domingo, 4 de outubro de 2026

As virtudes de Keynes


É justo dramatizar uma vida tão plena como a de Keynes, consistentemente ao serviço da cultura económica e, para lá desta, da geração de bens culturais, base para a vida decente e boa. Para tal, este diagnóstico foi essencial e é tão atual: 

“O capitalismo internacional, individualista e decadente, em cujas mãos nos vimos após a Guerra, não é um sucesso. Não é inteligente, não é belo, não é justo, não é virtuoso – e não produz os resultados esperados”. 

No mesmo artigo de 1933 argumentou que “ideias, conhecimento, ciência, hospitalidade, viagens – estas são as coisas que, pela sua natureza, devem ser internacionais”, mas “deixemos que os bens sejam produzidos localmente sempre que seja razoável e conveniente, e, sobretudo, asseguremos que a finança seja nacional”. 

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