quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Está na hora de outra economia política


Como argumentámos na altura, o aumento do horário de trabalho no sector público para as 40 horas fez parte de uma ofensiva anti-laboral mais vasta, geradora de injustiças sociais e irracionalidades económicas imbricadas: desemprego de massas acentuado, de um lado, gente a trabalhar cada vez mais horas, do outro.

Segundo Vital Moreira, a reposição das 35 horas no sector público vai reintroduzir uma desigualdade face ao sector privado, incentivando este último a corrigi-la, o que Vital Moreira vê como uma verdadeira desgraça para os patrões, que neste quadro intelectual levam o nome de “competitividade”, sempre reduzida à componente salarial. Na realidade, Vital está a descrever um processo virtuoso, em que uma alteração da correlação de forças num ponto estratégico do mundo do trabalho pode gerar dinâmicas de contágio laboral progressista noutros. A troika e o seu governo estavam, embora em sentido contrário, a par disto: economia política do retrocesso, chamámos-lhe.

A conversa sobre a desigualdade entre trabalhadores do público e do privado ou entre trabalhadores novos e velhos, trabalhadores no activo e reformados (sempre trabalhadores...) serve para criar divisões horizontais que ofuscam as verdadeiras desigualdades verticais numa sociedade capitalista. Estas últimas só podem ser reduzidas pelo empoderamento dos trabalhadores, como até a investigação do FMI confirma: trata-se de um processo que ocorre a diferentes velocidades, sendo os seus feitos igualizadores cultivados por organizações que encarnem os interesses comuns do mundo do trabalho assalariado. Em Portugal, a que está mais próxima disto chama-se CGTP.

Sabemos que uma das artes do controlo é dividir o mundo do trabalho para reinar, sabemos que esta é uma arte que exige muito investimento, das tecnologias às ideias. A arte socialmente mais útil é a que caminha no sentido contrário: partindo da acção colectiva das classes trabalhadoras para um projecto nacional-popular que não dispensa fracções das tais classes capitalistas de que nunca se fala na sabedoria convencional (a segmentação que mais interessa politicamente tem de se fazer aí...).

35 comentários:

Jose disse...

Texto correctíssimo com um léxico irrepreensível e a sintaxe canónica que usada nas quantidades bastantes seguramente conduzirá à queda do capitalismo.

Anónimo disse...

Seguramente que se torna patética tanta quantidade de seguramentes e de sintaxes canónicas misturadas com léxicos irrepreensíveis, como resposta a um texto muito bom de João Rodrigues.
Está-se nisto. Não há já argumentação mas esgares clownescos da direita ressabiada. Para ver se passa em jeito de propaganda medíocre a lembrar os nauseabundos vendedores da banha da cobra pafiosa

Anónimo disse...

Não é novidade para ninguém a defesa acéfala do zé daqueles que competem pelo lado dos salários baixos
O que o zé esquece é que os empresários em Portugal não se queixam dos salários mas da procura
claro que eles , apesar disso, não recusam o que lhes seja oferecido pelos monges fanáticos do neo-liberalismo
O que o zé também não diz é que Portugal não tem dimensão para economias de escala de jeito logo resta-lhe competir por via da qualidade
o zé também não refere que o que se quer não é a queda do capitalismo mas dum certo capitalismo que quer tudo desregulado para poder rebentar com tudo, recursos humanos, naturais e outros em nome dum curto prazismo imbecil onde se espreme tudo para pôr o dinheiro a fresco em off-shores
o zé, pobrezinho, não sabe que a excessiva acumulação de capital faz com que este não reentre na economia o que não é bom para ninguém a não ser para meia dúzia de "deuses" que assim esquecem porventura que são mortais como os outros
outra coisa que o zé não sabe é que muita gente, incluindo Carlos Slim - o homem mais rico do mundo, vê benefícos ónbvios na diminuição da jornada de trabalho
o zé, na realidade, não vê um boi disto, mas já não tem idade para mudar de igreja

Anónimo disse...

“Carlos Slim - o homem mais rico do mundo, vê benefícios óbvios na diminuição da jornada de trabalho”
Repare-se que já José Barata Moura, comunista dos sete costados. Antigo reitor da Universidade de Lisboa, dizia que a redução do horário de trabalho nas condições ao tempo, só vinha encher os cofres do grande capital…
Eu não estou contra a redução do horário de trabalho, estou e´ contra a forma, espaço e tempo de a aplicar. Ainda que a maioria da classe operaria vá por aí, vendo a redução pela redução, sem cuidar do como e onde vai gerir esse tempo, agora disponível. Daí o Sr. Carlos Slim esfregar as mãos de contente…
Talvez que os deputados, representantes do povo, não tivessem...Estudado o projecto agora aprovado… Talvez!
De Adelino Silva

Antonio Cristovao disse...

A decisão de dar 35 horas apenas aos do estado é uma medida unificadora!! mudando de oculos a criação de divisoes no seio das classes trabalhadoras tem aqui um agente bem habilitado : o governo do PS, curiosamente apoiados pelos anti divisionistas.
A curiosa metamorfose da mudança de oculos!! ou será demagogia pura?

Anónimo disse...

