Se o Professor de Economia da Universidade Federal da Bahia não vem ao blogue, vamos nós até Nuno Teles, atravessando o atlântico, mas para chegar aos EUA, mais concretamente à Jacobin, onde acaba de publicar, uma vez mais, um artigo, desta vez sobre os impactos de classe da chamada Inteligência Artificial. Haja pedalada.
domingo, 30 de agosto de 2026
Pedalada
Se o Professor de Economia da Universidade Federal da Bahia não vem ao blogue, vamos nós até Nuno Teles, atravessando o atlântico, mas para chegar aos EUA, mais concretamente à Jacobin, onde acaba de publicar, uma vez mais, um artigo, desta vez sobre os impactos de classe da chamada Inteligência Artificial. Haja pedalada.
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1 comentário:
Que a «maquinaria só é introduzida quando o trabalho necessário para a produzir é inferior ao trabalho que ela substitui» é verdade e talvez suficiente para os propósitos do artigo, mas a afirmação do Marx é muito mais forte e distingue essa qualidade (porque o pode ser – e aqui acompanho o autor – noutra sociedade livre de explorações e opressões) da realidade da sociedade capitalista, em que a maquinaria só é introduzida quando o seu custo é inferior ao custo da força de trabalho substituída, ou seja, traduzindo em termos de valor, quando o trabalho (socialmente) necessário para produzir a maquinaria é inferior ao trabalho correspondente ao valor da força de trabalho desalojada (ao trabalho socialmente necessário para produzir essa força de trabalho, incluindo as suas qualificações). Em capitalismo, a maquinaria não é introduzida para poupar trabalho, mas para reduzir a “parte paga” do trabalho vivo utilizado. Isso também reforça o argumento do Nuno, porque esta condição económica significa que a maquinaria contém bastante menos (e não apenas menos) trabalho do que aquele que substitui.
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