns deles balofos , preconceituosos e vazios, que agora perdem um recurso valioso de fazerem artigos a dizer nada, mas qua cai sempre bem.

Anónimo disse...

Há 10 anos, no Publico, Vitor Dias "saudava" assim a chegada de Cavaco Silva à Presidência da República:
http://otempodascerejas2.blogspot.pt/2016/03/ha-10-anos-no-publico.html#links

Contra a corrente da amnésia e do relativismo político. De como Cavaco gastou uma década inteira enquanto primeiro-ministro a fazer invariavelmente uma perversa campanha contra “os políticos” e “a política”, ele, logo ele, um politiqueiro que encarna o que de pior tem tal ideal.Debaixo dessa pose de não-político, não houve campanha eleitoral em que participasse, entre 1985 e 1995, que não fosse marcada por alguns dos vícios mais politiqueiros, desde o frenesim das inaugurações eleitoralistas às distribuições de cheques do Estado por caciques e candidatos do PSD, passando pelas tremendas catástrofes que sempre anunciava caso perdesse, como aconteceu, por exemplo em 1991, quando chegou ao requinte de proclamar que a vitória dos seus adversários teria como uma das muitas nefastas consequências que os portugueses já não poderiam comprar frigoríficos.

É ler o resto

Anónimo disse...

Os "bem pensantes" que alguém refere aí em cima quem serão?
Principalmente os "balofos, os preconceituosos e os vazios"?

É a esta miséria que estão reduzidas as laudações a cavaco que caem sempre bem entre quem mais não tem que dizer estas misérias

Anónimo disse...

cavaco e´ daquelas peças preciosas que dão jeito as fogueiras de invernos friorentos como este por que passamos.
Ainda assim me pergunto: – como foi possível que este cavaco mal-amanhado saísse do depósito da lenha para figurar entre gente?
Mais. Como foi possível elegerem tal peça para governar o pais, chefiar as forças armadas e defender a constituição se ele nem para queimar servia?
Pessoalmente. Tenho dificuldade em dar a resposta certa. Os dirigentes dos partidos a´ esquerda deveriam fazer autocritica e esclarecer o eleitorado…
Bem, estou vivo e´ o que importa! De Adelino Silva

Dias disse...

Foi-se embora o sectário, o conservador, o interesseiro, o discípulo do botas. Ele que bem se serviu do Estado, tornando-se o maior funcionário público de todos os tempos (mesmo assim, teve o desplante de dizer um dia, provavelmente a pensar nas suas reformas, que só havia uma solução: “só resta esperar que os funcionários acabem por morrer”).
Hoje há champanhe e bolo-rei!

Anónimo disse...

Cavaco Silva é acusado de ter sido um Presidente "de facção".
Perante esta acusação nada já pode fazer, e resta apenas a discussão entre apoiantes e críticos sobre quando é que passou de um "Presidente de todos os Portugueses" para um "Presidente de facção".

O mais curioso é que os que o acusam de ser precisamente um "Presidente de facção", com ou sem razão (não é isso que está em causa no meu comentário), não foram capazes sequer de dar o benefício da dúvida ao novo Presidente Marcelo Rebelo de Sousa e esperar para ver como vai actuar ("BE, PCP e PEV não aplaudiram juramento de Marcelo" http://expresso.sapo.pt/politica/2016-03-09-BE-PCP-e-PEV-nao-aplaudiram-juramento-de-Marcelo).

Que fique registado para memória futura: no dia em que Marcelo Rebelo de Sousa tomou posse, BE, PCP e PEV já o consideram um "Presidente de facção".

Anónimo disse...

sabujo zé

"paladino da constitucionalidade e do formalismo institucional"

hahahahahahhahahahahahahahahahaHAHAHAHAHAHAAHAHAAHAHAHAAHAHAAHAA

só tu, sabujo zé, para me fazeres rir tanto

afinal tu curtes é de paladinos...isso e tentáculos
todo o homofóbico é um aspirador de tentáculos encapotado

esteves, ayres disse...

Bolas... Já não era sem tempo!
Agora os cascalenses têm que ter cuidado com a chave que lhe foi entregue pelo (PSD/CDS que se encontram na CMC)Carreiras!

Anónimo disse...

o grande António Cristóvão
o imaculado visionário que descobriu que sem crescimento não há défice
descobriu agora que existem bem pensantes que são balofos e ao mesmo tempo vazios
e que têm ainda tendência a perderem recursos valiosos para nada
uns falhados que não conseguem os milagres de mais-valias de ações não cotadas como aconteceu com o mestre cavaco e as suas jogadas geniais com as ações do BPN
não é para todos

Anónimo disse...

