quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Sem comentários (I)


«Ao longo dos últimos meses, o governo [PS] adoptou, em diversos momentos, medidas gravosas, visando a redução do défice orçamental, que tiveram e têm consequências directas sobre o rendimento das pessoas e das famílias, sobre a actividade das empresas e sobre o desempenho da economia portuguesa como um todo. Sempre que tal aconteceu, o governo garantiu, pela voz dos seus mais altos responsáveis nesta matéria - o primeiro-ministro e o ministro das finanças - que as medidas em causa eram as adequadas e suficientes para a realização dos objectivos pretendidos em matéria de finanças públicas. Impor agora novos aumentos de impostos, cortes nas pensões, no Serviço Nacional de Saúde ou na rede escolar, confirma a estratégia do governo de transformar medidas de emergência - que pelos sacrifícios que impõem aos cidadãos - apenas devem ser assumidas em situações extraordinárias e de modo conjuntural. (...) Ao agir dessa forma, o governo está também a evidenciar, perante o país inteiro, quer a sua incapacidade para cumprir adequadamente aquela que é a sua responsabilidade, quer o seu despudor em transferir para os portugueses  o custo dos seus sucessivos erros. Se estas medidas adicionais são necessárias, é porque o governo não soube, ou não quis fazer, aquilo que a ele - e só a ele - lhe compete.» (Pedro Passos Coelho, a 11 de Março de 2011)

(via Shyznogud, a partir do achado de Porfírio Silva, no Machina Speculatrix).

3 comentários:

D., H disse...

(No Comments!)

Tá bem, e o que faz hoje o PS, além de “abstenções violentas”?
Na maior parte das vezes as discordâncias de Seguro são simplesmente formais, do tipo “Seguro critica governo por falta de pensamento europeu”. É o tipo de oposição que é absolutamente inócua…Se ele entende que o “governo foi muito para além da Troika”, até poderia aproveitar a oportunidade para se fazer ouvir a propósito. Nem isso!

Shyznogud disse...

E q tal esta, hum? http://www.cds.pt/index.php?Itemid=168&option=com_hwdvideoshare&task=viewvideo&video_id=163

JotaB disse...

Não podemos nem devemos aceitar, como inevitável, o empobrecimento dos portugueses.

Claro que o país tem que produzir mais, criar mais riqueza, exportar mais.
Mas também é necessário que a riqueza gerada seja melhor distribuída por todos aqueles que a produzem e dela necessitam. Esta condição é indispensável para o desenvolvimento do país e para uma maior justiça e equidade.

A solução dos nossos problemas financeiros não poderá passar por acabar com a escola e a saúde públicas ou com o sistema de segurança social. A alternativa, a meu ver, deverá passar por uma reestruturação profunda de todas as áreas sociais, dotando-as dos meios necessários ao seu funcionamento equilibrado e sustentado.
Não faltam bons exemplos por essa europa fora. Basta copiá-los e adaptá-los.

Terá que se solucionar o problema das PPP.
Terão que acabar com os subsídios à maioria das fundações.
Terão que encerrar inúmeros serviços, institutos, observatórios e empresas municipais.
Terá que se acabar com a acumulação indevida e indecorosa das pensões.
Há que pôr fim às mordomias dos políticos e gestores públicos.
Há que combater, eficazmente, a fuga aos impostos, terminando com algumas benesses e “domesticar” os monopólios sanguessugas da nossa economia, como a EDP, a GALP, etc.
Etc., etc., etc...

Claro que o sistema político terá que mudar e a justiça terá que funcionar.
Caso contrário, NADA FEITO.


Como as desigualdades de rendimentos prejudicam a sociedade... PORTUGUESA!

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=yWGFBhpb_FE