quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Os «swaps» por detrás da demissão

«A razão para esta demissão está sobretudo na forma como a opinião pública portuguesa ficou alerta em relação a este tipo de instrumento financeiro, com os exemplos das empresas públicas. A forma como este tipo de instrumento foi, e continua a ser, usado para enganar as contas, ou das empresas ou neste caso do Estado. (...) O que acontece é que estes contratos (...) são muito mais complexos. (...) E essa complexidade dá origem a dois problemas: quem está a vender sabe mais sobre o produto do que quem está a comprar - porque quem está a vender é o banco (...), que construiu esse produto; por último, à medida que o nível de complexidade destes produtos aumenta, aumentam também as perdas potenciais, sobretudo em períodos de volatilidade financeira - e por isso se fala que isto eram, não contratos de cobertura de risco, mas contratos especulativos. (...) É um bocadinho aquela ideia de que quando vamos ao casino a casa ganha sempre. Aqui também. Ou seja, nós fazemos uma aposta no casino, podemos ganhar (e o casino pode perder), mas no final do dia o casino ganha sempre porque é ele que domina as regras do jogo e as constrói em seu favor.»

Da entrevista do Nuno Teles à Radio France Internationale, que pode ser ouvida na íntegra aqui. E, neste contexto, vale também a pena recordar, uma vez mais, este esclarecedor post da Sara Rocha.

3 comentários:

Francisco Arantes disse...

Este argumento final de que quem está a vender conhece melhor o produto, que deriva no argumento do casino, onde a casa ganha sempre, é das coisas mais imbecis que eu ouvi ultimamente serem ditas com um ar esperto. Nem digo que não seja verdade neste caso (também não digo que seja), mas a generalização é de uma imbecilidade atroz.
E tem o efeito perverso de desculpar os contratantes, como se a culpa fosse dos bancos que exploravam uma oportunidade de negócio! Mas não existem swaps que representem ganhos mútuos, se forem APENAS utilizados para a cobertura de risco e estiverem bem construídos? Se o governo comprou kunami, funini e merequeté, foi porque quis. Se não sabiam o que estavam a fazer, então não deviam ter feito. Acho ridículo diabolizar-se a finança e os bancos, que são os mais previsíveis no meio disto tudo : estão no mercado para fazer dinheiro, ponto final.
Mais um caso em que a observação da realidade é moldada às ideias políticas do entrevistado.

Antonio Cristovao disse...

ou eu ando mal informado ou os EUA vão "rápidamente" criar mecanismo depenalizar os tais "bancos previsiveis" contra os crapulas que só querem ganhar o seu dinheiro.
Deve ser porque são ridiculos! Tadinhos dos bancos!

llaaeell disse...

A Velha MARIA Casanova Morgado (de Albuquerque) e a Nova Ministra das Finanças
A MATEMÁTICA e a Beleza simétrica da MONA LISA
de Leonardo da Vinci
O ROSTO assimétrico da Nova Ministra das Finanças
Olhos de Mocho adormecido . Boca de Chicharro
Tem um faro especial para “swaps” .
Uma loira que não indicia a inteligência de ninguém
Alem da chico-espertice , no resto , cega , surda e muda .
Uma ASSIMETRIA que não augura nada de BOM …
P.S.
Nascida em 16 de Setembro de 1967 e criada em Moçambique
No limiar da menopausa
Signo da VIRGEM (não obstante ter (2+1) filhos )
Aluada no AQUÁRIO a meter agua quando até os astros andavam para trás !...