quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

(In)dependência nacional


Obedecendo ao preceito constitucional que o define como um garante da independência nacional, o Presidente da República não deixou hoje de enaltecer, em dia de novo feriado, formalmente os valores que lhe estão associados.

No entanto, Marcelo Rebelo de Sousa faz parte de uma elite que foi responsável por todas as decisões de perda dos instrumentos de política, que nunca é só económica, para instâncias europeias pós-democráticas, provavelmente as mais idealizadas configurações do imperialismo. Muitos tiveram, e ainda têm, o topete de chamar partilha de soberania à dependência assim decisivamente reforçada.

Sem moeda própria, com um brutal endividamento em moeda estrangeira, este país resvalou para o estatuto de semicolónia económica. Com forças armadas reduzidas a um apêndice da NATO, uma organização que conta com vários estatocídios no seu currículo, este país é ainda uma semicolónia militar, que corre sempre o risco de participar também na fuga para a frente militarista europeia. Com uma elite dominante que gosta de se imaginar no centro, seja em Bruxelas, seja em Frankfurt, seja numa qualquer multinacional que controle recursos estratégicos nacionais, este país é uma semicolónia ideológica.

Neste dia, vale a pena insistir numa aposta política, contra a adaptação a estas estruturas, que alguns apodarão naturalmente de populista: a dependência nacional é um hábito enraizado sobretudo nas elites compradoras também por incentivo externo e a independência nacional, a tal condição necessária para o desenvolvimento de capacidades, é sobretudo um valor popular.

25 comentários:

Jaime Santos disse...

Que se saiba, as decisões tomadas pela elite foram sufragadas pelo voto da esmagadora maioria dos Portugueses que face à suposta dependência de que fala, continuam a desejar pertencer à UE e ao Euro. Depois, os modelos de independência nacional que são oferecidos em alternativa, seja o nacionalismo esquerdista terceiro-mundista seja o putinismo de Extrema-Direita (sim, Putin é de Extrema-Direita) nunca se preocuparam um átomo que fosse com as velhas Liberdades Formais, como a Liberdade de Expressão, de Imprensa ou com o Multipartidarismo, que repetidamente esmagaram (com Cuba em lugar de honra nessa liga, apesar das loas aqui tecidas a Castro). Isto para além da penúria económica que é tipicamente o resultado da aplicação dessas receitas. Por isso, a pergunta que fica é qual é a 'terceira via' (salvo seja) a estes dois caminhos oferecida pelo João Rodrigues?

Anónimo disse...

A indigência das tais elites expressa quiça involuntariamente neste comentário de Jaime Santos.

Numa espécie de tentativa de limpar a trampa das elites corre JS a invocar o sufrágio pelo voto.

Mente. Não houve qualquer consulta popiular às opções europeístas. Não houve qualquer consulta popular aos tratados europeístas

As elites estãooneste pé. Cantam loas aos sufrágios e não os promovem. Ou não os cumprem.

E depois de forma particularmente aldrabona dizem que "foram sufragadas pela esmagadora maioria dos portugueses."

Tem muito que aprender com Castro esta tropa fadanga duma elite que por si ainda estava a falar espanhol sob a pata dos reis de Espanha

Anónimo disse...

A este ( mais uma vez) excelente post de João Rodrigues responde um comentáriio descabelado de Jaime Santos.

Patético. Desprezível. Parece que está fora de si este personagem personificador das nossas elites.

"sufragadas pelo voto esmagador dos portugueses" diz sem saber o que diz e sem se preocupar em precisar que tal é um entorse directo à verdade dos factos.

"suposta dependência de que fala" , ele logo ele que teve o "topete de chamar partilha de soberania à dependência assim decisivamente reforçada".

Anónimo disse...

