sexta-feira, 3 de março de 2017

Óculos ajustáveis

José Gomes Ferreira está na Sic Notícias a dizer:

1) Que até compreende que Paulo Núncio não quisesse publicar as estatísticas sobre transferências para offshores para não dar uma ideia de caos para o exterior...

Correcção: Núncio disse, sim, que ele próprio não quis conhecer as estatísticas, ou seja, nem quis saber se havia caos ou não. Aliás, essa questão, segundo o ex-responsável da Autoridade Tributária José Azevedo Pereira hoje, no Parlamento, ficou muito clara em conversas particulares entre ele e o secretário de Estado Paulo Núncio, cujo conteúdo não quis divulgar.

2) Que, como o problema é técnico e eventualmente policial - um programa informático que falhou selectivamente certas informações - o problema não tem a ver com a gestão política...

Ficamos entendidos.

36 comentários:

Jose disse...

Ninguém ainda esclareceu o essencial:
Quais as fontes disponíveis para um governante conhecer os dados que haverão de ser publicados pelas estatísticas?
Depois há sempre as questões linguísticas, por exemplo: não vi, contaram-me...e por aí fora num enfastiante rodeio do essencial.
Quem beneficiou, quem foi lesado?
Quem infringiu a lei?
Quanto tempo é necessário para detetar se há bug?
Não há agora um tipo a dizer que o iiput é acção de pessoa e não de comunicação entre sistemas?

Anónimo disse...

José Gomes Ferreira uma vergonha de comentador. Há-de acabar com a informação da sic.

Anónimo disse...

Jose(Gomes Ferreira?)

Anónimo disse...

No decorrer dos tempos sempre coexistiram bons com maus, corruptos com gente séria e por aí adiante, mas também se fizeram tribunais e prisões para os delinquentes.
O que tem de extraordinário agora e´ termos chegado ao máximo (?) nunca visto, tanta vigarice, agora a descoberto.
Esta miséria humana nunca vista, não tem nada a ver com a Constituição política da Nossa Republica, tem mais a ver com Justiça e a necessidade de um Tribunal de Honra efetivo.
Quando um Secretario de Estado se da´ ao luxo de negar informação devida por lei e atribuir-se de responsabilidade politica sem que para tal esteja autorizado ou quando um jornalista defende publicamente tal atitude e´ porque chegámos ao ponto de rutura com a democracia. de Adelino Silva

Anónimo disse...

Como?

Ninguém esclareceu o "essencial"?
E o essencial é o quê? Uma questão linguística?
Por exemplo quando este tipo furibundo urra que o "funcionário" é um "coirão" e outros insultos...é esta a questão linguística?

Anónimo disse...

Ou o essencial é esconder as piruetas do amigo do PP, amigo de outro amigo do PP e dos que andam a tentar apagar a trampa produzida?
Por exemplo de Núncio que já disse tudo e o seu contrário?

Agora aparece este a proclamar o que é o essencial? Com trejeitos de vero piegas a inquirir de fontes?

Mas então o ex-secretário de estado não foi apanhado a mentir? A dizer uma coisa e a desmentir-se? Tal aliás como o próprio jose?

Jose que agora assume costumes de prima-dona e num arremedo de tiazona de cascais confessa que é tudo tããããão mas tããããão enfastiante?

Anónimo disse...

E vejam-se agora as questões sobre quem beneficiou e quem foi lesado

Quem beneficia é quem coloca o Capital em offshores. Produtos típicos duma sociedade capitalista onde se acoita dinheiro proveniente das mais diversas fontes. Em geral obtido de forma ilegal. Em geral para fugir ao seu controlo. Em geral para fugir ao fisco.E há por aí quem defenda estas coisas...de forma tão acintosa como predadora.E salivar.

Neste caso concreto...que nomes foram escondidos? Quais as relações com o BES? Quantos impostos não foram cobrados? Quais as origens do dinheiro que foram ocultas para sempre? Gaspar e Luís Albuquerque envolvidos no esquema o que ganharam? Lugares especiais após a sua saída do governo? E Cristas a propor hossanas para um sicário que se demonstrou ser um trafulha? Para esconder os lucros ou para tentar proteger o seu homem-de-mão?