Medida unificadora seria o passar toda a gente para o ordenado mínimo, sem direito a férias e com 12 h de trabalho em cima. Nada de divisionismos para essa corja da classe trabalhadora. Entretanto os banqueiros devidamente assessorados pelos consultores de vários matizes e de várias matilhas poderiam ser a metamorfose regeneradora do sistema como se vê quotidianamente.Curiosas metamorfoses da mudança pelos óculos da demagogia impura serventuária doutras igualdades degradantes curiosamente apoiadas pelos consultores da tribo marcelista/cavaquista

Rui disse...

Mas e porque não introduzir a jornada de 35 horas também no privado? Pelo menos para todos os novos contratos?

Jose disse...

Coisas que eu eu não sei:
- como uma economia sem capital bastante para a pouca tecnologia de que dispõe pode competir tendo altos salários (leia-se 14 salário em menos de 11 meses de trabalho em menos de 40 horas semanais) num mundo globalizado.
- como há-de atrair-se investimento estrangeiro com um miserável sistema de justiça, impostos e taxas por todo o lado e uma alcateia ululante a dizer do Capital o que Maomé não disse do chouriço.
- como a diminuição do horário – que sempre é vista como aumento de salário - beneficia a produção dos bens que sustentam as exportações, sendo certo que o ócio tende a incrementar negócios em áreas onde mais relevam as importações, telecomunicações e outros serviços (por alguma razão o Slim é o mais rico…).
- como a taxação excessiva de capitais resolve as questões dos off-shores, lançando para junto de criminosos e corruptos, capitais em busca de protecção ao confisco.

Mas sei bem que os alardeados defensores dos trabalhadores sempre os preferem como coitadinhos sob a protecção do Estado e nunca como activos participantes nas acções das empresas e sempre exigentes na obtenção de remuneração compatível.
Sempre os querem como manada sob tutela de dirigentes políticos e carneirada que doutros depende na relação com o patronato.

Anónimo disse...

A diminuição do horário sempre visto como aumento de salário?
Mas até onde vai a apologia desonesta do capital que governa? Quando o horário de trabalho aumentou também aumentou o ordenado? Ou aí já não se vislumbrava o roubo do salário que isso constituía?

Anónimo disse...

Quando alguém fala no "capital " ausente para sustentar quem de facto produz está obviamente a esquecer-se dos ganhos enormes que o verdadeiro capital tem com os salarios de miséria e com a exploração dos que trabalham.
Os banqueiros e os seus gestores e os seus ganhos.O mundo globalizado a servir de desculpa ao roubo institucionalizado.Para manter e aumentar as fortunas onde elas estão.
"Imparidades é nome técnico mas é de perdas que falamos quando os bancos colapsam, o Estado ajuda e os prejuízos se avolumam. Como os bancos destruíram 40 mil milhões debaixo do seu nariz"
http://expresso.sapo.pt/economia/2015-12-30-O-diabo-que-nos-impariu

Jose disse...

Já alguém ouviu falar em diminuir o horário de trabalho para incrementar o emprego, ou seja diminuindo salário na mesma proporção?
É ou não certo que os funcionários públicos - trabalhando para a entidade mais falida do país - são uma classe priveligiada a quem sempre querem garantir o emprego e que são remunerados bem acima da média nacional?
A falta de discernimemto e pudor na defesa do que é dito ser 'público' tem sido a base de toda a bandalheira à volta da 'coisa pública'.

Anónimo disse...

Sabemos que a justiça está de facto pelas ruas da amargura."Outro nome que também deixou perdas tanto no BPN como no Novo Banco foi o de Duarte Lima. Duarte Lima foi condenado em primeira instância a dez anos de prisão por financiamentos do BPN para fins ilícitos para comprar terrenos em Oeiras, tendo recorrido da decisão. Arlindo de Carvalho está acusado de burla, abuso de confiança e fraude fiscal também por ilícitos relacionados com crédito concedido pelo BPN para compra de terrenos. Dias Loureiro foi constituído arguido em 2009 por negócios que envolveram compras de empresas em Porto Rico e Marrocos, por suspeita de crimes fiscais, falsificação de documentos e burla. Seis anos depois, ainda não foi acusado pelo Ministério Público. Nem o processo arquivado." É o que diz o expresso mas muito mais há a dizer Porque o pior é quando nem se cumpre sequer a lei do país a começar pela Constituição e quando o resultado de tal incumprimento é nulo. É ver o que fizeram Cavaco, Portas, Passos e restante quadrilha e ver os comentários de ódio extremista que a seita destes proferiu e profere contra a CRP.

Anónimo disse...

Os altos salários de que fala alguém aí em cima significa exactamente o quê? que se perdeu a vergonha de todo, que se pensa que os outros são parvos ou que o que vale é a repetição de enormidades para ver se a propaganda passa?

Anónimo disse...

