quinta-feira, 24 de julho de 2014

It goes like this

«A história é tão boa, tão boa, que só pode ser verdade, provando uma vez mais que a realidade é muito melhor que a ficção. Ao que relata o “Sol” na sua última edição, um poeta (Joaquim Pessoa), um historiador (Manuel Castro Nunes) e um professor (João Gueifão Ferreira) venderam em 2007 ao então presidente do BPN, Oliveira Costa, uma colecção de arte intitulada “Colecção Joaquim Pessoa”, que continha mais de 200 esculturas, peças de ourivesaria e artefactos supostamente pré-históricos.
A colecção foi adquirida pela Geslusa, uma empresa do grupo BPN/SLN, em troca de 5,2 milhões de euros. Contudo, os especialistas garantem agora que as peças “não têm qualquer valor histórico-arqueológico” e que a falsificação é tão má, tão má, pois as peças estão “artificialmente polidas e patinadas, mostrando a aplicação de camada cromática de cor amarela, pretendendo conferir-lhe aspecto antigo”, que dão a entender que qualquer pessoa perceberia a fraude.»

Nicolau Santos, no Expresso Diário de 21 de Julho (via Shyznogud, no facebook)

2 comentários:

luís rodrigues coelho Coelho disse...

Quem é que lucrou com toda esta tramoia?
Já foi preso algum dos intervenientes?

Cosme de Torres disse...

Permita-me que lhe dê a conhecer o autor deste espaço que denuncia há mais de um ano e alerta há mais de seis para o episódio BPN relacionado com a colecção Pessoa. A colecção Pessoa é verdadeira e pode ver as imagens exclusivas do domínio público assim como o parecer sobre a mesma. O veredicto de falso foi o modo de fazer desaparecer a colecção para que não fosse possível atestar a sua autenticidade e justificar aos portugueses o lançamento em défice público de uma dívida de 5milhões quando o buraco do BPN já ascende a mais de cinco mil milhões. Cinco mil milhões.
O autor do blogue é o Manuel de Castro Nunes e foi constituído arguido por ter começado a denúncia dos bastidores desta história. E está a ser o bode expiatório. Basta saber que a colecção foi avaliada em 2009 pela Christie's a pedido de Miguel Cadilhe e valia muito mais do que cinco milhões.

http://transparente.blogs.sapo.pt/5420.html

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