O institucional formalista:
Foi o primeiro-ministro Cavaco Silva que em 1989 recusou conceder ao capitão de Abril, Salgueiro Maia, quando este já se encontrava bastante doente, uma pensão por “serviços excepcionais e relevantes prestados ao país”, isto depois do conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República ter aprovado o parecer por unanimidade.
Foi o mesmo primeiro-ministro Cavaco Silva que em 1992, assinou os pedidos de reforma de dois inspectores da polícia fascista PIDE/DGS, António Augusto Bernardo, último e derradeiro chefe da polícia política em Cabo Verde, e Óscar Cardoso, um dos agentes que se barricaram na sede António Maria Cardoso e dispararam sobre a multidão que festejava a liberdade.


Anónimo disse...

Há coisas que denunciam claramente um espírito de facção.
Esta é uma delas:"Que fique registado para memória futura: no dia em que Marcelo Rebelo de Sousa tomou posse, BE, PCP e PEV já o consideram um "Presidente de facção".
A que propósito por todos os santinhos,se escreve tal barbaridade tendo como base a notícia do "expresso" que diz que "BE, PCP e PEV não aplaudiram juramento de Marcelo"?

Que tortuoso esquema mental faz passar duma afirmação para a outra?
Talvez voltar ao ensino para perceber a substância das coisas?
Cavaco Silva também tinha uma certa dificuldade nestas e noutras questões. Não foi ele que confundiu Thomas More com Thomas Mann?

Anónimo disse...

Veja-se aqui a ficha que Cavaco Silva preencheu na Pide
http://www.tvi24.iol.pt/politica/cavaco-silva/veja-a-ficha-que-cavaco-preencheu-na-pide

Como nota muito impoooooortante e para testemunhar o carácter do personagem, o ex-presidente insiste em escrever no capítulo das observações sobre a situação marital do sogro. Diz o jovem Cavaco que o sogro é casado em segundas núpcias com Maria Mendes Vieira, com quem reside e com quem o declarante, o próprio cavaco silva, não priva.

Afinal Cavaco foi mesmo um Constitucionalista. Só que da Constituição fascista, a de 1933
E tanbém foi um institucional- para com a própria Pide.

Jose disse...

Os autores do LdB bem mereciam uma melhor escolha de apoiantes. Que de ralezada!!!!
Mas uma coisa é certa: dá para ver que o esgoto que se abriu em Março e foi sustido em Novembro,mantém produção bastante para ser preciso estar vigilante.

Anónimo disse...

Neste adeus a Cavaco Silva, não deixarei de incluir aqueles virtuosos da política direitista, e aqueles outros que se foram e aos que serão, mais tarde ou mais cedo, banidos da senda misteriosa dos milagres económico ou sociais do capitalismo.
Ao despedir-me deste adensado problema que foi o cavaco, devo fazer lembrar que o cavaquismo continua a´ espreita, porque e´ normal que a “esquerda” sofra revezes… visto nunca ate hoje, ter superado o mal endémico que a trai-- A AMBIÇAO PRQUENO-BURGUESA— cautela e caldos de galinha não fazem mal a ninguém. De Adelino Silva

Luís Filipe disse...

Cavaco não foi esperto nem burro nem bem nem mal preparado,foi o produto do meio e do país onde foi criado!

Anónimo disse...

Ainda o adeus ao Cavaco
Não esqueço que foi este senhor o principal obreiro da desnacionalização da economia, da desindustrialização e da desestruturação - resultantes do modelo econômico implantado na “Eurolândia” - cujos produziram, entre outros efeitos perversos, minar as finanças do país, fomentar o desemprego e formar dívidas públicas incomensuráveis.
De Adelino Silva


Anónimo disse...

Cavaco saiu e só isso deverá ser motivo de satisfação.
As janelas abertas de par em par. Para deixar sair este tom bolorento, de naftalina e de podridão que acompanhou também os últimos dias do Estado Novo.
O 25 de Abril foi um dia feliz. Um dia que marcou gerações e que permitiu a devolução ao povo português dos seus destinos,memso que posteriormente traído por coisas como Cavaco e companhia.

A pesporrência trauliteira que marcou esta governação passista foi de certa forma encerrada com a derrota pafista em Outubro.Agora encerrou-se um outro capítulo. Em Março. Março será assim mais uma vez um mês bem-vindo (como todos os meses devem ser)embora para um ou outro pareça que se assemelhe a um "esgoto" com produção bastante (?).É natural. As dores são partilhadas entre as hostes e não deve ser isso que nos deve impedir de saúdar estes tempos novos, mas necessariamente vigilantes.

Porque por detrás de quem estigmatiza a "palhaçada partidocratica" não está quem assume a crítica ao neoliberalismo em voga. Mas quem sonha com o regresso do cacete e do esgoto anti-democrático

Anónimo disse...

sabujo zé
o maior esgoto de todos é aquele que vai do teu mirrado crânio à tua boca