Então foram os mais ricos e os abutres que beneficiaram? Então o governo de Passos Coelho e de Portas governaram para os mais ricos, empobrecendo os que trabalhavam? Então os que defendem os offshores andam também na vampiragem e querem proteger desta forma o produto do seu saque?

Todos estes saíram beneficiados.

Quem perdeu foi quem foi sacrificado pelo governo de Passos e de Portas.Foi quem viu o dinheiro fugir do país sem se saber a sua origem e sem se terem cobrado os devidos impostos. Foi o mundo do trabalho que é assim sempre duplamente penalizado

A um desgraçado que não pague as suas obrigações fiscais cai-lhe em cima tudo e mais alguma coisa. A estes é o que se vê

O país sai também prejudicado. Suspeita-se que o empobrecimento generalizado é feito tendo também como objectivo a venda ao desbarato das nossas riquezas. Ajudam a promover as privatizações para os amigos

Anónimo disse...

Quem infringiu a lei?

Parece que à cabeça Núncio, o PP, Gaspar e Maria Luís Albuquerque. O primeiro impediu a saída das listas e ocultou dados a que estava obrigado.Os outros porque sabiam e o comandaram.
Todos os tipos que colocaram o seu dinheiro nos offshores e que viram a sua proveniência ser oculta? Parece que o BES está atolado até ao pescoço. Com quem negociaram? Com alguém do topo com toda a certeza. Nuncio já se sabe que teve um papel essencial

E há mais um dado significativo a respeito do "bug" que agora aparece como o último expediente para quem já disse tudo e mais o seu contrário ( até insultos abjectos):

"Núncio deixou na gaveta nomeação de responsável pela informática do fisco
A Cresap seleccionou três nomes para o lugar que ficou vago no fisco no início de Julho de 2014. Paulo Núncio nada fez e só já com o actual Governo é que o cargo seria ocupado."

Um sítio mal frequentado este PP. Um governo de mafiosos este de Passos Coelho.

Anónimo disse...

"Não há agora um tipo a dizer que o iiput é acção de pessoa e não de comunicação entre sistemas?"

Até onde chega o desespero de quem tenta desesperadamente esconder a trampa feita pelo seu governo de adoração e pelos seus amigos de estimação?

Reduzido a isto, a este "não há agora um tipo a dizer". Três linhas antes tinha de forma piegas criticado o haver "sempre as questões linguísticas, por exemplo: não vi, contaram-me...e por aí fora num enfastiante rodeio do essencial".

Agora é um tipo ("especial")que lhe contou ?

Do insulto e da raiva até à mistificação e à mentira. Do espumar e do ódio até a pirueta da dança do ventre.

Agora é "isto". O iiput e a acção.

Anónimo disse...

Vamos ver quem lucra e quem perde

"Governar para os ricos
O Estado que não pôde cruzar estes dados é o mesmo que, confirmadas as crises bancárias, achou-se na obrigação de injetar nos bancos o mesmo dinheiro que deixou escapar, pedindo-o sob a forma de impostos sobre o rendimento e o consumo ao mexilhão

Um oceano de dinheiro transferido para offshores, esses "paraísos fiscais" (há quem lhes chame "bordéis tributários") onde os mais ricos escondem riquezas que seriam capazes de resolver os problemas sociais e ambientais que eles mesmos (ou quem por eles organiza visões convenientes do mundo) costumam descrever como impossíveis de resolver por falta de recursos. A discussão sobre esta monumental batota, num país que viu os mais fanáticos liberais querer resolver com aquele "enorme aumento de impostos" de Vítor Gaspar a crise da dívida-privada-transformada-em-pública, entrou no debate público na primavera de 2016 com a escandaleira dos Papéis do Panamá e volta agora, com um significado político acrescido, com os detalhes da gestão fiscal da direita pela mão de Paulo Núncio e dos dois ministros que o tutelaram, Gaspar e Maria Luís Albuquerque"

Anónimo disse...