"Uma alcateia ululante a dizer do Capital o que Maomé não disse do chouriço"?
Não tenho competência técnica para falar nem sobre Maomé nem sobre o chouriço que, dou de bandeja, são áreas privilegiadas de quem as profere.Mas já tenho algo a dizer sobre essa história da alcateia ululante. Alcateia porquê? Porque não segue a doutrina do tal sujeito?E ululante a que propósito?Porque não segue as missas seguidas pelo mesmo sujeito?
Mas há uma outra questão que vai mais longe que o chouriço e Maomé da predilecção de quem assim fala. Os cidadãos e cidadãs portugueses têm todo o direito de se expressarem como lhes aprouver sobre o Capital. Ainda não estão condicionados a seguir a lei do chouriço e da rolha, ainda somos um país relativamente livre.Devemos então calar essa liberdade só para benefício do Capital e dos seus negócios e dos negócios dos vende-pátrias em campanha de silenciamento? Será por isso que ainda há por aí tantos amigos dos pides em busca de fazer calar a tal "alcateia ululante"? Estas revelações que sem o querer revelam tanto do comportamento democrático de quem as profere...

Anónimo disse...

Infelizmente confirma-se que ou há apenas esgares clownescos da direita ressabiada ou então patetices ( não encontro outro termo mais ligeiro)como estas pérolas:
"- como a diminuição do horário beneficia a produção dos bens que sustentam as exportações" ( isto o que é? um manifesto Dantas em prol da sustentação das exportações tendo e conta o horário ideal a atingir, o horário zero?)
" sendo certo que o ócio tende a incrementar negócios em áreas onde mais relevam as importações, telecomunicações e outros serviços (por alguma razão o Slim é o mais rico…)." ( isto é o quê? Um manifesto em prol do ócio como fomentador de negócios ou uma tese sobre a riqueza do Slim assente no ócio dos importadores?).
Direita ressabiada claramente que sim. Mas com este nível?

Anónimo disse...

Mas sei bem que os alardeados defensores dos capitais sempre os preferem como coitadinhos sob a protecção do Estado e a viver à nossa custa e nunca como activos participantes de cidadania e da legalidade.
Agora até se tenta justificar o roubo , a banditagem e o recurso aos off-shores.É a taxação excessiva de capitais que lança estes pobres capitais para os braços de criminosos e corruptos, a isto obrigados pela necessidade da busca de protecção ao confisco.
As lágrimas que estes coitados merecem para merecerem assim este fado.

Anónimo disse...

"Bandalheira" ?
Em vez de se admitir o erro, insiste-se nele e atira-se para o lado.
Facto: aumentou-se o horário de trabalho sem que se tenha registado qualquer aumento de salário.Roubou-se simplesmente o trabalhador
Um qualquer sujeito vem agora lamuriar-se pelo facto da iminuição do horário de trabalho não corresponder a uma diminuição do salário.
"Esquece-se" assim que o que se trata é da reposição apenas do salário do trabalhador.
Falta de pudor e autêntica bandalheira a que se associa a desonestidade típica de quem assim age. Curiosamente quem assim procede é quem chora amargamente pela taxação excessiva do capital que obriga os pobres desvalidos dos capitalistas a juntarem-se aos seus iguais nos off-shores. Enquanto destila ódio sobre os funcionários públicos.
A comprovação efectiva que existe mesmo luta de classes

Jose disse...

BANDALHEIRA!!!!
Os casos BPN e similares SÃO bandalheira da coisa pública; ou não é ao Estado que compete manter a Justiça a Lei e a Ordem.
Quem era essa cambada de que estão sempre a falar - Duarte Lima, Varas, Sócrates e quejandos?
Eram capitalistas? Não, eram pés-rapados que subiram na política e na coisa pública para enriquecerem.
Falam de banqueiros (dou-vos o Ricardo) quando pela maior parte eram bancários e políticos.
O capital preza a lei e a ordem para se proteger dos tótós invejosos e dos vigaristas que se acobertam no Estado assim possam ai ter lugar.
Para concluir:
Façam a merda da Revolução Socialista ou deixem o capitalismo trabalhar. Essa Agenda dos Coitadinhos é tão só o caminho da miséria e da degradação do Estado.
PS: Ó das 2:00, a iliteracia é um problema...

Anónimo disse...

