sábado, 19 de julho de 2014

O inferno é o limite


«Em Odemira, os empresários agrícolas queixam-se que os portugueses fazem demasiadas exigências e não querem trabalhar. A opção foi empregar tailandeses, que não se importam de viver em contentores. (...) Contrariamente aos imigrantes, os portugueses não têm motivação para trabalhar na agricultura, diz Telmo Rodrigues, que justifica esta situação com uma opinião: "Há pessoas que querem ganhar a vida sem trabalhar e isso acontece em Portugal, em Espanha e no mundo inteiro". (...) Telmo Rodrigues acha que muitas vezes os portugueses que trabalham nas suas quintas só o fazem "para não perder o subsídio". (...) Já entrevistou muitos portugueses e garante que é possível perceber se os entrevistados têm ou não perfil para a agricultura. "Não gosto quando começam a fazer muitas exigências salariais e de transporte. Quando acham que o salário é pouco…".
(...) Palmira Encarnação Cruz, 49 anos, trabalhou 13 dias na empresa de Telmo Rodrigues. (...) "Eram dez horas todos os dias e queriam que trabalhássemos aos sábados. Dentro da estufa faz muito calor. Alguns fartaram-se daquilo". A antiga trabalhadora agrícola diz que o ordenado era baixo para "uma escravidão de tantas horas" e queixa-se que a pausa de 20 minutos durante a manhã "era paga com mais trabalho" porque saíam todos os dias às 19h20. (...) Manuela Leal, 33 anos, foi entrevistada para trabalhar na empresa de Telmo Rodrigues, mas não chegou a ser contratada. (...) Acabou por conseguir emprego noutra empresa da região, mas um dia levantou-se para endireitar as costas e foi denunciada por não estar na posição correta. "Não se pode estar de joelhos nem de pé. É um sistema um bocado fascista". (...) Para esta trabalhadora agrícola, há poucos portugueses nos campos porque o "salário é baixo", mas também porque têm menos tolerância para "certo tipo de tratamento". Há muito tempo que Manuela Leal ouve comentar, nos cafés e na comunidade, que "os estrangeiros são carne para canhão", trabalhando "dia e noite" e que os portugueses "não se sujeitam a isso".
(...) No caso dos imigrantes romenos e moldavos, que muitas vezes partilham casa em aldeias próximas, é mais fácil assegurar o transporte. Os tailandeses que vivem perto das estufas não precisam de se deslocar. Telmo Rodrigues diz ao Observador que, ao contrário dos outros trabalhadores da sua empresa, os tailandeses escolhem viver perto da quinta, dentro dos contentores. "Preferem viver mais apertadinhos. Estão habituados a viver em comunidade". (...) Na quinta da empresa na Zambujeira do Mar, João Gonçalves hesita em mostrar-nos os contentores porque, diz, "os tailandeses são porcos por natureza". (...) "Isto para eles é uma maravilha", diz Telmo Rodrigues, que sabe que alguns dos trabalhadores que tentaram voltar para os países de origem não conseguiram ficar, regressando à empresa. "Às vezes vão embora, mas depois aparecem outra vez. Já se habituaram ao nível de cá".»

Catarina Fernandes Martins, No Alentejo, na fronteira da servidão

22 comentários:

Jaime Santos disse...

Que os Portugueses exploram os seus compatriotas e os imigrantes de forma igual não espanta, o que espanta é o que andam a fazer as autoridades de Imigração e do Trabalho perante esta situação. Portugal é ainda, apesar de tudo, um Estado de Direito, onde os Estrangeiros têm os mesmo Direitos dos Nacionais, tirando os Direitos Políticos. Mas o que é essa coisa do respeito pela Lei, perante as necessidades dos Empreendedores desta Nova-Velha Economia? No sec. XIX, os grandes Empreendedores e Beneméritos também eram traficantes de Escravos...

António Geraldo Dias disse...