"Assente a poeira - não toda: falta saber quanto terá fugido aos impostos -, o que fica é o mais despudorado comportamento contra a transparência que um governante pode assumir nesta área: Núncio (advogado fiscalista numa das maiores firmas europeias especializadas em fiscalidade "criativa") impediu a publicação dos dados das transferências que os bancos portugueses fizeram em 2011-14 para offshores, incumprindo normas portuguesas e uma diretiva comunitária de 2005.

Sabe-se agora que, entre 2011 e 2015 terão saído de Portugal 25.850 milhões de euros - ou seja, cerca de 2,5% de toda a riqueza produzida nesses anos, valor próximo do défice público, para o qual contribui decisivamente a impunidade com que o capital português foge ao fisco e deixa o Estado descalço, para depois o acusar de incompetência na oferta de serviços dignos à população. O atual governo preferiu não divulgar quais os bancos de onde sai(u) esta enormidade de dinheiro, seguindo o conselho legal do Banco de Portugal, outro dos atores de todo este processo com pesadíssimas responsabilidades na indignidade em que caímos nos últimos anos."

Anónimo disse...

"Mas a suspeita fica de que grande parte deste dinheiro terá saído dos bancos que entraram em rutura (sobretudo o BES), determinando essa mesma rutura. Que hoje saibamos que, de todas as transferências para o Panamá no ano em que o BES foi ao fundo (2014), 98% tenha aparecido no que se escondeu diz muito do que terá acontecido. Consequência? O Estado que não pôde cruzar estes dados é o mesmo que, confirmadas as crises bancárias, achou-se na obrigação de injetar nos bancos o mesmo dinheiro que deixou escapar, pedindo-o sob a forma de impostos sobre o rendimento e o consumo ao mexilhão que não usa nem saberia como usar os tais offshores...

Podemos ter uma ideia de quanto escapa ao fisco, nem que seja comparando, como propõe o economista Eugénio Rosa, "os impostos pagos em Portugal e os que deviam ser pagos atendendo ao nível de desenvolvimento em comparação com os 28 países da União Europeia". Para os anos de 2011-15, a estimativa por baixo é de mais de 33.6 mil milhões de euros, o que inclui uma grande parte daqueles 26 mil milhões transferidos para offshores que deveriam ter sido tributados.
Tudo isto ocorreu sob o mesmo governo que, em nome do "saneamento" das contas públicas, agravou a injustiça fiscal de forma arrepiante: entre 2010 e 2014, quem declarava nos dois escalões mais baixos de rendimento (até 10 mil euros por ano) viu aumentar o IRS pago em 190% e 136%, respectivamente, enquanto os dos escalões mais altos (mais de 100 mil euros) pagaram mais 15,4% e 12,7%. Por outras palavras, "o aumento enorme do IRS imposto aos portugueses pelo governo PSD/CDS determinou uma subida do IRS por agregado que é tanto maior quanto menor é o rendimento bruto" (Eugénio Rosa, 28.9 e 10.9.2016).

Os que dizem que trazem para Portugal "a peste populista" (J.M.Fernandes, Observador, 2.3.2017) aqueles que explicam como tudo isto é governar para os ricos, querem chantagear-nos a todos, acusando-nos de sermos nós a levar ao poder os bilionários (Berlusconi, Trump) e os racistas. A democracia escoa-se, isso sim, nestes offshores, nesta impunidade organizada pelo governo dos Núncios, tão louvado por eles.

( Manuel Loff)

Quem beneficiou, quem foi lesado...já todos percebemos

Jose disse...

Imaginem!
É o PPC que se lembra de propor uma lei que imponha a publicação.
Bem sei que não é fracturante...

Jose disse...