Sem berros semi-histéricos nem posiçoes dúbias de pseudo-virgens pseudo-ofendidas regista-se o seguinte;
Em vez de respostas concretas a vários e variados concretos apontamentos assiste-se a uma aldrabice primária, a uma profissão de fé, a uma outra aldrabice primária em tons de "pela lei e pelo cacete", a uma imitação barata do inquilino de Belém a roçar a infantilidade, em tons de choraminguice patética Finaliza-se com um PS estranho que não responde às dúvidas levantadas e que torna maior a suspeita que estamos na presença dum pedante a esconder-se por trás de afirmações completamente ocas.
Bandalheira de coisa pública? Só se a coisa pública está ao serviço dos interesses privados. O estado , que bla,bla,bla, é um estado capitalista.Que funciona defendendo o sacrossanto capital. É ver depois os seus actores e o seu modo de funcionamento. O Prof Cavaco é o recordista de permanência no poder após a Revolução de Abril. Há por aí um ror de outros personagens que atestam a serventia ao capital por parte do poder político. Que tem estado subordinado aos interesses do poder económico. As provas estão aí em toda a sua força e nem vale a pena irmos buscar validações teóricas do facto. A direita tem governado e em força. Tentar esconder o que é Cavaco ou Passos ou Portas ou Barroso não passa de um exercício néscio que ofende a inteligência dos demais.
Os "pés-rapados" com que se inicia a profissão de fé no Capital demonstra um pedantismo bafiento a cheirar a tiques de nobreza decadente e venal. Acontece que o Capital é muito mais do que isso e a decadência deste modelo social está inscrita nos seus próprios genes. Vai muito para lá dos pés-rapados. Assenta no modelo económico e por acaso o artigo do expresso citado permite ver que a "coisa " mexe bem mais fundo do que a disparatada missa em louvor da exploração alheia.
O capital prezar a lei e a ordem é outra patetice patética. Não vale a pena ir buscar exemplos histórico na América Latina com Pinochet e Friedman ou aqui ao lado na Espanha franquista. Basta ver os berros esse sim verdadeiramente histéricos como a canalhada em prol da lei e da ordem insultam e não cumprem a Lei fundamental do país. Lei e ordem só ao serviço de. O fascismo nasce dessas tretas mas não vale a pena sequer agora ir por aí É ver a bandalheira da governação Passos/Portas/Cavaco e o seu desrespeito dos valores democráticos inscritos na lei.
Finalmente a patetice ( porque o é) de repetir as enormidades de Cavaco numa versão recauchutada do seu "deixem-nos trabalhar" merece apenas uma gargalhada. A pieguice pelo capital e pelos pobres capitalistas que coitados se refugiam nos braços dos escroques é escondida por trás da Agenda dos coitadinhos.O sujeito que aqui reza a sua missa nem se apercebe que quando assim fala, está a tipificar uma sua particular Agenda dos coitadinhos, sim, essa precisamente, a dos capitalistas desvalidos em busca de off-shores paradisíacos.
Vamos então aguardar pelo esclarecimento da literacia nas variações dos bens a exportar e dos bens a importar e do Slim e doutras tretas do género

Anónimo disse...

"Um. Imagine que, no calor da explosão do crédito à habitação, comprou uma casa por 200 mil euros com um financiamento bancário de 160 mil euros. A casa foi então avaliada pelo banco pelos 200 mil euros e o imóvel foi aceite como garantia (ou seja, como colateral ou hipoteca) do crédito. Mais tarde, quando o mercado do crédito à habitação esfria, as regras do Banco Central Europeu obrigam a que o banco reconheça que o imóvel afinal não vale 200 mas sim 150 mil euros. A diferença entre os 200 mil (valor original no balanço do banco) e os 150 mil (novo valor) é uma imparidade. Não pense que o caso é isolado: nos últimos anos, os bancos baixaram os valores de imóveis contabilizados nos livros em milhares de milhões de euros. Quando, em cima disso, o cliente não paga o crédito, o banco fica com a casa e, se a vende por menos do que a dívida, como aconteceu muitas vezes nos últimos anos, a diferença é prejuízo do banco.
Dois. Imagine agora que compra grandes quantidades de ações de empresas em Bolsa com crédito do banco, que aceita as próprias ações como garantia. Quando as ações desvalorizam, o que acontece? Isso mesmo: uma imparidade. Foi o que aconteceu em muitos casos no final da década passada, sendo o caso mais tonitruante o de Joe Berardo, que chegou a ter dívidas de mil milhões de euros para comprar ações cujo valor derreteu. As ações do BCP chegaram a ser compradas por 3,9 euros (cotação ajustada a acontecimentos posteriores). Hoje valem... cinco cêntimos. Estas imparidades monumentais, de quase 90%, já foram em regra assumidas nas contas dos bancos. Assim como os prejuízos, que ocorreram quando os devedores não pagaram o que deviam. Sim, Joe Berardo foi um desses casos. Mas só um.
Três. Agora puxe muito pela imaginação. Mesmo muito. Vale a pena o esforço, pois aqui se explicará grande parte dos últimos prejuízos bancários. Imagine que cria uma sociedade que compra um terreno, para construir um hotel ou um prédio, e que o faz com crédito do banco, que aceita o terreno e o hotel que ainda nem está construído como garantias. Depois, imagine que nem sequer constrói o hotel ou, construindo-o, que ele fica tão caro que o dinheiro gerado pela sua exploração não basta para pagar as dívidas. Bom, então o terreno não valia tanto como o banco contabilizou no balanço... é uma imparidade. E se a dívida não for paga, o banco fica com o terreno e com hotel, que acaba por vender por muito menos: é um prejuízo. Espere, não corte ainda o fio da imaginação, esta história continua já a seguir. Mas para já fique a saber que houve centenas de casos como este, que o país ficou cheio de terrenos de empresas falidas e com estaleiros de obras paradas de hotéis e de prédios. Vamos, puxe ainda mais pela imaginação, imagine que o mundo não é feito só de pessoas boas e prepare-se para entrar no lado negro dos negócios".
Um fragmento dum artigo do insuspeito Expresso a mostrar uma ponta da bandalheira do Capital e dos capitalistas
http://expresso.sapo.pt/economia/2015-12-30-O-diabo-que-nos-impariu

Anónimo disse...

