terça-feira, 6 de maio de 2014

Em nome do DEO?



«O governo vai ter que explicar aos seus cidadãos com que legitimidade democrática é que destroi um Estado Social de nível europeu para criar em Portugal um Estado de terceiro mundo.»

As intervenções do Ricardo Paes Mamede no Expresso da Meia Noite da passada sexta-feira, 2 de Maio (via Câmara Corporativa).

15 comentários:

Anónimo disse...

Desde que o Rogerio G. V. Pereira falara nesta intervenção televisiva do Ricardo Paes Mamede ficara com curiosidade de assistir ao debate.

Confesso que já não tenho pachorra para ouvir a propaganda oficial e oficiosa, às claras e às escuras, deste governo de terroristas sociais.
Ouvir esta intervenção num programa de informação é uma lufada de ar fresco que contudo e infelizmente. não tem continuidade nos media.

Parabéns ao autor e a quem colocou a intervenção.Pena é que o Ricardo tenha sido interrompido por várias vezes, uma das quais com perturbação da necessária e oportuna conclusão.

De

D., H disse...

Muita boa intervenção. É claro que a última consideração que o RP Mamede fez, não vai ter qualquer resposta...

Henrique Pereira dos Santos disse...

É impressão minha, ou os governos são eleitos em eleições livres?
henrique pereira dos santos

Jaime Santos disse...

A intervenção do RPM foi de facto muito boa e esclarecedora. Mas saliento as palavras do Ricardo Costa relativamente às metas impostas por Bruxelas, que basicamente se resumem ao argumento 'nós sabemos que as metas não são para cumprir, eles em Bruxelas sabem que nós sabemos, e nós sabemos que eles sabem que nós sabemos, mas no fundo nada disto importa, temos é que manter o rumo para não assustar os 'Mercados'...' Claro, a austeridade é para manter e o povo irá continuar a sofrer, mas é preciso manter o 'stiff-upper lip and stay the course'... O cinismo desta gente é algo que não cessa de me espantar!

Anónimo disse...

TERÇA-FEIRA, 17 DE DEZEMBRO DE 2013

"O segundo resgate vem a caminho - e a culpa não é do Tribunal Constitucional"

by Ricardo Paes Mamede

Tenho dito...

Jose disse...

Determinando os eleitores a política do governo, este pode legitimamente endividar-se para cumprir a vontade dos eleitores.
Fica por isso democraticamente legitimado para arcar com todas as consequências: bancarrota ou o necessária austeridade.
De outro modo...apareça quem saiba mais de democracia!

Anónimo disse...

É impressão minha ou o caminho que resta a pequenos ressabiados como o Henrique Santos se resumem a isto?

Será muito ofensivo pedir-lhe que ouça outra vez para verificar até onde vai a desonestidade governamental ou estará mais preocupado em esconder a piolhice dos amigunhos para todas as ocasiões?

De

Anónimo disse...

Como?
Jose que defende a perda de soberania de Portugal face aos seus amados credores, agiotas e restante tropa fandanga fala em "democracia"?

Um que pugna pela dissolução da soberania nacional fala em "vontade dos eleitores"?

Mas até onde vai a hipocrisia ou estas falhas tão memoráveis de memória?

Será que já esquecemos todos o que este gajo prometeu nas eleições?

http://www.youtube.com/watch?v=86BZjm0yU78

Vontade dos eleitores?Mas estes neoliberais fanáticos, que comprometem a democracia pensam que somos todos burros ou quê?

De

D., H disse...

“É impressão minha, ou os governos são eleitos em eleições livres?”

Eis a tal pergunta falaciosa. Sim, é verdade que o governo foi eleito em eleições livres, e só foi votar quem quis.
Mas este facto não legitima o governo para rasgar a Constituição, rasgar o programa eleitoral que propôs aos cidadãos (chama-se a isto fraude) ou romper selectivamente contratos que o Estado tem.