Mas continua num registo em que se adivinha mais o desespero do que a ponderação e a reflexão:

Quando afirma que "os modelos de independência nacional que são oferecidos em alternativa", está a dar-nos a prova da pertinência do afirmado por João Rodrigues quando este escreve que "a dependência nacional é um hábito enraizado sobretudo nas elites compradoras também por incentivo externo"...

Quando fala em "nacionalismo esquerdista terceiro-mundista" esá a comprovar a falência destas elites que preferem a submissão reles e a dependência submissa ao cosmopolitismo dos donos

Quando de cabeça perdida fala que "Putin é de Extrema-Direita" repete as arengas dos falcões armamentistas do complexo militar-industrial que impotentes vêem que a Rússia não lhes apara os golpes. Tem pena que a Síria não tenha caído. Tem pena que haja uma força alternativa à Nato. Deseja que o rumo da Jugoslávia, do Iraque , da Líbia seja seguido para conforto das elites que têm atrás de si o voto esmagador do povo

Anónimo disse...

E tem lata, muita lata de vir com o choradinho das liberdades formais.

Os deputados de Estrasburgo votaram uma resolução, sem carácter legislativo, que exige que a UE «responda à guerra de informação conduzida pela Rússia».

Vergonha

A agência de notícias «Russia Today (RT)» e a «Sputnik News» estão entre as «ferramentas» mais perigosas da «propaganda hostil».

O relatório foi aprovado com os votos a favor de cinco deputados do PSD e de uma deputada do PS. Os três deputados do PCP, dois deputados do PS, a deputada do BE, o deputado do MPT e Marinho Pinto votaram contra. Abstiveram-se o deputado do CDS-PP e cinco deputados do PS. No total, o relatório foi aprovado com 304 votos a favor, 179 contra e 208 abstenções.

A proposta apresentada por uma deputada conservadora polaca, Anna Fotyga, é inaceitável no quadro da muitas vezes invocada liberdade de informar e de ser informado, existente na maioria dos países europeus.

Hoje é reconhecido por organizações de jornalistas, e um número crescente de países e organismos internacionais, que a liberdade de expressão baseia-se no princípio de que os factos são sagrados e os comentários livres, e que mesmo que um comentário possa não nos agradar, este princípio deve prevalecer.

Putin, o tal classificado de forma perturbadora e desconexa por JS como de extrema-direita,referiu-se à resolução, no próprio dia, como uma «degradação política» em relação à «ideia de democracia» no Ocidente.

Putin assinalou que, enquanto «todos tentam dar lições» sobre a democracia na Rússia, os próprios legisladores europeus recorrem a uma política de restrições, «que não é a melhor maneira» de lidar com quaisquer questões. A melhor abordagem é uma discussão aberta, na qual devem ser apresentados argumentos «brilhantes e sólidos».

Acrescentando que espera que a deliberação não leve a sérias restrições, o presidente felicitou os jornalistas da «RT» e da «Sputnik» pelo seu trabalho.

JS não corará de vergonha por esta lição do lider russo?




Anónimo disse...

E não podia faltar Cuba
Cuba continua a ser um espinho para as elites que tentam vender como boa, necessária, imprescindível e inevitável a ideia da venda da soberania nacional.

"Será que tais mentes enfezadas alguma vez pararam para pensar como é possível que a bem sucedida resistência de um país à ocupação estrangeira e criminosa de parte do território – como Guantánamo –, a um bloqueio asfixiante que ferra há quase sessenta anos, a sucessivas tentativas e ameaças constantes de invasões, golpes, conspirações e incentivos à expatriação, seja obra de um dirigente, de um aparelho repressivo de poder, de um partido?

Já se deram conta de que Cuba tem resistido a uma ofensiva esmagadora dos mais poderosos e concentrados meios de intoxicação ideológica atacando, sem alguma oposição, a partir de um território situado a menos de cem quilómetros, da outra margem do estreito?

Já imaginaram a coragem, o sentido de independência, a ousadia de um povo para resistir, como aconteceu durante os anos noventa, ao regresso à penúria de uma economia de sobrevivência – ao pé da qual a austeridade que nos foi imposta é uma penalidade benigna?"