Alguém fez a apologia dos off-shores e a agenda dos Coitadinhos dos desgraçados dos empresários?
"O empresário imaginário compra um terreno para construir um hotel ou um edifício por um milhão. Depois, vende o mesmo terreno por cinco milhões a uma sociedade imobiliária, que ele próprio controla, em conjunto com vários cúmplic... sócios. Essa sociedade tem como único objeto a gestão do projeto de construção, como único ativo o terreno e como único passivo uma dívida: a compra por cinco milhões é feita com crédito do banco, que aceitou o terreno como garantia, e que financiará a construção subsequente em face de um plano de negócios que prevê receitas elevadas no futuro com a exploração do hotel ou com a venda de apartamentos ou escritórios do edifício. A construção começa e o empresário imaginário e os seus sócios inventam mais um expediente para lucrar, criando um intermediário entre a sociedade que está a construir o imóvel e os fornecedores.

Por cada 100 euros que compra de cimento, de ferro, de mosaicos ou de caixilharias a fornecedores, esse intermediário cobra 110 euros à sociedade imobiliária. O lucro da intermediação, de 10%, fica no intermediário. Ou seja, nos bolsos do empresário imaginário & sócios. Ou melhor, em contas offshore. Como se percebe, o empresário lucrou quatro milhões com o terreno inicial e 10% do custo da obra, dinheiro que esconde do fisco num paraíso fiscal e que mais tarde “lava” no Regime Excecional de Regularização Tributária: houve três RERT na última década, que amnistiaram quase seis mil milhões de euros que estavam irregularmente depositados no estrangeiro, grande parte dos quais na Suíça. O problema é que este lucro do empresário imaginário inflacionou o custo de construção de tal forma que o projeto se tornou inviável: as receitas das vendas dos apartamentos ou das diárias dos hotéis são insuficientes.

Anónimo disse...

"Quando chega a hora de pagar a dívida, o dinheiro não chega. Até porque o banco deu, no início, uma carência de cinco anos para dar tempo à construção: durante todo esse tempo, o empresário não teve de pagar, embora o banco registasse todos os meses a receita dos juros que seriam pagos mais tarde. O pior cenário concretiza-se: a sociedade abre falência, o banco fica com o terreno e o imóvel em dação de pagamento, tem de anular os juros contabilizados nos anos anteriores (um prejuízo), é obrigado a registar a imparidade nas contas até que, mais tarde, vende o terreno e o imóvel a um novo comprador, por muito menos do que o crédito inicial (outro prejuízo). Como a dívida do novo comprador é menor, o hotel já é viável.

A falha neste processo está na concessão do crédito. Por que razão o banco concedeu um crédito inicial tão acima do que os valores de mercado recomendavam? Há duas respostas: a benigna é excesso de otimismo na avaliação do projeto de investimento, tendo-se acreditado que ele geraria receitas que não se confirmariam; a segunda é maligna, ter havido troca de favores ou mesmo de dinheiros. No caso do Banco Espírito Santo, sabe-se hoje, vários dos maiores clientes do banco eram acionistas do Grupo Espírito Santo, perguntando-se se havia correlação entre uma coisa e outra: os clientes do BES tinham facilidades no acesso ao crédito em troca de investirem no GES? Ou, inversamente, por serem acionistas do GES tinham preferência no crédito do BES? Outra pista: lembra-se do presente de 14 milhões de José Guilherme a Ricardo Salgado? O construtor tinha vários empréstimos do BES para projetos imobiliários mas o antigo líder do império BES sempre negou qualquer relação ou que a prenda fosse uma comissão.
Quantos presentes terão sido trocados entre empresários e banqueiros? Quantos se ajudaram em benefício recíproco mas em prejuízo do banco?"

Do mesmo artigo. Num jornal insuspeito de ser de esquerda
É ver o artigo e as figuras lá escarrapachadas a mostrar o cheiro a podre de toda esta bandalheira. Os empresários a mostrar o que é ser empresário e a justificar a corrida para os braços dos off-shores. Para a próxima iremos até ao papel de Reagan e de Thatcher no estadio actual do capitalismo de que somos contemporâneos.

Jose disse...

Duas notas:
1 - Sendo agnóstico não comento artigos de fé religiosa. O que está em acção é o capitalismo, mal gerido e atrapalhado pela doutrina esquerdalha. O socialismo só o avisto a par de miséria e confusão e atropelos aos direitos.
PS: Quando digo 'Coisas que eu não sei:' nego tudo que adiante se afirme - contributo para derrotar a iliteracia.
2 - Sendo o investimento o motor da economia e da criação do emprego, será bem ou mal sucedido independentemente de ser publico ou privado e do mesmo modo haverá ou não corrupção envolvida. O que de essencial ocorreu em Portugal foi o estímulo ao investimento fundado em dívida sem critério, medida ou prudência. Gratificações aos bancários, corrupção pública e privada e ruína geral é o resultado. E o Estado 'progressista' teve nisso relevantíssimo papel.
E temo-lo de volta para completar a obra...
E a responsabilização dos gestores públicos e privados (35º di CSComerciais) continua suspensa!!!

Anónimo disse...