Rosa, hoje acordei menos 'desesperado, irritado, ,,,ado' e deu-me para te iluminar o bestunto, embora limitadamente e com escassíssima ambição de sucesso.
«Quem beneficiou, quem foi lesado...já todos percebemos»
A comunicação à AT é feita quando o dinheiro já está há muito a salvo nos paraísos e daí para onde calhar.
As transferências de capital (de um deposito bancário por exemplo) não está sujeito a tributação. Quando muito a AT fica à espera de um reporte de rendimento a tributar se for um residente.
Se foi manobra do próprio BES a ser tributada quem vai pagar: o Bom ou o Mau?
E o BdP está à espera da AT, ou tem informação autónoma?

Mas, na tua omnisciência já percebeste tudo: esclarece os gentios...

Anónimo disse...

"O anterior secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, deixou na 'gaveta' a nomeação do responsável máximo pela informática da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) durante mais de um ano, tendo cessado funções governativas sem nomear ninguém para o cargo. Ex-directores do fisco consideraram ontem que foi esta a secção responsável pelo sistema que terá falhado na transmissão de dados sobre as transferências para paraísos fiscais.

A ausência de nomeação de um subdirector-geral para a área de Sistemas de Informação da AT ocorreu durante parte do tempo em que houve um 'apagão' informático na máquina fiscal em relação a 10 mil milhões de euros transferidos para offshores e apesar de a Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Pública (Cresap), a pedido de Paulo Núncio, ter aberto o concurso para o lugar, ter concluído o respectivo procedimento e ter apresentado ao Governo três nomes para ocupar a vaga. Mas Paulo Núncio, que tinha a tutela da AT, nada fez." Publico

Cheira a Capital, perdão, máfia organizada. Tresanda mesmo

Jose disse...

Se caso é de resolução pelo olfacto, chamem a Rosa, que funga o caso num ápice.

Anónimo disse...

Parece que mais uma vez a Rosa importuna a quietude de herr jose.
Uma especie de travesti assumido?

Vamos passar a coisas sérias e deixemos os fantasmas de herr jose, pesem os seus problemas de olfacto de jose/rosa.

Anónimo disse...

Afirma jose em estado inquieto que Passos se lembra de propor uma lei que imponha a publicação.

Falso

Nos anos em que o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais era Paulo Núncio, entre 2011 e 2015, as estatísticas destas transferências deixaram de ser publicadas no Portal das Finanças, como acontecia até ali. Estas estatísticas começaram a ser publicadas em 2010, por ordem de Sérgio Vasques, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais do governo de José Sócrates. Só em abril de 2016, agora por ordem de Fernando Rocha Andrade, é que estes dados voltaram a ser divulgados no Portal das Finanças.

Percebido?

Nota-se o cheiro?

Anónimo disse...

Herr jose/rosa tenta mostrar ares de cosmopolitismo e tenta mostrar que isto de offshores são tudo negócios entre contas e que o dinheiro já está a salvo e mais algumas patacoadas.

Se com atenção, reparamos que este procedimento revela duas coisas:

Por um lado o silêncio obscuro ( ou claro ) sobre o denunciado de quem ganha e quem perde.
Por outro revela que sabe muito do funcionamento desta máfia. Embora só conte a estoria que lhe interessa

Anónimo disse...

Herr jose tenta esclarecer o "essencial". E afadiga-se, agitado e inquieto. Depois duma primeira tentativa e após lhe terem demonstrado o que era essencial, mais uma vez inquieto retoma ao tema.

Veja-se o seu modo pelas 11 e 37:
Desde o "daí para onde calhar", até à "informação autónoma" ,passando pelo BES ( é o bom ou o mau?) tenta,veramente inquieto, agitar as águas, esclarecer os bestuntos, iluminar os descrentes.

Tretas

Tenta fazer o mesmo. Esconder os factos, apagar responsáveis, proteger amigos e ocultar uma das muitas faces tenebrosas da sua ideologia.
Tão inquieto que se transmuda até. Surge Rosa

Anónimo disse...

As 20 declarações em causa foram feitas entre 2011 e 2014.