Anónimo disse...

"Nos dias em que regimes políticos que se supunham sólidos ruíram fragorosamente com o muro de Berlim, sem dúvida porque, a dada altura dos seus caminhos históricos, perderam ou cortaram os vínculos com a sua essência, a ligação ao povo e os mecanismos para que este decidisse da sua vida, a Cuba independente e com os olhos no socialismo conseguiu sobreviver.

E sobreviveu paupérrima, isolada, amesquinhada, quase sem amigos, ridicularizada por aqueles que, de barriga cheia, anafados de «democracia» e «direitos humanos», profetizavam diariamente «o fim do regime» para o dia seguinte. Bastaria isso para que qualquer ser pensante se desse ao trabalho de se interrogar sobre as razões pelas quais a Cuba de referências socialistas não seguiu o destino – que hoje se percebe catastrófico – de outras nações «irmãs».

Falta de democracia? Sim, dessa coisa que obriga governos eleitos a terem de sujeitar os orçamentos de Estado aprovados por Parlamentos eleitos aos pareceres de grupos de sujeitos não eleitos, marionetas manipuladas por interesses tendencialmente mafiosos; essa coisa que obrigou o povo do mais poderoso país do mundo, o país que se permite tentar matar os vizinhos à fome, a escolher para presidente entre uma fascista com provas dadas e um fascista com ameaças por cumprir.

Violação dos direitos Humanos? Sim, dessa coisa que a NATO leva na boca dos canhões, nos bojos das aeronaves ao Afeganistão, Iraque, Líbia, Síria, Palestina, Líbano, Iémen, Mali, República Centro Africana, Nigéria e lá onde lhe aprouver."

(José Goulão)

A.R.A revolução disse...

Jaime Santos

(Terceira Via) salvo seja mesmo pois foi essa mesma via alcatroada por Blair e iluminada pelas esquerdas Europeias em que seguiu esta UE que temos hoje, a resvalar perigosamente para tempos que julgávamos fazerem parte do século passado devido a perda de identidade de uma esquerda anafada, amestrada pelos hinos ao liberalismo que não rimam nem nunca rimaram com as velhas liberdades formais que acima lembra.

A Pátria, como eu a entendo, não é "esquerdista" nem dextra, é isso sim um sentimento colectivo de pertença, do chão que conhecemos e da língua que falamos.

O 1º de Dezembro foi, é e para sempre será o reavivar da nossa memória colectiva, mesmo que uns quantos anseiem pelo federalismo europeu relativizando o que realmente nos faz um Estado de pleno direito com 800 anos ou que outros teimem em fazer esquecer para que a nossa auto-estima identitária como povo seja reduzida á imagem de "bons alunos" que nunca questionam e sempre que lhes pedem para saltar apenas pedem até que altura.

Compreendo o titulo do post e sempre fui critico no modo em como foi "cozinhada" a nossa entrada com as nossas "elites" assumidamente em busca de tudo menos do tão propalado bem comum, ao melhor estilo dos vendilhões do templo que, com os melhores "marketeers", passaram a imagem de verdadeiros salvadores da pátria oficializados pelo sufrágio da maioria dos Portugueses a quem sempre lhes disseram que eram pequeninos e indolentes, apelando ao bom chico-espertismo nacional de que o dinheiro entraria a rodo e todos viveríamos á grande se nos juntássemos a qualquer custo aos países mais poderosos.

Não há nem nunca houve almoços grátis e, com a factura da fartura, a hegemonia da rosa (que até fez um face lift ao punho) foi contraposta pelo ressabiamento laranja que, claro está, com os melhores "marketeers", desempoeiraram o reaccionário populismo governando austeritariamente um país em choque por uma sucedânea de acontecimentos que puseram a luz da lei um sistema financeiro criminoso, uma elite empresarial vista ao nível de bandalhos oportunistas e de desfalques no erário publico pela mão daqueles sufragados pelo povo (directa ou indirectamente).