"Já alguém ouviu falar em diminuir o horário de trabalho para incrementar o emprego, ou seja diminuindo salário na mesma proporção?"
O quê? Então isto não é um convite ao ócio? Ao aumento da fortuna do Carlos Slim?
E o ócio incrementado pela diminuição do horário de trabalho que visa também incrementar o emprego? Então a diminuição do horário de trabalho visa incrementar o emprego e o ocio? Falta a componente das importações na fortuna do Slim ,cavalgando a diminuição do horário de trabalho que visa o incremento do ócio e do emprego. Mas isso ficamos todos a aguardar as explicações do Sr que assim dá mostras da sua literacia. Enquanto pelo meio nos quer impingir o Ricardo Salgado.
Ó hoemem, para quê? E porquê agora estes arrobos de desdenhar as amizades e as admirações babadas? Então não tem vergonha de fazer isso a um seu amigo real ou imaginário? Alguns dos pés rapados provavelmente terão mais dignidade que o sr quando arreganha os outrora entes queridos.

Anónimo disse...

Ah.
Temos mais uma profissão de fé do sr agnóstico que anda por aí a espalhar a sua sapiência em chouriços e em Maomé, enquanto repisa missas em torno do Capitalismo
Mas vamos continuar a mostrar a diferença entre uma espécie de vendedor da banha da cobra e a realidade.
E qual a nova profissão de fé teológica do sujeito?
" O que está em acção é o capitalismo, mal gerido e atrapalhado pela doutrina esquerdalha.". O capitalismo está assim nesta mixórdia nauseabunda pelo facto de ser "atrapalhado " pela doutrina esquerdalha"
Com o devido respeito.Ó homem você ensandeceu ou é da idade?Ou é do anquilosamento ideológico? Ou é do seu fanatismo pela Lei e pela Ordem? Ou é de coisa pior?
Quanto à gestão do capitalismo pelo socialismo.. Ó homem , isso não é literacia. iso é ignorância pura e dura. Como um tipo disse para aí..." o que está em acção é o capitalismo" (Riso abafado)
Mas as declarações tontas continuam ."O estado progressista"...Ó homem ,donde você tirou essa ideia? Provavelmente o seu encostar à direita vai até aquele Salazar ou a outro qualquer idêntico depravado de igual quilate, pelo que um Estado que tenha rompido com o fascista só mesmo "progressista".Ó homem esquece-se de Cavaco ou de Durão ou de Santana ou de Balsemão? Estado "progressista" só mesmo dum candidato pelo Partido da União nacional
( passemos adiante ao seu negar de coisas que não sabe. Já foram aí em cima expostoa com humor as pedantices dum que nega o que não sabe mas que depois se arrepende do que nega e avança com opiniões bem "letradas", lolol)
O que se passou em Portugal não foi só corrupção. Mas também o foi.Foi o exemplar exemplo do que é o capitalismo hoje.Os negócios escusos entre os empresários e os bancos. Os banqueiros. Aqueles a quem você quer agora passar por bancários para ver se passa. Aqueles que são representados nos bonecos do Expresso como obesos trastes de cartola e de cifrão. O capitalismo a funcionar, tão somente.
O que ainda é pior é que foi por esta dança macabra do capital a funcionar que se obrigou outros, os trabalhadores, a pagarem os desmandos da banca e dos empresários.A propaganda da direita e do capital bem tentaram dizer que "andámos a gastar demais". Agora sabe-se que a origem desta frase é de autênticos fdp mentirosos, sem escrupulos e ladrões.Os culpados foram outros. Amados e chorados como coitadinhos a necessitarem de irem para off-shores. Mas quanto a isso a si só lhe resta o silêncio.Cobarde, claro está
Quanto ao artigozito 35º...tenha vergomnha homem.Tenha noção do ridículo. As falcatruas paradas por um artigozito?Numa republica em que a justiça funciona ao lado do ladrão do banqueiro e do capitalista? E a supressão do artigo não foi de Cavaco e da sua trupe? E quem tem governado não é a direita?
O resultado do capitalismo está à vista de todos. Os fanáticos extremistas bem tentam .mas já não conseguem esconder os factos

Anónimo disse...

"Sabe o que vale 40 mil milhões de euros? Os bancos portugueses também não sabiam, pelo que tiveram de abatê-los nos seus balanços nos últimos oito anos. Houve perdas enormes, que destruíram poupança, riqueza e capital. Use a escala que quiser, é sempre uma enormidade: são quatro meses de PIB, uma vez a meia a “pipa de massa” que Durão Barroso chamou aos fundos de Bruxelas para Portugal de 2014 a 2020, equivale a cinco anos de orçamento da Saúde, daria para comprar 400 mil Ronaldos e, se os enfileirássemos em moedas de um euro, daria para mais de duas voltas à Terra. Ou para um colar que fosse e voltasse à Lua, levado por um vaivém, nome escolhido para as naves que não se sepultam no espaço. Os vaivéns vão e voltam. Como as crises financeiras. Mas aprendem pelo caminho. Como nas crises financeiras".