Um sistema um bocado fascista... muito haveria a dizer da restauração da relação salarial da velha ordem da exploração e da ausência de direitos,do trabalho de sol a sol dos camponeses pobres submetidos às novas regras de um regime de acumulação extrovertido capaz de domesticar a força de trabalho à margem dos direitos do trabalho e dos emigrantes-formas de acumulação "primitiva" que se vão generalizando pondo em causa o estado de direito democrático incapaz de resistir aos avanços despóticosdo(s)capitalismo(s)em/de crise.

maria disse...

onde anda a ASAE?
onde anda o SEF?
onde anda a Autoridade das condições de trabalho?
andam nas feiras!
Mas não vão aos campos de mirtilho na região de grandola e stº andré a verem os trabalhadores/escravos que por lá trabalham.
nem vão aos parques de campismo ver a lotação esgotadissima e as condições de trabalho nesta época do ano.
... será que também "comem" com tudo isto?????
quando se vê os policias ladrões...
porra está tudo esquizofrénico!!!!

Jose disse...

Onde estão os esforçados e disciplinados trabalhadores portugueses, capazes de dispensar os tailandeses?

Estão na Alemanha, Holanda,...por esse mundo!
Malhas que o não-Império tece...

meirelesportuense disse...

A ASAE não existe...Tentem contactar os seus escritórios, ninguém atende.
A ASAE é um logro.
Mas não é de admirar em Portugal tudo começa a parecer um logro, desde o Presidente da República, passando pelo Governo e acabando nas Autoridades Fiscalizadoras.
Em devido tempo reclamei perante a ASAE de uma situação em que me senti prejudicado, passaram quase dois anos e nada me disseram sobre a reclamação...Perderam a dita cuja...Contacteei-os por email, telefone e CTTRegistado...
Gostei daquela saída do tal Telmo, "eles gostam de viver apertadinhos"...É mesmo de Português Xico-esperto!

vernon disse...

Em El Ejido é esta a prática dissimuladamente institucionalizada. Aqui vai ficando igual.

É o empreendorismo irrevogável na agricultura.

Manuel Silva disse...

José:
E estão nesses países porque aí, como deve saber, o nível salarial e as condições de trabalho ainda são piores do que em Portugal.
Uns masoquistas, estes portugueses!
Há algum tempo (um ou dois anos) um empresário italiano do ramo da panificação resolveu viver um mês com o salário mínimo (legal) que pagava aos seus empregados.
Achou que ninguém vivia decentemente com esse valor.
Decidiu, por isso, aumentar os ordenados para o que considerava ser o mínimo verdadeiramente decente.
A produtividade da sua empresa aumentou o suficiente para compensar o que passou a gastar a mais.
Para além das considerações morais que fez, disse que até ficou a ganhar economicamente.
Estou a relatar o que li na imprensa, não a inventar historietas.
Siga o conselho do seu chefe, abandone a sua zona de conforto, deixe-se de viver da reforma paga pelo Estado que tanto critica e experimente ir trabalhar um mês para o senhor Telmo Rodrigues.
E vá viver num contentor.
Prometo ir visitá-lo e saber da sua opinião sobre a experiência.
Boa sorte.

Jose disse...

Manuel Silva,
A sua historieta é muito edificante, mas a conclusão é inútil num país com 40 anos de cultura de facilismos, ócios, direitos e garantias.
Produtividade é palavra proibida nos contratos de trabalho, e havendo tailandeses, admire-se que o patronato escolha a via mais cómoda.
Por qualquer misteriosa razão, as almas 'sensíveis' acreditam que, para além de exploradores por definição, cabe aos patrões serem os grandes inspiradores do profissionalismo operário!

meirelesportuense disse...

Sinceramente, passou-me, desculpem-me, este Telmo é o tal Telmo (Telminho) que passa muito tempo a debitar moralidades na nossa televisão, usa um relógio brutal, gravata côr de rosa, tem pouco cabelo e um nariz de raro respeito?

R.B. NorTør disse...

O artigo impressiona pela sua qualidade. Dei por mim a pensar várias vezes "mas a jornalista esta do lado de quem?" até chegar à conclusão que não está, pelo texto, do lado de ninguém, simplesmente apresenta uma série de pontos de vista. Nesse ponto, o artigo é das melhores peças de jornalismo que tenho lido.

Quanto às interpretações, já a caixa de comentários, mais uma vez a caixa de comentários, é "qualquer coisa"...

Luís Lavoura disse...

