domingo, 24 de janeiro de 2016

Escolhas


«A dicotomia entre um supostamente modelo caro e despesista, defendido pela esquerda, e um modelo supostamente barato e sustentável, defendido pela direita, não é apenas simplista, é falsa. Por exemplo, quando um governo decide gastar três vezes mais com as refeições diárias de uma família, que são servidas por uma instituição social, do que gastaria se atribuísse à mesma família uma prestação social para todas as suas despesas ao longo de um mês, este governo não está a poupar dinheiro aos contribuintes. Não está a contribuir para que esta família aprenda a gerir o seu orçamento. Não está a garantir que os seus direitos são assegurados. Não está sequer a ser capaz de monitorizar se o dinheiro está a ser bem utilizado. A verdadeira escolha que esteve aqui - e continuará a estar em discussão - é entre um modelo financiado e garantido pelo Estado, através de apoios sociais atribuídos de acordo com critérios universais e transparentes e um modelo, financiado pelo Estado, mas do qual este se desresponsabiliza de garantir que os direitos sociais dos cidadãos mais vulneráveis estão efectivamente assegurados.»

Pedro Nuno Santos

«O Programa de Emergência Social (PES) era um programa que foi anunciado em 2011, novamente anunciado e divulgado em 2012, e era composto por 53 medidas. E foi prometido pelo governo PSD/CDS na altura fazer um balanço e uma avaliação semestral. Nós não demos por nenhuma, nem semestral nem anual, quando acabou o PES. A curiosidade foi perceber o que foi o Programa de Emergência Social. E então nada como ir verificar na execução as medidas que estão contabilizadas e cuja despesa foi paga pelo PES. Curiosidade: há uma medida que podemos dizer se enquadra no Programa de Emergência Social, que são as Cantinas Sociais, que representam 40 milhões de euros em 2015. 40 milhões de euros de um total de execução de 236 milhões de euros. Então vamos tentar perceber qual é a diferença. A diferença são Acordos de Cooperação, que são pagos em despesa corrente e que sempre foram pagos pela Segurança Social em despesa corrente. Programas que existem há anos. O que aconteceu efectivamente foi uma contabilização fictícia de programas e de despesas de orçamento corrente da Segurança Social que simplesmente transitou para esta rubrica. O Programa de Emergência Social, que tantas vezes foi anunciado, resume-se às Cantinas Sociais.»

Cláudia Joaquim

«É difícil, para não dizer impossível, olhar para os últimos quatro anos e ver outra coisa que não devastação e retrocesso social. Até este governo assumir funções havia mais 262 mil pessoas em risco de pobreza ou exclusão social do que em 2011. Em cada mês de governação PSD/CDS eram mais cinco mil pobres por mês, dois mil dos quais crianças e jovens. Isto não aconteceu por acaso mas por opção deliberada e consciente do PSD e do CDS, que decidiram transformar uma crise económica numa enorme crise social. Particularmente grave foi o aumento da pobreza nos idosos. (...) A ética social na austeridade só mesmo na cabeça de quem, no PSD e no CDS, apostou numa estratégia errada, mais cara, menos eficaz e que desprotege quem é efectivamente pobre. (...) A política de reposição e aposta nos mínimos sociais é triplamente eficaz: é eficaz do ponto de vista social e de combate à pobreza e exclusão social; é eficaz do ponto de vista orçamental; e é eficaz, muito eficaz, do ponto de vista económico. (...) Não há forma mais eficaz de dinamizar a procura interna do que reforçar o rendimento dos seus membros mais pobres e vulneráveis.»

João Galamba

18 comentários:

Carlos Sério disse...

“A má notícia é que, hoje, o país é apenas pobre" escreve Viriato Soromenho Marques no DN.
Não, não é apenas mais pobre, é mais desigual. Uma vez que de 2008 a 2015 não só as fortunas dos mais ricos aumentaram como também o número dos mais ricos.
As políticas adoptadas pelo governo anterior de direita em sintonia com as forças que lideram a União Europeia aumentaram as desigualdades e tornaram pobres os remediados e mais pobres os pobres, ao mesmo tempo que tornaram mais ricos os ricos.
Agora, ao contrário do que muitos ricos pensam, como dizia Keynes, a miséria não é só nefasta para os pobres ela também é nefasta para os ricos.
A contradição que entorpece hoje o capitalismo neoliberal, com crescimentos praticamente nulos ou mesmo recessivos, reside em que sendo a Procura de bens e serviços satisfeita na sua esmagadora maioria pelas classes populares, trabalhadores e classe média, foram e são precisamente estas classes a quem foram retirados e diminuídos os rendimentos.
E, no capitalismo, foi e será sempre a maior procura de bens e serviços o que determina um maior crescimento.
Dêem as voltas que derem, formulem as teorias que formularem, certo é que enquanto não se inverterem as políticas da “austeridade” e do “empobrecimento virtuoso” jamais o país e a europa do euro crescerão economicamente.