R.B. NorTør disse...

Tanto que não legitima, que o Tribunal Constitucional martelou quer no Governo, quer na oposição, quando chamado a intervir.

Se alguém precisar de refrescar a memória sobre as ideias do PPD e a Constituição ainda antes de os portugueses serem chamados a votar (http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1661719)...

Para o (pouco) bem e para o (muito) mal, os portugueses escolheram para governo dois partidos liderados por quem é capaz de dizer tudo e o seu contrário. Basta ver as desculpas de Passos para chumbar o PEC IV ou, mais recentemente, a reformulação da palavra "irrevogável".

No meio disto tudo, os menos culpados são eles. Será que há, na hierarquia da República, alguma figura que deve zelar pelo interesse de todos os portugueses? Alguma figura que decida quais as leis que vão ao TC ou não? Será que há? Uma pista, quem deveria pôr fim ao regabofe, tem uma vivenda na Coelha. Para mal dos portugueses também foi eleito por eles...

Jose disse...

Sem querer dar troco ao má-língua do DE, sempre quero acrescentar que o TC o que diz é que:
- Com aumento de impostos o Governo pode por a austeridade que quiser segundo um vago princípio de proporcionalidade/ progressividade.
- Mexer nas mordomias e nos empregos 'prá vida' que nos trouxeram até aqui é que não pode ser por não ser abrilesco.

Anónimo disse...

Essa estória de "não querer dar troco mas" faz-me lembrar um conhecido personagem queirosiano, alvo de bastas pilhérias ao longo do tempo.

Dito de outra forma: de como a falta de verticalidade vive paredes meias com a mediocridade e com a desonestidade intelectual.

A prova está neste pequeno esboço de Jose ( mas também do sr. Henrique Santos) em que , em vez de se debruçarem sobre o que é dito pelo Ricardo, derivam para as "eleições livres" e para o TC(neste último caso com o ódio anti-Abril próprio de fundamentalista do mercado e do espectro político).

Ora o silêncio completo sobre o denunciado pelo Ricardo Paes Mamede, a saber o troca-tintismo governamental oficial, a mentira pura e dura, a fraude, a manipulação, a falta de ética,a propaganda desonesta, as medidas apresentadas como temporárias que se convertem em definitivas,a quebra salarial para níveis do terceiro mundo, a destruição do estado social,o triângulo das impossibilidades da política orçamental,o assalto final neoliberal, são sonegados completamente pelos "apartes" (perdoe-se o termo) boçais do jose.

O que é uma avaliação objectiva do DEO e o que nos espera neste pós-troika sinistro, converte-se assim num exercício de ocultação de luzes que levanta a bem fundamentada suspeita que houve quem nem sequer tenha escutado o video apresentado.

O que diz muito dos alvos visados.

Ah e não me escondo atrás dum "sem querer dar troco , mas" que compagina no fundo toda uma atitude e todo um programa. Ideológico sim, mas também indubitavelmente ético.

De

Jose disse...

'compagina' não só fica sempre bem como, se compaginar 'no fundo', atinge elevada profundidade!

Anónimo disse...

Eu sei que é a especialidade do jose o desviar do que se debate.Uma velha manha dum manhoso, "aprendida" sabe-se lá aonde.

Mas francamente a ignorância tem limites.

Um dicionnário para o jose.Para subsituir a velha ,sebenta, nauseabunda e sinistra constituição de 33, a fascista, que o aprendiz de jurista anda a arrastar por aí.

De

Anónimo disse...

Afinal o José ainda não emigrou.? Ainda anda por aí como o outro, a dizer asneiras e disparates.
Emigre, homem. E já agora leve consigo o trambolho do PM ( e mais alguns da mesma laia) que quanto mais fala mais mente e mais asneiras e disparates diz.
Totalmente de acordo com o anónimo 6/5/ ás 23.56 e de 8/5, se bem que como devem saber, esta gente é ressabiada.