Lido o texto transcrito, não encontro nele qualquer indício de ilegalidade, a não ser, possivelmente, o facto de trabalharem dez horas por dia.
Quanto a viverem em contentores, isso não é ilegal.

Manuel Silva disse...

José:
Edificante ou não a história do empresário italiano é verdadeira.
E o José, porque debita as suas moralidades inconsequentes e foge sempre ao cerne do assunto em discussão?
Sabe que os portugueses no estrangeiro são bem vistos, tidos como trabalhadores produtivos, disciplinados e responsáveis?
E mesmo entre nós, as fábricas alemãs, desde a da Grundig à Siemens passando pela Autoeuropa são das mais produtivas dos respectivos grupos empresariais em todo o mundo. Por isso é que ainda cá continuam.
E os trabalhadores são os tais dos «40 anos de cultura de facilitismos, ócios, direitos e garantias».
Mas a organização do trabalho e a cultura empresarial é que se afasta radicalmente da do senhor Telmo de Odemira.
Se quiser ser honesto intelectualmente, e tiver inteligência para isso, tire as suas conclusões qual das duas culturas é melhor, porque ambas coexistem no tempo e no espaço em Portugal.
O nosso país não é a preto e branco como o pinta na sua cabecinha de visionário cujo alcance das suas visões não vai além da ponta do nariz.

Manuel Silva disse...

Luís Lavoura:
Nem tudo o que é legal é moral.
Nunca se esqueça disto.

Anónimo disse...

Uma peça jornalística assaz interessante.
E demolidora.

Demolidora pelo seu conteúdo. Pelo denunciar desse enorme omega para os capitalistas boçais e néscios, exploradores e sem escrúpulos, que sonham com um regresso do mundo do trabalho ao século XIX

Mas como bem diz R.B.Nor Tor também são extremamente significaticos so comentários que suscitaram este naco de prosa.Tanto no sítio original como aqui.

Aqui vemos um saudosista do 24 de Abril, edificante quanto baste, a fazer a apologia do patronato desta forma tão similar ao defendido por qualquer henrique tenreiro, américo thomaz, salazar, telmo ou portas.

A defender o trabaho sem condições.A defender aquilo que António Geralldo Dias qualifica e bem como um"sistema quase fascista".

E a qualificr de "almas sensíveis quem denuncia estas condições de escravatura, "esquecendo-se" que o ódio que mostra ao mundo do trabalho tem paraleo com a sua "alma sensível" que revela para com os banqueiros, para os ricardo salgados ou para os coelhos desta vida.

No fundo jose é o exemplo vivo que vive do outro lado da barricada. Que afinal existe mesmo luta de classes e que jose se posiciona no lugar que lhe compete na sua procura da permanência do seu modus vivendi e da sua condição de.

Deve ser chato alguém que dizia do alto da sua lavra que os "bancos não tem culpa nenhuma" ver o espectáculo oferecido pelos interesses privados dos donos de Portugal

Mas há mais.

Registe-se o sublinhar de "não ilegalidade " encontrado pelo sr lavoura em relação ao texto em causa.Vai mais longe o sr lavoura ao não encontrar ilegalidades nomeadamente no viver em contentores onde "preferirão viver mais juntinhos" .

A não ilegalidade encontrada pelo sr lavoura justificará o desejo expresso que possa um dia ser encaminhado para um contentor, ele e mais uns quantos, de modo a que vivam juntinhos?

Os nazis também juntavam em contentores as suas vítimas e expediam-nas para os locais apropriados... para o trabalho devido....ou para os fornos crematórios.

Lembram-se?

De

Luís Lavoura disse...

Manuel Silva

Nem tudo o que é legal é moral.

(A moralidade é campo que heralmente associo à direita, não à esquerda.)

As pessoas, que diabo, são livres de habitar onde quiserem, e não são obrigadas a viver sozinhas num lindo apartamento arrendado. Há montes de imigrantes que, em Lisboa, vivem apinhados em apartamentos baratos (por vezes espio pelas janelas e vejo três ou quatro indianos todos juntos num quarto minúsculo). Se os tailandeses preferem viver num contentor na propriedade, em vez de arrendarem uma casinha na aldeia mais próxima, é opção deles e ninguém tem nada que fazer exigências.

