quinta-feira, 11 de abril de 2013

Pedalada

«Quer em consequência do repúdio da dívida e consequente insolvência da banca, quer por decisão unilateral motivada pela consciência da impossibilidade de desenvolvimento dentro do euro, quer por efeito dominó a partir de outras economias da periferia europeia, estou plenamente convencido de que a saída do euro irá ocorrer numa questão de meses ou, mais provavelmente, de anos. (...) O primeiro passo para produzir mais e dever menos é, por isso, a libertação destes constrangimentos. O constrangimento da dívida, e do euro e de ausência de autonomia política e económica que lhe está associado em segundo lugar».

O Alexandre Abreu, há dois dias atrás, no debate organizado pelo PCP no Porto, subordinado ao tema «Produzir mais para dever menos».

6 comentários:

Anónimo disse...

Cristalino.
Embora, do outro mundo, para o cidadão comum.
A malta demora sempre uma eternidade para ver o óbvio.

luís rodrigues coelho Coelho disse...

Estou ansioso que a saída do euro seja o mais rápido possivel.
Depois haveremos de ver os erros de certos países que se consideravam os donos de tudo e todos.

A Europa saiu dos trilhos traçados pelos grandes ideólogos.
Hoje é uma camarilha onde alguns não se fartam de vilanagem

Carlos disse...

A saída do Euro afigura-se como a única saída possível. E com as seguintes consequências: nacionalização da Banca, controle dos movimentos de capitais, suspensão do pagamento da dívida, reestruturação feita na óptica do devedor, com base numa Auditoria cidadã da Dívida, e segundo condições semelhantes às que teve a Alemanha relativamente ao pagamento das suas dívidas após a 2ªGuerra Mundial, em 1953.

Anónimo disse...

Últimamente tem-se visto uma panóplia de opiniões que favorecem a saída do Euro como única via possível para a saída da actual crise.
No entanto, ainda não vi ninguém pronunciar-se sobre uma saída da União Europeia.
Se recuperamos soberania e mecanismos de controlo de moeda com uma saída do Euro, não nos livramos dos constrangimentos impostos à Agricultura, Pescas, Industria, impostos pelas políticas da UE.
Isso não será um entrave ao rápido aumento da produção interna, de bens transacionáveis, que se pretende atingir com uma saída do Euro?
Mais ainda como ficará a posição negocial de Portugal dentro da UE após uma saída do Euro?

Cumprimentos.

Diogo Vasconcelos disse...

http://www.pcp.pt/estamos-perante-uma-ofensiva-de-classe-de-uma-viol%C3%AAncia-sem-precedentes está aqui a intervenção completa

Anónimo disse...

A propósito do tema sobre o qual interveio o Alexandre pode ser útil conhecer esta análise do PCP, já com dois anos, que corou a campanha então realizada de defesa da produção nacional:

http://www.pcp.pt/sites/default/files/documentos/livro_portugal_a_produzir.pdf