Contudo, á boa maneira portuguesa, arrepio-me ao ouvir o hino, pelo-me por um bom cozido e adoro uma boa conversa entre amigos regado com bom vinho, queijo e enchidos afins!

«Há, na parte mais ocidental da Ibéria, um povo muito estranho que não se governa nem se deixa governar!»
(Galba, general romano)

Orgulhoso de ser parte da nossa gente!

Viva Portugal!

A.R.A

Anónimo disse...

Senhores como Jaime Santos podem ver a casa toda a arder que continuará a dar-lhes para a especiosa e urgente tarefa de reinventar novas disposições para os móveis da habitação que, daqui a uns tempos, consumida pelas chamas, já não existirá.
A histeria russofóbica continuará a fazer o seu caminho e a fazer os seus estragos (esperemos que não definitivos...) até ao dia em que a boa da Alemanha se aperceber de que os mercados, o dinheiro e as matérias-primas que lhe são necessárias como pão para a boca só se encontram na Federação Russa. Quando esse tempo chegar, a UE será para os pragmáticos alemães só um fardo que há que, o mais rapidamente possível, alijar, para que mais ligeiros possam correr para os braços que ao seu país se abrem a Oriente (na Federação Russa, na RPC e em todos os países que entre elas está).
Nessa altura, almas tão clarividentes como a do senhor Jaime Santos encontrarão consolo na repetição, compungida e sem cessar, de tiradas tão inteligentes como a de Vladimir Putin ser de "extrema-direita", da chamada de atenção para a iminência do "perigo russo" e confraternizarão, em alegres colóquios democráticos, com neofascistas e neonazis da Finlândia, da Ucrânia, da Estónia, da Letónia, da Lituânia, da Polónia e de muitas mais paragens onde reinará, estou certo disso, a mais harmoniosa das democracias...

Anónimo disse...


«Deixai correr livremente as Águas da nascente pois e´ ela que redime as mágoas do passado».
Como falar da Independência Nacional sem lembrar os variados Miguéis de Vasconcelos? Porque os há de tonalidades diferentes em conformidade com a natureza do acto. Vende-se a pátria de muitas maneiras tendo como objectivo o vil metal. Mas como o capital não tem pátria…
Ao retirar o feriado ao dia 1º de dezembro Passos/Portas demonstraram a´ posteridade o seu envolvimento no movimento fascista e antipatriótico que reapareceu em força (neste país amortecido e nesta Europa descuidada?).
E no entanto continuamos colonizados e amarrados a´ CEE/EU. Ate´ parece que não há volta a dar…Essa coisa de “partilhar” a soberania não passa de uma mentira, nós não plebiscitamos tal embuste.
Sei que e´ difícil sair da EU, sim. Mas com calma tudo ira ao seu devido lugar. Se calhar estamos mais próximos da implosão desta EU do que pensamos. Quem sabe?! De Adelino Silva

Jose disse...

O nacionalismo, esse valor popular, foi primeiro vilipendiado (ocorre-me pensar quanto de esforço para fazer de Cunhal um símbolo nacional e deu Salazar!) e dado por esmagado para efeitos políticos funcionais com a mais generalizada satisfação da classe política.

Agora estamos quase numa aproximação a «venha a independência ainda que traga a miséria» quando os únicos valores que são em permanência exaltados são o afastamento da miséria e a aproximação aos ricos da Europa.

Faz isso algum sentido?!?!?!?

Anónimo disse...

Continua a dar com força no material marado, prezadíssimo Herr José? Olhe que que, a avaliar pelo completo destrambelhamento lógico e cronológico do seu comentário (?) das 18:09, o produto está a derreter-lhe o neurónio que lhe resta.

Anónimo disse...