Numa propriedade de uma familiar minha também vive um casal de ucranianos numa casinha minúscula sem água nem instalações sanitárias. Fazem as necessidades no meio do campo e vão buscar água ao poço. E apanham montes de frio à noite. A minha familiar até já lhes ofereceu condições melhores mas eles recusaram, disseram que aquilo para eles estava muito bem.

R.B. NorTør disse...

Caro Luís,

Creio que conseguimos, até pelos tempos em que vivemos, concordar que nem sempre o que é legal é moral ou correcto (exemplo: o enriquecimento de Cavaco Silva com a SLN/BPN terá sido, ao que tudo indica, legal, apesar da imoralidade inerente).

Penso que seria pouco inteligente de um empresário vir para a imprensa orgulhosament divulgar práticas criminosas da sua parte, e ainda queixar-se de haver quem não as aceite.

Agora, a discussão que se pode e deve ter é se este é o tipo de modelo social que queremos e aqui entram as impressões de cada um e as interpretações que cada um faz da peça.

No caso, o Luís preferiu reparar que não há nenhuma ilegalidade. Ainda bem, digo eu, mas o Luís revê-se e pretende este tipo de modelo social? Penso que essa é a questão fulcral. A forma de convergir para ele, ou de nos afastarmos dele, é a questão passível de discussão, e nem sequer é inquinada pelo aspecto ideológico.

Haverão formas de direita e de esquerda de abordar a questão, mas a questão fundamental que temos de nos colocar, ao ver tal peça, é se é esse o modelo que queremos. A importância dessa questão prende-se com o facto de, ao olharmos para as medidas do nosso (des)governo, de uma forma até bastante transversal, o que se vê é que o modelo social da peça é o modelo preconizado para a sociedade portuguesa.

Luís Lavoura disse...

R. B. NorTer

o Luís revê-se e pretende este tipo de modelo social?

Não me revejo nem o pretendo, mas que se há de fazer?

Todo o trabalho agrícola é muito mal pago e é frequentemente feito por estrangeiros. Isto é assim na Califórnia, em Espanha, em Israel... Talvez seja porque nós não estamos dispostos a pagar muito pela fruta que comemos. Você aceita pagar mais?

Há também a questão da liberdade. Os tailandeses devem ser livres de trabalhar e subir na vida. E devem ser livres de morar em contentores para pouparem dinheiro que mandam para a família na Tailândia. Não devemos pensar apenas nos portugueses, devemos pensar também nos tailandeses e em como é bom para eles poderem trabalhar em Portugal e ganhar uns euros que muito falta lhes fazem.

Anónimo disse...

Simplesmente repugnante.

Como é bom os tailandeses trabalharem em Portugal e "subirem" na vida.

Como é bom se servirem da sua vida infra-humana para se justificar os maus salários que se praticam em Portugal.

Como é bom utilizarem-se estes exemplos para se vir falar que os portugueses não têm emprego porque não seguem o modelo civilizacional tailandês, que veja-se lá até permite que se ganhe uns cobres que bem falta lhes faz.

Como é bom fazer-se tal tipo de discursos , enquanto se fecham os olhos aos ordenados dos maiorais dos patrões, dos grandes grupos económicos, dos banqueiros e dos boys regimentais que ganham pela tabela europeia?

Como é bom os patrões, aqui ou no campo, onde quer que estejam, enriquecerem à custa da exploração desta forma tão imoral.

Espera-se que o grupo BES mais os que os apoiaram sejam convertidos em trabalhadores braçais e lhes imponham os contentores como lugares de convívio para terem a liberdade de poderem ganhar dinheiro honestamente , algo que nunca fizeram.

Porque há quem mereça uma casa à cavaco e quem mereça uma casa em que o frio seja o cobertor e o pão rijo o único alimento?

Tudo uma questão de "liberdades"

É assim na califórnia?É assim em Israel?
Falso.Não é assim em todo o mundo.

E a pergunta é se queremos pagar mais pela fruta?

Mas porque diabo havemos de aceitar este modelo social onde andam para aí a defender que é uma questão de "liberdade" viver em contentores? Porque temos que pagar a intermediários do género do belmiro?

