quarta-feira, 24 de abril de 2013

Entre o renascer e a elegia



Ouvi pela primeira vez ao vivo esta versão de Mário Laginha e Bernardo Sassetti numa noite de Julho, na Fábrica do Braço de Prata, num encontro organizado pelo Miguel Portas. E, um ou dois anos mais tarde, no Castelo de São Jorge, também no Verão. Em ambas as noites, um vento quente levava e trazia os pianos. A melodia ora irrompia com a força primaveril de uma cascata, ora ressoava, em contratempo, num fundo compassado e grave. Como que oscilando, de forma deliberada, entre o renascer e a elegia.

Sem comentários: