terça-feira, 22 de julho de 2014

Lampeiros



«Quando chega o reality check não há liberal que se aguente. Nos intervalos, entre o rebentamento de duas bolhas especulativas, é ouvi-los, todos lampeiros, a explicar-nos quanto o mundo seria melhor se o Estado não interviesse.»

Paulo Coimbra (via facebook)

6 comentários:

Anónimo disse...

Começou a propaganda para tentar convencer que se tem de nacionalizar o BES, porque de acordo com estes liberais de pacotilha: "Lucros privados, prejuízos públicos".

João disse...

Era interessante no caso do João Duque como em outros do mesmo jaez, perceber quem lhes sustenta os botões de punho - que são agora uma espécie de cruz suástica dos neoliberais - já que não será concerteza com o seu dinheiro de funcionário público (é verdade, o estatuto é um bocadinho esquizofrénico, mas o cão também lambe sempre as mãos do dono, por muito mal que este o alimente) que os compra. Depois de se perceber isso, normalmente, percebe-se o resto. É claro, resta sempre a esquizofrenia.

Nuno Serra disse...

Devido a um lamentável lapso, apaguei inadvertidamente um comentário recente de um leitor (quando justamente o pretendia aprovar e publicar). Ao seu autor peço as minhas mais sinceras desculpas pelo sucedido.

Jaime Santos disse...

Se o BES correr o risco de rebentar (não sabemos ainda qual a exposição exata ao GES), eu acho que é preferível nacionalizá-lo (como se deve, e não através de participações sem direito a voto, ou lá o que é) do que deixar que mais um grande Banco Português caia nas mãos do poder económico angolano, cuja origem todos sabemos qual é. Mais, se calhar não era má ideia fazer o que Duque propõe, que é nacionalizar toda a banca de retalho... Mesmo um relógio parado está certo duas vezes por dia e quando a miúfa aperta e a Economia corre o risco de dar o estoiro, é vê-los a todos a correr defender o neokeynesianismo (como em 2008). E mesmo os Ordo-Liberais alemães, se um dia destes os Landbanken correrem o risco de falência, vão meter a mão na bolsa do contribuinte e fazer o que é preciso... Já aconteceu em Berlim e aconteceu com a Hypo Real Estate, que foi completamente nacionalizada, sendo o apoio do Estado Alemão pelos vistos superior ao 'bailout' português...

Adelino Ferreira disse...

Alguma coisa lhe deve ter ficado do comentário. Se o Nuno Serra referisse um qualquer elemento do dito, permitiria ao comentador censurado identificar que foi ele a vitima e se achasse por bem repetiria o comentário.

Anónimo disse...

Jaime Santos, diria que mais interessante que nacionalizar era expropriar o banco. ao menos não tinhamos de pagar as reformas do Ricardo Salgado.

Mesmo recebendo o BES 6 a 7 por cento do OE anual, considerava Salgado, em Maio do ano passado, que os portugueses preferiam subsídios a um emprego.

Seria uma excelente oportunidade de mostrar como é diferente.