Anónimo disse...


Exige-se uma compreensível e necessária análise geral da crise mundial em vigor
1- A reversão do quadro de guerra
2- A celebração da paz.
3- A instauração da justiça social e da verdadeira democracia.
Sem a debelação das duas primeiras, nenhuma eficácia trará de volta a terceira.
Chegar ao estádio de uma culturaanticultura como a nossa, não e´ pra qualquer um Estado…E´ que já ultrapassamos todos os limites.
Por um lado temos uma Constituição que não e´ observada “eficazmente”. Pelos deputados da nação. Por outro lado, os mesmos deputados enviam militares para fazer a guerra noutros pontos do globo.
Há anos muitos anos que ouço “ do governo anterior” foi do Sócrates, do Durão, do Guterres…PORQUE NÃO SE CALAM?
A demagogia e´ de facto uma arte manhosa.
“Querem fazer bem ao povo, mas de tal forma, que este mesmo povo não sinta esse bem nas suas mãos”
De Adelino Silva

Jose disse...

«apoios sociais atribuídos de acordo com critérios universais e transparentes »
O ridículo da pretensão esquerdalha de que pode legislar em tudo que é área social e pessoal, traduz essa imbecilidade que tira o juízo social das comunidades para o papel produzido por uma qualquer assembleia ou comité legislativo.
A presunção é o padrão iniludível da imbecilidade da esquerda.

Jose disse...

A seguir vêm os operários contabilistas de esquerda.
A primeira entretém-se com importantíssimas regras contabilísticas e o segundo esquece-se que os seus pares deixaram pensões mínimas congeladas e um bancarrota para deslindar.
São treteiros de serviço à propaganda esquerdalha|

Antonio Cristovao disse...

Ainda tenho esperança de um dia perceber porque certas narrativas não batem certo com dados e factos medíveis. O consumo, mesmo de automóveis, aumentou no ano passado, para níveis só comparáveis aos dos bons socialistas. Não duvido da bondade da narrativa, mas continua um mistério, porque não batem certo com o que se mede, ou não?

Anónimo disse...

"Pretensão esquerdalha"
Ah! A pesporrência da direita grunha a que se junta os tons "imbecis"( estou a citar) com que gosta de adornar o seu próprio discurso.
O que se esconde por trás deste "floreado" civilizacional é ainda mais feio do que o aqui transcrito.
Não admira a iliteracia, marca medíocre também de algum fanatismo.

("juizo social das comunidades" .. o que será esta treta? Uma presunção a mostrar o padrão iniludível etc e tal do indivíduo em causa, lolol)

Anónimo disse...

Bancarrota?
Que treta é essa?
Então ainda não sabe que a troika veio para cá para fazer cobrir os prejuizos da banca internacional e nacional à custa do erário público?
E que o objectivo da dupla Passos /Portas era cortarem mais 600 milhões nas pensões o que iria acontecer se não tivessem sido corridos do governo?
"Ministra das Finanças diz que nos planos a enviar para Bruxelas constará uma medida que prevê uma poupança de 600 milhões de euros com "pensões públicas".
( a ministra era a Luís Albuquerque, uma das coniventes com os Swapps e uma das responsáveis pelo descalabro do Banif. Por isso este plano deste roubo de 600 milhões, não?)

Carlos Sério disse...

Para o José

EM BANCARROTA?

Quando em 2010 a dívida pública era de 93% do PIB e agora é de 130% do PIB!
Quando a dívida externa líquida em 2010 era de 82,7% e agora é de 104,5% do PIB!
Quando a produção nacional em 2010 valia 180.000 milhões de euros e agora vale apenas 173.000 milhões de euros!
Quando em 2010 pagávamos anualmente em juros de dívida pública 4.896 milhões de euros quando agora pagamos mais de 8.500!
Quando o Investimento ascendia em 2010 a 36.938 milhões de euros e hoje não ultrapassa os 25.200 milhões de euros!
Quando em 2011 tínhamos 4.740 mil empregos e hoje recuámos para apenas 4.500!
Quando a taxa de incumprimento de créditos à banca das famílias, estão em máximos históricos!
Quando a o número de pessoas que emigram todos os anos é maior do que na década de 1960!
Quando aumentou a pobreza e a desigualdade social neste período de governação da coligação PSD/CDS!
Depois de olhar-mos para estes indicadores e dados económicos resultantes da governação Coelho/Portas, como é possível alguém hoje vir falar de que a situação económica, social e financeira do país está bem e muito diferente da situação de “bancarrota” em que o país se encontrava em 2011?