Os montantes correspondem a quase dez mil milhões de euros.O combate à fuga e evasão fiscal, sem prejuízo da necessidade de acabar com os offshores, passa pelo esforço de cada Estado impor garantias de transparência sobre estas operações. A explicação dos motivos desta fuga de dez mil milhões de euros é seguramente parte da exigência.

A esquerda pede explicações. A direita, depois de um dia inteiro em que se mantém calada como uma ratazana, pede calma. Núncio acusa Azevedo Pereira. Este responde a Núncio no dia seguinte. O pingue-pongue dura dois dias.

É a altura em que Jose, desesperado, recorre ao insulto soez e gratuito para com Azevedo Pereira: "TODOS os indicadores de um lambe-botas, serventuário de quem chega, coirão maior de acobardado funcionário público.Ou talvez mais provavelmente, coirão prudente ..." e por aí fora

Azevedo Pereira numa carta de nove pontos arruma o assunto de vez. Perante factos e dados mais não resta a Núncio que dar o dito pelo não dito, desdizer-se, assumir a culpa e pedir a demissão...dos cargos do PP.

É a altura em que Núncio diz tudo e o seu contrário. O mesmo fará jose que, sem nunca ter pedido desculpas pelo seu comportamento abjecto, inicia uma dança do ventre para tentar justificar o injustificável. Socorre-se de tudo e mais alguma coisa, desde a mentira à calúnia, desde a piada grosseira até ao fait divers das suas inquietudes meta físicas.

O espectáculo desta actuação está por aí disperso nos diversos posts sobre a matéria. Mesmo neste, como resposta à denúncia de que Núncio deixou na gaveta a nomeação de responsável pela informática do fisco, opta pelo burlesco. E convoca um seu alter-ego.

A.R.A revolução disse...

Há coisas que nunca mudam e Paulo Nuncio é mais um «case study» de amnesia costumeira nas comissões parlamentares pois o dito cujo não se lembra de ter posto a par Maria Albuquerque não obstante a sua preocupação na não divulgação (...)para não dar uma ideia de caos para o exterior...(...). Das 2 uma: Ou a ministra foi poupada na preocupação pois tinha mais do que pensar para onde foram os 10 mil milhões; Ou também a própria lá tinha o seu pé de meia investido e não queria que o seu dinheirito levasse com a bênção fiscal; Ou ... deixo para quem lê outras interpretações e ou considerações
Mais, como de costume, a culpa ficará no limbo a pairar qual alma penada pois a Montanha pariu um rato e afinal tudo não passou de um erro do sistema informático.

UMA VERGONHA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Anónimo disse...

A “confissão” de Núncio “confirma a responsabilidade do PSD e do CDS, mas também a política de dois pesos e duas medidas do Governo PSD/CDS”.

Quem são os contribuintes que fizeram estas transferências? E quem foram os destinatários do dinheiro? E qual é a instituição que originou as suspeitas de Rocha Andrade?
Até onde vai o polvo? Quantos espectáculos de travesti temos que assistir? Por solidariedade ideológica, pessoal e política é natural que toda a cangalha que beneficia dos offshores e da governação dos Nuncios, dos Portas, dos Passos e das Albuquerques se agite inquieta, cerrando fileiras em torno do pote.

Entretanto;

"Rui Rio afirma ao DN que o PSD já devia ter-se demarcado do "lamentável dossiê das offshores". O ex-presidente da Câmara do Porto lembra que foi o próprio secretário de Estado, Paulo Núncio, a assumir a responsabilidade por inteiro da não publicação das estatísticas das transferências entre 2011 e 2014 para os paraísos fiscais.

"Não se entende porque é que o PSD se está a deixar queimar em lume brando", afirma o ex-autarca, que já se assumiu como potencial candidato à liderança do PSD."
Conclusão nossa : O PSD deve sacudir a agua do capote !"

Anónimo disse...

