quarta-feira, 6 de março de 2024

Investir num futuro comum


Num magnífico ensaio sobre comboios, o historiador Tony Judt falava na modernidade de «partilhar o espaço público para benefício comum». O comboio é mesmo o transporte do futuro, digam os individualismos egoístas liberais o que disserem.

No caso português, a ferrovia foi vítima da falta de visão estratégica e da ausência de um sentido de território e da sua estruturação, por parte de Cavaco Silva. Foram cerca de 460km de linha desativados, tendo mais de 100 mil pessoas, só no seu consulado, perdido o acesso ao comboio. Era o advento da rodovia, assente em supostas lógicas de eficiência económica de vistas curtas, tão curtas.

Nos últimos anos, felizmente, esta trajetória tem vindo a ser invertida, nomeadamente com a aposta na modernização das linhas ferroviárias e nas ligações entre as capitais de distrito. Investimento público num futuro comum.

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