terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Mais coisas que não existem

Um grande banco alemão usa a expressão “criança problemática” para se referir a Portugal. Numa nota, que o principal blogue de direita reputa naturalmente de “demolidora”, os sinais de superação da anterior estratégia de compressão dos salários são assim denunciados por quem está explicitamente preocupado com a ideia de ainda existirem veleidades de contratação colectiva na periferia.

Entretanto, a troika, perfeitamente alinhada com tal banco - não é defeito, é feitio de classe das instituições da integração realmente existente -, já fez saber que tem uma lista: no que depender de si, os direitos do patronato medíocre são para continuar a aumentar nesta periferia, entre outras, por via da facilitação ainda maior dos despedimentos, apresentando um dos meios para a tal compressão como uma medida de estímulo ao investimento. Isto quando sabemos, pelas respostas dos próprios empresários ao inquérito do INE sobre esta matéria, que o grande obstáculo ao investimento é a evolução da procura, elemento que é sempre para comprimir.

E ainda há quem diga que o imperialismo, a política internacional do capital financeiro do centro, não existe. Já temos obrigação de saber: o que não existe, pode mesmo ser o mais importante.

13 comentários:

Antonio Cristovao disse...

As taxas de desemprego aí estão para desmentir. Nos países de grande "proteção " dos empregados e promoção do emprego pelo governo temos taxas de desemprego de 6%, 4% . Nos países de grandes conquistas dos trabalhadores, vemos taxas de 20% ou mais; tudo culpa do capitalismo desenfreado claro!!

Anónimo disse...

António Cristóvão
Convinha para já que soubesses explanar os teus argumentos porque essa frase está uma grande salganhada mas percebe-se ao que vens
é o costume, dão-se uns exemplos vagos, sem contextualização económica nem histórica, para se tentar passar uma teoria da treta que nenhum estudo nunca provou porque a única conclusão que há a tirar é que cada momento e cada local tem direito a solução própria e que são precisamente essas teoriasda treta aplicadas cegamente e extremamente que dão a merda que se viu

Dias disse...

Já que os porta-vozes do capital perderam a maioria na Assembleia e o seu governo foi derrubado, há que usar outras armas, encomendando a chantagem.
Esta Lista da Troika é uma afronta. Enquanto não nos vermos livres destes lacaios, não podemos escolher o nosso futuro.

Maria disse...

E a falacia continua... pois em brlim o desemprego jovem ronda os 60% e a finlandia tinh a nokia... sabemos numeros do desemprego??
Nao era marx q dizia que o capitalismo so quer produzir, consumit e estragar? Mas que para haver sustentabilidade dos recursos naturais teremos de produzir menos e trablhar menos horas!!
1% a ter mais que 99% da populacao mundial!!!! E pornografico!!

Jose disse...

Isto sem estudos não vai lá!
Vamos aos estudos:
Estudo 1- mostra o registo comercial (público) que a maior parte das ex grandes e médias empresas industriais estão divididas 'às postas' - sendo uma delas a posta imobiliário - única forma de os patrões puderem libertar meios para vir a cobrir os avales pessoais se alguma coisa correr mal. Quer isto dizer que acaba por ser o Estado a pagar compensações aos trabalhadores, coitadinhos, que para além do subsídio de desemprego têm que levar para casa uma 'poupança' que vale para as falências (mas não para as reformas!) e os outros credores (que também empregam trabalhadores) que se virem ou que vão para a falência.

Anónimo disse...

Pornográfico mesmo Caríssima Maria.
E é ver alguns roufenhos personagens de cabeça meio perdida a fazerem o coro da Agenda dos Coitadinhos dos capitalistas que têm que se socorrer dos off-shores como meio de garantirem o seu pobre pé-de-meia para fugirem ao peso da fiscalidade.
Uns desgraçados.
E depois Caríssima Maria não deixa de ser divertido ver como se esbraça e estrafega para tentar justificar as manobras das grandes e médias empresas para a perpetuação do saque a que pensam ter direito. São uns coitados mesmo. É a única forma se cobrirem os "avales pessoais " para o caso das coisas correrem mal . Mas as coisas ficam ainda mais cómicas quando se fala nos subsídios de desemprego e nas "compensações" dos trabalhadores quando se sabe o panorama do mercado laboral em Portugal, depois da gestão Passos/Portas/Cavaco. Ou do número de pobres em Portugal.Ou dos verdadeiros responsáveis pela presente situação. Andámos a pagar os desmandos da banca e dos grandes capitalistas. Depois assistimos a estas cenas patéticas.
João Rodrigues num outro post alertava para o estar na hora de outra economia política
http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2016/01/esta-na-hora-de-outra-economia-politica.html
Vale a pena lê-lo . E a alguns dos comentários por lá plasmados

Anónimo disse...