A confirmação de se governar para os ricos
"O Estado que não pôde cruzar estes dados é o mesmo que, confirmadas as crises bancárias, achou-se na obrigação de injectar nos bancos o mesmo dinheiro que deixou escapar, pedindo-o sob a forma de impostos sobre o rendimento e o consumo ao mexilhão

Um oceano de dinheiro transferido para offshores, esses "paraísos fiscais" (há quem lhes chame "bordéis tributários") onde os mais ricos escondem riquezas que seriam capazes de resolver os problemas sociais e ambientais que eles mesmos (ou quem por eles organiza visões convenientes do mundo) costumam descrever como impossíveis de resolver por falta de recursos."

É de Loff. E é um autêntico pontapé nos tomates dos Núncios, Passos e quejandos.

Anónimo disse...

A respeito de Jose (Gomes Ferreira):

Esclarecimento da CGD arrasa credibilidade de José Gomes Ferreira

A Caixa Geral de Depósitos emitiu ontem um comunicado a reiterar que o processo de emissão de dívida subordinada é dirigido “exclusivamente a investidores institucionais”. Este comunicado surge na sequência da transmissão de um programa da SIC Notícias em que o apresentador e vários convidados alertaram que a emissão se destinava a “enganar velhinhas” [sic].

O programa em causa, conduzido pelo jornalista José Gomes Ferreira, tinha entre os convidados o fiscalista Tiago Caiado Guerreiro e o diretor do Jornal Económico Filipe Alves. Gomes Ferreira chegou mesmo a questionar Caiado Guerreiro se “se devia alertar as pessoas lá em casa” para a não aquisição da dívida da CGD. Nenhum dos convidados se insurgiu contra a informação veiculada nem contra o tom das mesmas, já que expressões como “enganar velhinhas”, “poupança dos velhinhos” e outros sucedâneos foram proferidas várias vezes.

A emissão gerou inúmeras reações indignadas nas redes sociais que se insurgiram contra os conselhos bem como contra a ignorância manifestada pelos convidados. Muitos utilizadores recordaram o historial de José Gomes Ferreira no aconselhamento económico, remetendo para uma famosa prestação do jornalista em que este pretendia transmitir confiança aos investidores e depositantes do BES, poucas semanas antes do seu colapso.

A informação da colocação de dívida não é, naturalmente, nova. Já em 07 de outubro de 2016, o Jornal Económico de Filipe Alves noticiava que a CGD já teria iniciado contactos “para colocar dívida subordinada junto de investidores institucionais”.

Não obstante os inúmeros protestos, não se conhece até ao momento qualquer posição da Direção da SIC sobre a referida emissão."

Jose disse...

Rosa, desvairas-te de todo.
O que aí vai de não senso e de trafulhice.
Vê lá se dizes de uma vez ( em duas linhas!!!) quem e como alguém ganhou ou vai ganhar.

Anónimo disse...

Quem será a Rosa aqui de novo convocada por herr jose?

A mãe de herr jose? Um alter-ego de jose?

Não interessa muito porque isso faz parte da sua vida particular e dos seus fantasmas quer estes apareçam travestidos ou não.

Anónimo disse...

Abandonemos então herr jose/rosa.

E com algum humor registe-se o desespero de herr jose. De forma fundamentada:

- O apelo patético ao alter-ego Rosa.

- A invocação do não-senso ( o bom-senso da senilidade inquieta?)

- A invocação da trafulhice, marca maior do seu amigo Núncio , amigo do seu amigo Portas. (Temos assim a trafulhice por sua vez como uma espécie de alter-ego dos amigos, tal como assume o de Rosa? )

- A exigência de velho senil ainda a sonhar com os tempos em que os seus amigos da pide podiam exigir estas coisas... " vê se dizes...vê se fazes.... em duas linhas...marche...heil)

- Os pontos de exclamação tão característicos de almas inquietas, que sublimam deste modo os seus pontos de indecisão.

- O silêncio soturno, pesado, pegajoso sobre o denunciado.

- A recusa em assumir os insultos de verdadeiro filho da mui digna madame cuca, enquanto qual dançarino do ventre( na sua versão de herr jose) tenta ilidir o já dito.

Solução simples herr jose/rosa: é ler de novo. E tentar dar mais uma volta a dançar e a saracotear.

