Perante o anúncio no New York Times, cuja linha editorial é de resto igualmente alinhada com o colonialismo sionista genocida, volto a repetir, com burilações marginais, o que já escrevi no blogue:
John Lonsdale, um dos cofundadores da Palantir, é brutalmente claro, em linha com Peter Thiel ou Alex Karp: a Palantir foi criada para matar comunistas.
É uma das mais poderosas e perigosas empresas tecnológicas do complexo militar-industrial-securitário norte-americano com escala global, embora na China não entre, felizmente. Sim, a China é um raro Estado soberano nesta área crucial e também por isso deve ser valorizada, tanto mais que a sua ascensão foi pacifica.
A Palantir é só um exemplo de como o capitalismo das plataformas se cruza com o capitalismo da vigilância, ao serviço do belicoso sistema imperialista liderado pelos EUA.
E é tudo brutalmente simples: quem não quiser falar dos perigos do anticomunismo, deve calar-se sobre o fascismo, indissociável desta pulsão de morte estimulada por um capitalismo que julga não ter freios e contrapesos à altura.


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