A imagem foi roubada a Renata Candeias: com o seu furto de preciosos instrumentos de política económica, a prejudicial especialização a que a integração europeia nos condena foi condensada com especial poder de síntese por Tiago Oliveira.
É a ilustração da visão correta que a CGTP tem das três declinações da luta de classes, incluindo a luta pelo desenvolvimento económico soberano num país europeu cada vez mais periférico. As outras duas são a luta contra a exploração e pela igualização entre homens e mulheres.
Quanto mais força tiver a CGTP, maiores serão as hipóteses de desenvolvimento económico nacional.
Em primeiro lugar, a CGTP contribui para uma economia com maior pressão salarial, com um mercado interno mais dinâmico, dando mais incentivos, do lado da procura e da oferta, para o investimento modernizador.
Em segundo lugar, o reforço da negociação coletiva, tão abrangente e centralizada quanto possível, contribui para resolver problemas de ação coletiva, bloqueando estratégias patronais medíocres, assentes na intensificação da exploração, ao mesmo tempo que diminui desigualdades excessivas.
Em terceiro lugar, a CGTP defende intransigentemente o Estado social assente na provisão pública, enviando a seguinte mensagem ao capital: ide trabalhar para os setores de bens transacionáveis, malandros.
Há mais razões, claro, incluindo as ques estão relacionadas com a recuperação dos tais instrumentos de política perdidos, mas estas três chegam para início de conversa.


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