O desrespeito pelos países e pelos povos é constrangedor, é esta a união para a prosperidade que assistimos nesta Europa. É por demais evidente que quem de alguma forma defende este estado de coisas ou é imbecil ou é um indecente antipatriota.
Todos devíamos estar concentrados na tarefa de repor o equilíbrio de forças, conceber uma forma de o fazer, sem algo palpável dificilmente deixaremos de ter conversas de criança.

Jose disse...

De um ou outro modo, em todo o discurso da esquerda perpassa essa visão entre o idílico e o sostro com retoques ecológicos para dar ares de científico:
Abrande-se o trabalho, apaguem-se as dívidas, distribua-se o que há, e seremos todos felizes para sempre.

Jose disse...

Estudo 2
Verifica-se que a empresa se constitui para aluguer de bens imobiliário ou de bens de equipamento.
Ao lado ou à distância há uma empresa comercial.
Um contratador de pessoal aluga os equipamentos e trabalha a feitio para a empresa comercial. Trabalho com direitos naturalmente!
Tal é a confiança do capital neste país de direitos e garantias e que se arma em socialista.

Anónimo disse...

De um ou de outro modo chega a ser patético o esforço de torpedeamento do que se discute, através de frases vazias de conteúdo mas prenhes de slogans, a meio caminho entre o panfletário e a camuflagem.
Parece que todo o discurso de esquerda ( todo?) tem uma visão entre o idílico ( tem? Isto não será uma maneira de esconder que este modelo de sociedade reivindicado pela troika e pelo imperialismo está já falido e que os seus arautos estão impotentes para o glorificar?) e o "sostro" ( ???? pois!).
Mas há mais neste deambular de tretas escritas. Parece que todo o discurso de esquerda ( todo, mais uma vez) tem retoques ecológicos ( "no capitalismo um sistema em que os bens e serviços, inclusive as necessidades mais básicas da vida, são produzidos para fins de troca lucrativa; em que até a capacidade humana de trabalho é uma mercadoria à venda no mercado; e em que, como todos os agentes económicos dependem do mercado, os requisitos da competição e da maximização do lucro são as regras fundamentais da vida", pelo que a própria sobrevivência da humanidade está ameaçada, donde essa necessidade de esconjurar a vertente ecológica da luta dos povos?).E parece que todo (!)o discurso de esquerda tem também ares de científico, ( talvez para esconder a vacuidade intelectual que alicerça o discurso de direita ou a iliteracia que sobra nos seus comentários).

O "abrandar " o trabalho , o "apagar" as dívidas" o "felizes para sempre" são apenas a confirmação do que se disse no primeiro parágrafo. Fogo fátuo para ver se passa, afirmações gratuitas em jeito de publicidade rasca.

Anónimo disse...

Ó jose
Este país que se arma em socialista?
Onde você foi buscar essa?
Nos estudos que cita não indicando fontes, nos compêndios velhos do depravado Salazar, na Cartilha de Cavaco ou na agenda do Loureiro?
Deixe lá esssa Agenda dos Coitadinhos em relação ao Capital. Não aprendeu nada com os postulados do Passos e o seu discurso sobre as pieguices?

Anónimo disse...

O Jose tem problemas com direitos no trabalho e com trabalhadores
ou sempre foi patrão ou deve ter problemas de infância
o Jose queria era trabalho sem direitos porque ele odeia trabalhadores
o que tu não percebes ou não queres perceber é que os direitos no trabalho existem para regular uma relação onde a posição negocial é desigual, assim como acontece noutras esferas da vida e por isso a maior parte dos contratos não são completamente livres no seu articulado
se tu levares na tromba dum gajo maior que tu existem leis a proteger-te porque se não as houvesse todos os gajos grandes resolviam os "problemas" à porrada
Leis, regulação, proteção dos mais fracos são os pilares da civilização
Pergunto-te, zé, afinal que queres tu ? regulação zero ? selva ?

Carlos Sério disse...

“Queremos ir além da troika”
“Independente daquilo que foi acordado com a UE e o FMI, Portugal tem uma agenda de transformação económica e social que é decisiva para pôr fim a modelos de endividamento insustentáveis. O Governo não incluiu no seu programa “apenas as orientações que estavam incorporadas no memorando de entendimento como várias outras que, não estando lá, são essenciais para o sucesso desta transformação” do país”.

“Portugal só sai da crise empobrecendo”
“Não vale a pena fazer demagogia sobre isto, nós sabemos que só vamos sair desta situação empobrecendo – em termos relativos, em termos absolutos até, na medida em que o nosso Produto Interno Bruto (PIB) está a cair”.

“Portugueses devem ser menos piegas”
“Devemos persistir, ser exigentes, não sermos piegas e ter pena dos alunos, coitadinhos, que sofrem tanto para aprender”.

“Estar desempregado pode ser uma oportunidade”
“Estar desempregado não pode ser, para muita gente, como é ainda hoje em Portugal, um sinal negativo. Despedir-se ou ser despedido não tem de ser um estigma, tem de representar também uma oportunidade para mudar de vida, tem de representar uma livre escolha também, uma mobilidade da própria sociedade”.

Passos Coelho