Apelo ao caro anónimo das 22:41, de 1 de Dezembro: creio que seria da máxima utilidade que tivesse a amabilidade de nos facultar os nomes desses cinco grandes amantes da democracia paridos pelo PSD e o nome dessa extraordinária cultora da liberdade de imprensa de rosa na lapela, para que, mais tarde, possamos cotejar os seus protestos de profundo amor à democracia com a natureza e o alcance das suas pretéritas ações censórias. Deixo-lhe, desde já,um muito obrigado.

Anónimo disse...

Herr José

Confesse lá. Esta fantochada que escreve para tentar justificar a transformação dum patrioteiro colonialista a gritar vivas a Salazar num reles traidorzeco a fazer-se aos novos donos, é apenas uma tentativa para impedir que os ossos dos seus antepassados nao abanem indignados pelo seu triste espectáculo.

Coitados, esses mao sabem que a sua coerência reside no saque e mo lucro. Pelo que não ha motivos para vomitarem as tripas ressequidas que é o que no fundo tene.

Não é mesmo Hwrr José?

Anónimo disse...

"ocorre-me pensar quanto de esforço para fazer de Cunhal um símbolo nacional e deu Salazar!"

Ora aqui está um mistério. Quem terá andado a fazer de Cunhal um símbolo nacional? Que esforço?
Quem terá dado Salazar? O esforço acima referido?

O que significa isto? Referir-se-á a um concurso televisivo em que parece que a trampa andou a colher votos para salvaguardar Salazar? E este aí das 18 e 09 deixa cair o véu de virgem púdica e assume-se?

Anónimo disse...

Mas temos mais um pormenor interessante. O caracter compungente como se lastima que o "nacionalismo" tenha sido "dado por esmagado para efeitos políticos funcionais com a mais generalizada satisfação da classe política".

Diria o mesmo sujeito nos tempos em que sentia os costados quentes pela governança trauliteira de Passos, Portas, Cristas e Albuquerque:
"agentes da PIDE prestaram grandes serviços à Pátria"

Eis a noção de pátria assumida por um vero colonialista.

E agora como num passe de mágica assume-se como um vende-pátrias vulgar. Nas suas palavras dúbias "os únicos valores que são em permanência exaltados são o afastamento da miséria e a aproximação aos ricos da Europa".

Um milagre. Como num passe de mágica o passar do elogio da Pide e da Pátria colonial para o aproximar aos ricos da europa. E que se dane essa coisa de independência nacional.

O que une o personagem entre estes dois tempos é o que involuntariamente acaba por confessar: o "aproximar aos ricos". E isso vale tudo e justifica tudo. Nas colónias, sangrando-as; agora, sangrando os trabalhadores em proveito dos seus também amigos ricos, os agiotas e os credores. Mais o grande Capital, que une os donos disto tudo nos tempos da outra senhora aos donos desta Europa toda nos tempos actuais-

Pelo que a pergunta, um pouco histriónica é certo, do sujeito sobre se faz algum sentido, tem uma resposta por demais clara:

Faz todo o sentido mesmo, ó das 18 e 09

Antonio Cristovao disse...

Seriamos muito....se estivéssemos isolados, independentes, pobres, governados pelos pulhas que temos sem travão das instâncias internacionais, assim prósperos com vemos exemplos na Venezuela, Cuba, Coreia do Norte e provavelmente os EUA de Trump daqui a 8 anos.

Anónimo disse...

O sr estudou sr Cristóvão? Tirou o secundário?

O sr tem coluna vertebral sr Cristovão? Ainda estamos à espera das suas provas sobre o que andou a babar.

Quanto aos pulhas de que fala...sem travão....o sr tem ar mesmo dias. De travão con ares de ditador de opereta. E quem sabe se de próspero governante s clamar que pulhas são os outros...

Percebeu? Ou precisa também de explicador?

Anónimo disse...

