Um dos guerreiros social-liberais do Twitter garantia o seguinte, com a ignorância habitual: “A CGTP, que claramente não percebe nada da luta interseccional, não tem uma palavra a dizer sobre a Palestina nos seus cartazes a anunciar uma manifestação para este Sábado. Vamos ver quantas aparecem”.
Foi logo informado: “A CGTP foi uma das organizações que participou nas manifestações de apoio à Palestina do último sábado”.
A CGTP-IN tem estado na linha da frente do movimento nacional de apoio ao povo palestiniano, vítima de um documentado genocídio sionista (estou ainda sob o efeito do visionamento do documentário Naza).
A CGTP-IN é internacionalista, na esteira da melhor tradição sindical. A UGT não sabemos.
E não, não se trata do caldo tão desenxabido quanto liberal da “interseccionalidade”. Trata-se de luta de classes e dos seus vários desdobramentos, como nos ensinou histórico-filosoficamente Domenico Losurdo, incluindo a luta contra o sistema imperialista, de que o chamado Estado de Israel é um posto avançado na região e fora dela.
Isto esta mesmo tudo ligado. Até sábado, 17 de outubro, em Lisboa.


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