Anónimo disse...

pobre zé
tem tão interiorizada a sua pesporreia e o seu ódio a tudo que cheire a povo e trabalho que já nem contém os perdigotos
ao menos põe um babete para não ficares tão parecido com o mira amaral e assim sujeito ao "juízo social das comunidades"

Nuno Pessoa disse...

Transcrevo o post de Nuno Gouveia no 31 da Armada:



«E ninguém fala disto?

por Nuno Gouveia, em 25.01.16



Ainda se lembram das certezas catastrofistas que foram vaticinadas por António Costa e toda a esquerda sobre o défice de 2015? Recordam-se daqueles que juravam que o défice que o anterior governo anunciava era impossível de cumprir? E daqueles comentadores que nas televisões garantiam que as metas eram irrealizáveis? Pois, tudo isso era falso, e hoje ficou comprovado. Estranhamente, e com algumas honrosas excepções, os media não estão a dar grande destaque a este facto. Fosse o contrário e já teríamos tido um Prós e Contras especial e os canais de noticias já lhe estavam a dedicar horas de debate. Nada de novo, portanto.



Conhecida a execução orçamental de todo o ano em 2015 (em contabilidade pública), deixo aqui quatro destaques:

1 - Confirma-se que o Estado cortou na despesa (-2,4%) e que arrecadou mais receita (+0,8%), fruto da actividade económica ter evoluído favoravelmente. Não diziam que o governo anterior não tinha cortado na despesa em 2015, por ser ano eleitoral?

2 - O défice ficou 499 milhões de euros abaixo do que tinha sido orçamentado inicialmente. Lembram-se daqueles que diziam que o défice era irrealista?

3 - O défice melhorou cerca de 2600 milhões de euros relativamente a 2014. E aqueles que diziam que o défice estava quase igual?

4 - Pela primeira vez na nossa história recente, o défice ficará abaixo dos 3%. Quantos não asseguravam que isso era impossível?



Pois eu recordo-me de tudo isso. Deixo aqui apenas dois exemplos: António Costa várias vezes referiu que a probabilidade do governo anterior cumprir as metas do défice eram uma "fantasia" e chegou mesmo a inventar buracos para assustar os portugueses. João Galamba acusou Paulo Portas de "total descaramento", quando este referiu que iríamos cumprir o défice abaixo dos 3%, e desafiava-o a dizer quais as medidas adicionais que seriam necessárias para cumprir a meta. Total descaramento? Pois.

Este é o legado que o actual governo recebeu. António Costa não poderá desculpar-se com as contas de 2015, por muito que gostasse de o fazer. »


Quem tem razão?!

Jose disse...

A sério, Sério?
Havendo défice não é suposto que aumente a dívida? E os juros não contam? E um sistema financeiro enterrado em imobiliário desvalorizado é para falir?
A sério, Sério?
Quando a economia deixa de ser bombada a despesa e subsídios e PPp?s não é suposto haver quebra do produto?
A sério, Sério, vai-te catar mais o teu responso esquerdalho e balofo!

Anónimo disse...

Vai-te catar?
Mas que linguagem afunilada continua a ser a utilizada por este sujeito. Que tristeza o recorrer-se a este tipo de vocabulário que indirectamente mostra a impotência balofa e pretensamente "responsável" de quem mais não tem a dizer que banalidades aflitivas sobre os factos apresentados por Carlos Sério.
Ao exposto aparece como o contra-argumentação o seguinte:
Havendo défice é suposto que aumente a dívida. Os juros também contam. O sistema financeiro está enterrado no imobiliário. A economia parece que é bombada a despesa e subsídios e as PPps e a queda do produto.
Ah! Que saudades dos tempos em que estes mesmos sujeitos diziam que tudo ia bem no reino de Portugal e que a governação troikista era o paraíso na terra.Mas francamente, um tipo aí em cima repete um texto dum sítio mal frequentado, falando que a memória patati-patata.Este agora vem tentar rasurar a memoria e apagar as promessas dos da sua condição sobre a correcção do défice e sobre a diminuição da dívida prometida pelos troikistas e pela sua governação infame.
Já agora,as PPps têm responsabilidade directa dos da mesma condição do sujeito que as invoca,ficando nós sem perceber se a sua invocação é apenas hipocrisia ou se tal corresponde a algo mais fundo, ideologicamente mais sinistro e eticamente mais ...revelador

Anónimo disse...