É isso mesmo, caríssimo Sr. António Cristóvão, é certíssimo que isto da veneta das independências em países governados por uma gentalha desagradecida e sem a conveniente trela e açaimo das "instâncias internacionais" (um conhecido eufemismo para os EUA a UE e os seus rafeiros de turno) só pode dar em desgraça... Podemos, muito facilmente, tirar a prova provada da correção das suas sábias palavras ao constatarmos o estado de prosperidade económica, de sossego social e de felicidade geral a que chegou o nosso país depois do governo muitíssimo obediente às "instâncias internacionais" do Sr. Passos e do Sr. Portas...
É claro que os exemplos da Venezuela (sujeita a sanções e a sabotagens de toda a ordem), de Cuba (sujeita a 50 anos de boicote económico e de sabotagem) e da Coreia do Norte (vítima de uma guerra de aniquilação movida pela sua filantrópica "comunidade internacional") não podiam faltar, mas já se lhe turva a vista e não enxerga, meu atentíssimo António Cristóvão, quando lhe saltam ao caminho os bem evidentes exemplos de miséria, de subdesenvolvimento e de estagnação económica que se materializam nesses cultores profundamente obedientes das "instâncias internacionais" que são a República Popular da China, o Vietname e a Federação Russa.

Anónimo disse...

Quanto a esse prognóstico "trumpeano", caro António Cristóvão... Há um país que precisa urgentemente de 5 triliões de dólares (!!!) de investimento nas suas decrépitas infraestruturas (diagnóstico da associação profissional dos seus próprios arquitetos), cuja população viu, nos últimos 20 anos, a sua esperança média de vida regredir, o seu tecido industrial (todo aquele que nada tem a ver com o comércio da morte, claro está) ser completamente destroçado (já visionou imagens de Detroit?), a sua Saúde e a sua Educação atingirem níveis de indigência nunca antes vistos na sua história recente. Tudo isso aconteceu enquanto esse país gastava triliões de dólares dos seus contribuintes (certamente fora do ecrã de varrimento do atento radar do escrutínio das "instâncias internacionais"...) a levar avante guerras que mataram milhões de pessoas e destruíram países inteiros. Sabe o nome desse país, meu caro? E não consta que o Trump tenha estado, nas últimas décadas, ao leme da "nação indispensável".

Jose disse...

É claro que faz todo o sentido ...para treteiros comunas.

Anónimo disse...

Um comentário extremamente rsclarecedor este último da 1 e 19

Não negando nem o denunciado nem prescindindo do slogan publicitário.

O " lá vamos cantando e rindo" agora é trauteado em inglês e alemão. Con as ossadas a baterem o ritmo

Anónimo disse...

E muito bons comentários estes da 20 e 58 e das 21 e 42.

Duma capacidade de sintese e dum rigor que deixam sem pio algumas aves raras que por aqui circulam.

Nada. O silêncio ensurdecedor sublinha a fuga com o slogan histérico.

As grandes arvores continuam de pé e o Principezinho ja sabia disso

Anónimo disse...

Carissimo anónimo das 00 e 05:

Infelizmente não lhe sei facultar os nomes precisos dos, e cito, "cinco grandes amantes da democracia paridos pelo PSD e o nome dessa extraordinária cultora da liberdade de imprensa de rosa na lapela".

Por uma questão de escrupuloso respeito pela verdade dos factos não avanço com os nomes envolvidos nesta questão ( embora suspeite), exactamente porque não tenho absoluta certeza da sua discriminação nominal.

Já a tenho em relação ao afirmado sobre as referidas cores partidárias.

Já agora e se me permite...é sempre um prazer (re)lê-lo.Agora e no passado

Anónimo disse...

Obrigado pela sua gentil resposta, meu caro anónimo das 21:34. Apreciando muitíssimo a sua escrupulosa postura de não discriminação de nomes não indubitavelmente confirmados, nessa postura só posso rever a postura elevadamente reta que nos tem habituado a ver-lhe nos seus comentários. Saudações cordiais.