Anónimo disse...

Alguém ganhou ou vai ganhar?

Tentou ganhar de certeza absoluta. De resto uma parte da histeria em torno da queda com fragor de Passos Coelho (por parte dos agitados boys e dos cavacos) é verem em risco as suas negociatas mafiosas. Descobertas antes do tempo "necessário"

Mas essa estratégia pode ser útil ao Núncio em tribunal. "Meritíssimo juíz, eu não ganhei nada, eu ia ganhar e muito. Já a minha chefe, a Maria Luís Albuquerque, ganhou um lugarzinho. E o Gaspar outro. E a malta graúda do BES então não se fala.

Ah. Que chatice terem sido apanhados com a mão na massa.

Anónimo disse...

Vamos continuar a ver quem ganha e quem perde. E na mesma onda quem viveu e vive acima das suas possibilidades

A fuga de 26 mil milhões de euros para paraísos fiscais, a que se juntam mais umas dezenas de milhar de milhões injectados na banca ao longo dos últimos anos, dão-nos a justa medida de quem realmente viveu e vive acima das suas possibilidades, e do posicionamento dos governos que não hesitaram em desviar verbas colossais dos bolsos de quem trabalha e trabalhou para acudir ao regabofe do capital.

Os casos sucedem-se e deixam marcas que os contribuintes dificilmente esquecem pois é sempre a eles que cabe pagar a «festa» que os grandes senhores do capital fazem mas não pagam. A conta é invariavelmente astronómica e representa, além de um crime, a falta de políticas ao serviço do País e do povo, capazes de travar o saque que impede o desenvolvimento e a coesão.

Estamos perante a lógica dos dois pesos e das duas medidas, com a qual fomos confrontados mais uma vez pelo governo de Passos e de Portas. Fracos com os fortes e fortes com os fracos, enquanto exigiam sacrifícios e chamavam o povo de piegas, o PSD e o CDS-PP deixaram passar 10 mil milhões sem fiscalização da Autoridade Tributária, do bolo de 26 mil milhões de euros que saiu para os ditos paraísos, entre 2011 e 2015.

A estas «fugas» juntam-se as perdas registadas pela banca em crédito mal parado, que revelam o abuso dos senhores do capital. Trata-se, conforme recordou o Expresso este fim-de-semana, de uma lógica de lucros privados e prejuízos públicos.

No artigo que o semanário dedica a este tema cita-se uma afirmação de Jean Paul Getty, fundador da Getty Oil Company, hoje Texaco: «Se ficar a dever 100 dólares a um banco, o problema é seu. Se ficar a dever um milhão, o problema é do banco». A frase resume bem a opção de classe e a diferença de tratamento dado, conforme se trata do grande capital ou das massas trabalhadoras.

Desde 2008, foram injectados mais de 6 mil milhões no BPN e a conta pode não ficar por aí. A estes juntam-se os 3 mil milhões drenados para o Banif, mais uns milhares de milhões de previsível prejuízo com o BES e ainda os 5 mil milhões de recapitalização da CGD, valor próximo ao crédito mal parado do banco público, usado vezes sem conta para amparar os desvarios do sector financeiro privado.

A cada novo escândalo, perante os contornos, volume e impacto que a situação assume, aparecem sempre umas vozes que clamam por maior regulação, por outras regras, pela penalização dos infractores.

Tal posicionamento passa ao lado do essencial e contribui para a perpetuação da lógica «lucros privados, prejuízos públicos», que só pode ser alterada com o controlo do sector financeiro por parte do Estado e a introdução de uma lógica de funcionamento que o liberte das negociatas e da especulação, e o coloque ao serviço do povo e do País



Anónimo disse...

Quantas das celas das cadeias deste país estão ocupadas com milionários, ou poderosos, ou corruptos?



Anónimo disse...