Se o Nuno Pessoa estivesse com um mínimo de atenção ao que aqui é dito quase quotidianamente poupava-nos à triste figura de repenicar pedaços de propagaganda do governo da troika que tiveram já bastas vezes a elucidação necessária.
Não se critica os gostos de Nuno pelo facto de gostar de sítios mal frequentados ou de gostar dos textos do Pulido Valente e doutras particularidades particulares. O que se critica é o estar tão desatento. E não reparar que alguém que tem a lata de escrever isto "já teríamos tido um Prós e Contras especial e os canais de noticias já lhe estavam a dedicar horas de debate" não merece qualquer crédito.O Prós e Contras é um programa com uma "missão" tão mas tão governamental, que serviu tão enjoativamente Pedro e Paulo e Anibal que só mesmo dum "desperado" do blog em causa se pode ouvir tal
É como os tais "buracos" inventados para assustar...veio-me assim de repente um buraco do tamanho gigantesco, o do Banif.
Coisa de pouca monta, claro
Mas esta malta pensa que somos todos parvos ou que ainda nos guiamos pelas irrevogabilidades dum aldrabão de feira?

Anónimo disse...

Mas percebe-se que afinal o Nuno Pessoa esteja mais interessado em servir de porta-voz à miséria da propaganda neoliberal incrustada do parasitismo típico da direita do que no estar atento as desmascarar sereno das políticas dos seus governos.
Um dos que tipos que propagandeia e dá voz num dos seus blogues é à dum escriba do DN, um tal Gonçalves que teve um dia a infeliz ideia de defender os esbirros de Pinochet e de ridicularizar o assassínio de Victor Jara.Está documentado.
O tal Gonçalves escreve coisas como esta que são "espalhadas " pelo tal Nuno: "A propósito, permitir a existência do BE, do PCP e do socialismo em geral não é legitimar o abuso da crendice alheia? Prometer felicidade e espalhar miséria não configura no mínimo um crime de burla, para cúmulo repetido durante décadas?"
Coisas como esta aqui transcrita são espalhadas pela alma angustiada do Nuno Pessoa que se interroga agora no Ladrões,qual vestal em fase de penitência,sobre quem tem razão.

Quem defendia a criminalização da esquerda em geral,dos comunistas e afins em particular não eram os esbirros da outra senhora?
(Como a fortuna do sr Ricardo Salgado.Toda construída em letras de ouro e a ser repenicada pelos servidores de serviço.Afinal era, tal como o resultado da governança toikista, puro e simples produto do roubo alheio)

Anónimo disse...

Dados para compreeender melhor a politica do governo de Passos/Portas e para perceber até onde vai a fraude:
"Vilfredo Pareto (1875-1923) foi economista, sociólogo e também político, dedicado apoiante de Mussolini que fez dele senador. Teve muito antes disto responsabilidades na cobrança de impostos na Sicília, tendo verificado que a uma pequena percentagem de contribuintes correspondia uma elevada percentagem do rendimento total. Assim, uma melhor eficiência fiscal deveria concentrar os seus esforços naquela faixa de maiores rendimentos.É daqui que surge a chamada curva de Pareto ou curva ABC que relaciona a % de dados com a % do total da grandeza característica a que se referem. Estas curvas traduzem a desigualdade das características atribuíveis a um dado conjunto de dados. Tal se verifica por exemplo no universo das compras de um organismo, no universo das empresas, etc. Em Física e em estatística há algo equivalente com a curva de Gauss. Quanto maior a desigualdade mais se acentua a curva Pareto. Assim, 99,4% das empresas são micro ou pequenas, correspondendo cerca de 34% do total de vendas. As grandes empresas são apenas 0,1% mas facturam cerca de 48% do total de vendas.Voltando aos impostos, Tudo isto é sabido há muito, pelo menos desde 1897 pelo trabalho do Sr. Pareto. O governo PSD-CDS – mas não só…- não só o ignorou como fez precisamente o contrário do que seria ajustado. Recentemente, o ex-diretor da Autoridade Tributária e Aduaneira , prof. José Azevedo Pereira, esteve na AR. Uma sua entrevista incomodou (obviamente…) a direita que – no caso do PSD - o atacou de forma inqualificável.
No seu tempo foram detetados 240 contribuites com rendimento anual de mais de 5 milhões de euros (e um património superior a 25 M€). Pagando á taxa aplicável (48 + 5%) deveriam ter pago algo como 636 M€…pagaram 50 M€ !!! Eis a justiça fiscal PSD-CDS e o "bom caminho" de Cavaco.Um estudo internacional identifica em Portugal 930 (pelo menos) contribuintes deste tipo. Ou seja para um rendimento médio deste universo de 7M€ haveria uma receita fiscal de cerca de 3 500 M€. Valor equivalente ao saque fiscal do governo PSD-CDS."
Claro que entre o valor potencial de 3 500 M€ e o possível vai uma distância grande. Temos por um lado a ação do governo PSD-CDS e por outro as “regras europeias” feitas para permitir esta fuga. O Governo PSD-CDS parou com a identificação dos ultra ricos e retirou recursos à unidade pelo que este assunto ficou parado. Recordemos até a ameaça de processos a quem nos finanças andasse nesta pesquisa."
Daniel Vaz de Carvalho