A crise da dita bancarrota tem outras origens. E fizeram pagar os trabalhadores pelos desmandos do Capital.
Sai agora uma missa agnóstica a ver se se esconde a realidade.Misturada com chouriços, padres-banqueiros e Maomés


Anónimo disse...

Está na altura duma colherada:
" estamos agora em Janeiro de 2016, 5 anos passados sobre Maio de 2011... eis que as notícias de 11 de Janeiro de vários órgãos de comunicação social vêm comprovar aquilo que o PCP sempre disse: que o pacto de agressão e submissão não era um empréstimo para resgatar as contas públicas, mas um verdadeiro sequestro das contas públicas, da democracia, da república, para resgatar a banca.

Os portugueses já assumiram ajudas à banca num valor de 86 mil milhões de euros. Ora, relembro que o “empréstimo” da troika ascendeu a 82 mil milhões de euros e que ficou um pouco abaixo disso porque o Governo decidiu fazer um número de propaganda e “abdicou” da última tranche do “empréstimo” e até conseguiu uma “saída limpa”. Limpinho, limpinho.

Mas então… então os cerca de 80 mil milhões que os portugueses tiveram de contrair como dívida ao FMI, ao Banco Central Europeu e à União Europeia não foram para pagar salários e pensões? Não foram para pôr as contas públicas em ordem? Como podem ter ido todos parar à banca?

Disseram-nos que o “empréstimo da troika” ia ser para pôr o país em ordem e que ia ser constituído um fundo de 12 mil milhões para emprestar a bancos que necessitassem de recapitalização e o resto seria para o que fosse preciso. Depois, os deputados comunistas na Assembleia da República perguntaram ao Governo e os do parlamento europeu perguntaram à Comissão Europeia quanto daquele dinheiro ia ser pago em juros e ficámos a saber que em juros iria qualquer coisa como 35 mil milhões de euros. Restavam então cerca de 30 mil milhões para o “financiamento à economia”. Olhando agora é fácil dizer que não só esse dinheiro nunca chegou à economia, como, na verdade, em 4 anos, lhe foi quase totalmente subtraído.

Como foi então gasto o dinheiro da troika? 12 mil milhões para recapitalizar bancos. 35 mil milhões para pagar juros. 30 mil milhões em garantias bancárias. Ah e tal, mas garantias bancárias não implicam necessariamente gastos. Pois, basta ver como funcionam:

A banca precisa de dinheiro e tem de se endividar no estrangeiro porque andou numa orgia de lucros à custa dos depósitos dos cidadãos, mas os bancos estrangeiros – que gostam de fazer o mesmo mas não são parvos – não emprestam aos bancos portugueses porque sabem que os bancos portugueses não têm dinheiro para pagar os empréstimo. Então é simples, os bancos portugueses pedem ao Estado Português uma garantia e assim, com obrigações garantidas pelo Estado, os bancos portugueses vão aos bancos estrangeiros e dizem: “precisamos de crédito e se nós não pagarmos, o Estado português paga.” E ficam todos muito satisfeitos porque é um negócio da china para o banco estrangeiro e para o banco português. E o Estado português farta-se de ganhar porque sempre que emite uma garantia, recebe juros. O problema é que o Estado vai logo a correr gastar o que recebe de juros num outro banco, contratando um SWAP para fazer o seguro da garantia emitida. Então, mas o Estado para emitir uma garantia tem de ter o dinheiro e para ter o dinheiro tem de emitir dívida. Isso mesmo.

O Estado pede emprestado para dar garantias aos bancos para pedirem emprestado a outros bancos. Depois, os bancos que recebem a garantia já podem endividar-se porque têm fiador. Entretanto, como o Estado é fiador dos bancos que pedem emprestado, tem de pagar juros mais elevados juntos dos bancos que lhe emprestam. No fim de tudo, o Estado garantiu a liquidez de uma banca capitalista corrupta por natureza, assegurou a capitalização dos bancos, pagou os juros pelas operações, e depois pagou a dívida cortando nos salários e pensões e ainda arranjou maneira de aliviar ou anular por completo os impostos dos bancos e dos grupos monopolistas como bónus por terem contribuído para um país mais desenvolvido e moderno".
86 milhões entregues à banca
Miguel Tiago

Jose disse...

Abandonando a prolixidade, escassa de argumentos, que se abateu sobre tão exigente tema, cuidemos desse malefício público – a Banca - aqui ilustrado pelo Miguel Tiago, que do mesmo passo nos trás o alívio de anonimatos cerrados.
A Banca tem sido o instrumento de governos ‘progressistas’ privados de fábricas de fazer notas.
Suportam a dívida pública, financiam as empresas públicas, executam as políticas públicas: juros bonificados, PPPs, SWAPS, jogos de poder, e ainda lugares que estabilizam as rendas das faunas próximas do poder com cargos e consultorias.
Por seu lado a Banca, criou a sua própria fauna de bancários principescamente pagos em bónus e reformas, financiou generosamente accionistas e funcionários, e foi mais além, derreteu o seu capital e transformou os depósitos em imóveis desvalorizados, projectos falhados e vigarices várias.
E isto porque o país, arrastado por uma enorme sensibilidade social que quer levar o paraíso aos povos, desenvolveu a estúpida convicção de que o crescimento depende do dinheiro que se lhe atire para cima.
Só que a máquina de notas gera um antídoto chamado inflação+desvalorização e o dinheiro da banca gera tão só dívida em moeda forte que tem por único antídoto a austeridade ou o crescimento, o que o progressismo logo converte em despesa pública e aumento de rendimentos, reconhecida que é a inconstitucionalidade da austeridade.
Um ciclo vicioso que se conforta na fundada declaração de inocência dos vitimados de falta de moeda própria.
Tudo considerado, a culpa é dos banqueiros e do capitalismo internacional. Naturalmente!