Até onde vai a "imoralidade" e a falta de ética da direita sem escrúpulos para defender tal retrocesso civilizacional?
Mas porque motivo tem que ser quem não trabalha como esta figura aqui citada, um tal telmo, a enriquecer à custa da pobreza alheia?
Quantos negócios o grupo BES tinha relacionado com as explorações agrícolas?

A liberdade de viver na miséria?
A liberdade de morrer como um ser desprovido de outros direitos que não o direito da liberdade definida pelos rapazes de chicago?

Em Portugal o trabalho e o ordenado já não permite fugir da pobreza.O círculo aperta-se e os exemplos que se vê são a cobiça alarve dos que querem viver à custa do suor alheio.

Simplesmente revoltante.
O capital e os seus próceres já nada têm para oferecer que o inferno.
Ainda bem que cada vez se torna mais nítido o modelo social que querem e que defendem
De facto é o regresso à barbárie.

Até quando?

De

R.B. NorTør disse...

Luís, estamos de acordo nisso do trabalho agrícola, e até poderíamos ir às Vinhas da Ira para perceber que o mal não é de agora. Tal como a rua não é exclusivo de uma forma de ver o mundo, a moralidade também não. Nesse sentido, e como foi mencionado num episódio do Governo Sombra, é curioso ver como não há um único banqueiro associado a esquemas e ligado a partidos ditos de esquerda... Tal como as opiniões da rua nem sempre se traduzem em votos! ;)

A questão de o empresário português ir buscar o Tailandês, não é muito diferente da emigração portuguesa nas décadas de 60/70: os portugueses também eram os eleitos nos países de destino porque faziam o que mais ninguém fazia por aquele preço. Ou, como alguém a propósito dos mexicanos na Califórnia dizia, num debate sobre como os ilegais estavam a roubar empregos americanos: "o senhor dispõe-se a ir lavar sanitas por metade do salário mínimo?" Nesse sentido, quando olho para as condições estou como o treinador de futebol: não olho para o passaporte, porque um ser humano é um ser humano.

A questão mais ampla é que este tipo de modelo económico é o tipo de modelo competitivo preconizado pelo nosso (des)governo e este tipo de práticas, ao invés de desencorajadas são incentivadas. E isto é um caso em que o empresário visado nem sequer pode ser retratado como a figura alegórica do capitalista gordo!

Jose disse...

Manuel Silva, é confirmado; você acredita qye «cabe aos patrões serem os grandes inspiradores do profissionalismo operário!»
Está à espera que nasça uma qualquer élite das pedras da demagogia e esquerdismo nacional, incorporadas em políticos e sindicalistas?
Já com um sistema autoritário não eramos grande coisa, haveríamos de produzir essa raça excepcional de dirigentes a partir de que base?
A sua tese é correcta, somos mais produtivos se colonizados!

Manuel Silva disse...

José:
Você tem um pensamenro demasiado anárquico para um conservador, não acha?
Você dispara em todas as direcções, sobre tudo o que mexe, para ver se mata caça?
Trate-se.

Anónimo disse...

Esquerdismo nacional?

Mas qual esquerdismo nacional?

Se o exemplo que temos é a governança neoliberal em busca do lucro a qualquer preço?

Não foi o sr jose que dizia que somos governados pelo esquerdismo desde há 40 anos?
O que diz (quase) tudo do sr jose, do dito "esquerdismo" e da governação de direita que temos que de tal forma é o que é que começamos a ver os da sua coorte a tentarem a fuga precipitada

E que entretanto vai abandonando os chavões e os pruridos e vai-se assumindo como uns vulgares vende-pátrias.Qualquer dia Camões é proibido por esta fraca gente que de tão submissa a merkel e aos grandes interesses adopta um credo mais consistente...em alemão?

( quanto ao"sistema autoritário"... o eufemismo,sempre o maldito eufemismo.
Se bem que o mesmo personagem que o utiliza é exactamente o mesmo que defende os "safanões a tempo" , os "castigos corporais" e a autoritária pide mais as medalhas de cavaco aos referidos torcionários..perdão autoritários)

De