Anónimo disse...

Sobre o BURACO que o sr Nuno Gouveia não vê e que o sr Nuno Pessoa não quer ver:
"Para a propaganda da saída limpa , para que o buraco não fosse do conhecimento dos portugueses antes das eleições Passos , Portas e a Maria Luís Albuquerque pressionaram o Governador do Banco de Portugal e com o conluio deste , arrastaram o caso Banif e esconderam-no da opinião pública com o silêncio do Presidente da República.
O buraco é enorme e tendo-se deixado chegar onde se chegou qualquer das três soluções teria sempre custos para para o contribuinte embora a de menores encargos fosse de longe a da integração na Caixa do " Banco Bom " o que teria exigido firmeza perante Bruxelas e em último caso uma decisão unilateral perfeitamente justificável face à urgência da resolução e ao pouco tempo que o governo estava em funções.
Estes são os factos .
Descaradamente PSD, CDS a ex ministra das finanças bem como o coro dos comentadores do Bloco Central dos negócios e interesses- Marques Mendes, Helena Garrido _ procuram centrar todo o escândalo do caso Banif na solução final , como se houvesse alguma solução que não tivesse elevados custos para os contribuintes depois de se ter deixado apodrecer a situação ,
Os responsáveis não são os que arrastaram a situação os que meteram milhões no Banif , os que andaram a dizer que o Banco estava sólido, os que por razões eleitorais esconderam até ao fim a situação deixando para depois das eleições a urgência de uma solução até ao fim do ano.
A artimanha é clara centrar as atenções nas possíveis soluções de última hora para fazer esquecer os verdadeiros e conscientes responsáveis . E ninguém vai preso ?
O custo do BANIF equivale a tres anos de sobretaxa que os portugueses andaram a pagar para outros desmandos da Banca".
Pena Preta

Jose disse...

Ó Pena Preta, fizeste contas ao tempo que levou a montar a geringonça?
Se deixassem o PPC governar até ao fim do ano não aconteciam todas essas desilusões!
E a geringonça sempre poderia gerar umas moções de censura quando oportuno

Mas ir ao pote e salvar a pele do Costa foi a prioridade e vêm agora armar-se em vítimas? Ridículo!

Anónimo disse...

"Ó Pena Preta" ?
Mas que familiaridades são estas e justificam-se desde quando?
Governar até ao fim do ano? Mas deixar governar até ao fim do ano a que propósito?
Ponmto 1: "para que o buraco não fosse do conhecimento dos portugueses antes das eleições, Passos , Portas e a Maria Luís Albuquerque pressionaram o Governador do Banco de Portugal e com o conluio deste , arrastaram o caso Banif e esconderam-no da opinião pública com o silêncio do Presidente da República"
Para infelicidade de alguns o protelar da situação desde há pelo menos dois anos já foi reconhecido não só por fontes de Bruxelas como por alguns dos coniventes com o caso.Pelo que à formação do novo governo( da "geringonça" palavra que testemunha do acesso de azia e de raiva,não?) não pode ser assacada nenhuma responsabilidade.
Ponto 2: Isto não é nenhuma "desilusão" como de forma um pouco "ligeira" se tenta esconder a miséria duma governação e os verdadeiros responsáveis. Isto é um escândalo e merecia um julgamento que não apenas político.
A utilidade deste tipo de comentário é precisamente esta. O de revelar todo o profundo asco democrático que a direita e os seus sequazes têm. As moções de censura são vistas como folclore e não como emanações do poder democrático.Deixar governar um fulano que, por motivos eleitorais e por motivos de protecção da banca e dos negócios privados do Capital, prejudicou os interesses dos portugueses e de Portugal só se compreende num quadro de cumplicidade afectiva,política e de negócios com os ditos responsáveis.Provavelmente quem fala no pote e na vitimização tem interesses conluiados com a governação catastrófica neoliberal.
E com os interesses anti-democráticos paridos sabe-se lá em que ovo de que serpente maldita