Anónimo disse...

Prolixidade escassa de argumenttos?
Porquê?
Por desmascararem os crapulazitasd que nos andaram a vender as tretas que "nós" andámos a gastar demais"?
Os factos são tramados.

Anónimo disse...

A banca tem sido instrumento de governos progressistas?
Não insulte a inteligência. Só um desbocado ectremista pode chamar de progressista a um governo português nas últimas dezenas de anos. A somnbra do depravado Salazaar passa por aí.
Banca ao serviço de políticas progressitas?
Deve estar a mangar connosco,. A banca privada está ao serviço dos interesses privados. A CGD é gerida pelos gestores do mesmo grupo de interesses. O regulador é o que é e é um entusiats defensor do Capital ,fazendo as mais pornográficas declarações a tal respeito.
A Banca (aí sim com letra amiúscula) só mesmo pública.

Anónimo disse...

A dívida pública? E a dívida privada também, não?
É o capitalismo estúpido. A funcionar como funciona, com o seu cotejo de PPP( introduzidas por um governo reaccionário e predador, de direita , capitaneado pelo Prof Cavaco, conhece?), os Swaps ( em que a ex-ministra das finanças teve um papel muito curioso) e tudo o mais que se tem visto.
Ó homem quem nos governa são os defensores do seu modelo de sociedade.Isto é o capital a funcionar. E vem agora tentar sacudir a água do capote?Os jogos do poder são os comuns neste modelo de sociedade.Está nos manuais.E não é preciso ser marxista para o saber
Que falta de dignidade.~
A que se junta a falta de memória e a desonestidade de quem nos andou a vender a ideia que o resgate era para os salários, para a economia real e outras tretas do género.

Anónimo disse...

A banca com o seu cotejo de funcionários principescamente pagos?
Ó homem, os ditos cujos seguiam ordens dos Banqueiros, dos capitalistas. Não sabe que este modelo foi e é o modelo seguido por esse mundo ocidental fora e que foi e é também responsável pelo descalabro a que assistimos?
Pois por mais incrível que pareça ainda houve por aí muitos sacanas sem lei que ándaram a dizer que a culpa era dos povos do sul, parasitas, preguiçosos e outras coisas mais.
E que andaram a defender o capital e a banca (alemã e não só) feitos cobradores duma dívida, planeada meticulosamente pelos agiotas, pelos trafulhas, pelo capital sedento de mais lucros?

Anónimo disse...

Paraíso dos pobres?
Não seja desonesto, ó homem. Paraíso dss ricos é o que tempos assistido. Havia por aí muitos néscios a defenderem os proventos pornográficos dos "gestores" pagos a peso de ouro. E aí não havia paraíso que lhes tolhesse nem a alma nem a escriba sebenta.
Compreende-se que há quem os defenda. Quem ache por bem que 65 tipos tenham tanto como metade do planeta. E que ainda tenham o desplante de dizer que há "uma enorme sensibilidade social". Aí a conversa pára. Todos devem ter direito a uma vida digna. Quantos vivem na miséria?
Quanto ao dinheiro atirado para cima para resolução do "crescimento"...Mais uma vez os factos: dinheiro atirado para cima da banca para resolver os problemas da banca. E tendo em vista o crescimento dos seus lucros.À nossa custa.
O "progressismo" é apenas a linguagem de certa forma patibular como se tenta defender o status quo. E a subserviência aos interesses do grande capital e da pilhagem dos nossos recursos.Aqui há uns tempos utilizavam a palavra "austeridade". Agora substituiram-na a até dizem que é anticonstitucional,lol.
A agenda dos coitadinhos persiste. Dos coitadinhos dos off-shores cuja solidariedade é convocada por quem defende tal agenda dos coitadinhos."Vitimados" pela falta de decência, pelas falcatruas, pelos roubos, pelo saque à moeda alheia.
Mas aqui a "lei e a ordem" podem ter o mesmo destino que a memória nos demenciados.

Jose disse...

A dislexia é outro problema: paraíso aos pobres? Não, paraíso aos povos.

Ou são os nervos...enervante saber-se que o poder está na Política!

Anónimo disse...

Dislexia e nervos? Hum...sério?
O poder na política...uma chatice.Devia estar no sangue azul ou no dinheiro que os confrades ocultam nos paraísos fiscais?
Delicioso mesmo
Citando: "Está-se nisto. Não há já argumentação mas esgares clownescos da direita ressabiada. Para ver se passa em jeito de propaganda medíocre a lembrar os nauseabundos vendedores da banha da cobra pafiosa"