As «gorduras do Estado» estão para a política interna como as «gorduras do direito internacional» estão para a política externa. A duplicidade de critérios assumida, a incoerência dos posicionamentos consoante os atores envolvidos, em suma, a facilidade com que os governos escolhem os princípios e as obrigações internacionais que respeitam ou violam, são também uma espécie de «corte nas gorduras» que se inflige ao direito internacional e ao multilateralismo. Como afirma Francesca Albanese em artigo nesta edição: «Sacrificam a própria ordem jurídica internacional e aceleram o desmantelamento do direito internacional humanitário e das instituições que o garantem, no preciso momento em que a sua sobrevivência está em jogo» (ver «Resposta aos meus detratores»)
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