Quem ganhou e ganha e quem perdeu e perde

"OJE/Lusa - 26.02.2009 - A menor quebra do resultado líquido [em 2008] foi do BES, que obteve um lucro de 402,3 milhões de euros, menos 33,7% que os 607 milhões conseguidos em 2007, com reforço generalizado das provisões, sobretudo para crédito e títulos, e desvalorizações de 180 milhões de euros nas participações que tem na Portugal Telecom, EDP e Bradesco.

Diário de Notícias - Janeiro 2008 - BES escapa à crise com lucros de 607,1 milhões de euros em 2007.

Diário de Notícias - 01.02.07 - O Banco Espírito Santo anunciou hoje lucros recorde e de 420,7 milhões de euros no existas as coisasem ercício de 2006, um crescimento de 50 por cento em relação a 2005.
Fonte:http://citadino.blogspot.pt

Como agora sabemos, a maior parte destes lucros era falsa. Mas deles foram pagos dividendos aos accionistas. Ou seja, bem visto o final do filme, quem pagou esses dividendos fomos todos nós."

(Vitor Dias)

Jose disse...

Sempre a mesma lengalenga e NADA de exigir à geringonça urgenyes medidas legislativas!
Tudo me soa a grande treteirice,

e o Costa na linha da frente...

Anónimo disse...

Inquieto e soturno também no argumento. Eis o que resta de herr jose

O gritinho histérico em forma de Nada. Mas sobretudo o silêncio cobarde perante o aí em cima denunciado.

Onde estão os berros e os urros salmodiando a austeridade? Onde pára o lambe-botas aos banqueiros e o revirar dos olhos ao BES? E os hinos aos bordéis tributários ?

Onde?

Um galope apressado e triste.

A leitura de todo o exposto (a que foi aconselhado), deixou-o neste estado de impotente treteiro

Anónimo disse...

Maria Luís Albuquerque e Gaspar chamados ao Parlamento com urgência.

Atrás do advogado do PP, Paulo Núncio, especialista em soluções criativas em matéria de impostos para os grandes capitalistas, estão estas duas eminências pardas.

Albuquerque após a sua saída forçada no governo, viu recompensado o seu labor em prol dos interesses que defendeu. Foi "contratada" pela Arrow Global, líder da compra de crédito malparado em Portugal. A ex-ministra das Finanças do PSD, implicada já nesta história de Núncio, vai trabalhar em média dois a quatro dias por mês e participar em 10 reuniões por ano. Entretanto, mantém-se como deputada, continuando a receber o salário de mais de três mil euros por mês.
O “fundo abutre” que contratou Maria Luís Albuquerque, que lucrou com a compra de crédito malparado ao Banif pagará à ex ministra do PSD um ordenado de cinco mil euros brutos por mês.
Ao ordenado são ainda somados 10 mil euros pela participação nas reuniões e um prémio em função dos resultados obtidos.

Percebe-se

Durante uma das audições da Comissão de Inquérito à gestão do Banco Espírito Santo e do Grupo Espírito Santo, quando confrontado com perguntas sobre o recurso a advogados para operações de "engenharia fiscal" e uso de contas e empresas fictícias sediadas em paraísos fiscais off-shore, o banqueiro que estava sentado como depoente responde à pergunta: "e são normais honorários desta ordem?" (julgo que tinham sido 5 milhões pagos à sociedade em que trabalhava Ana Bruno - advogada) - da seguinte forma: "se pagámos esses honorários à advogada é porque ela nos fez poupar muito mais em despesas fiscais." A citação é feita de memória, mas anda perto das palavras utilizadas.

Anónimo disse...

Vítor Gaspar foi liderar o departamento de assuntos orçamentais do FMI

O ex-ministro das Finanças que se demitiu após reconhecer a sua incapacidade em cumprir as metas orçamentais, vai liderar o gabinete de Assuntos Orçamentais do FMI. O fiel discípulo do ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schaüble, conhecido como quarto elemento da troika, irá auferir entre 207 e 280 mil euros por ano isentos de impostos.

Percebe-se.

Isentos de impostos também . Como o António Borges.

Ainda ecoam as tentativas semi-histéricas de alguns capangas a defender tais privilégios.