segunda-feira, 16 de abril de 2018

Uma cortina de mísseis


"Há o risco de uma escalada contida. Nós não sabemos se houve ataque de armas químicas. Acho que é preciso ser-se muito prudente sobre isso. Já nos venderam a mentira há quinze anos, na cimeira das Lajes, e destruiu-se um país em nome de uma mentira. Foi uma mentira e custou centenas de milhares de mortos. É preciso investigar. Pode ter acontecido? Pode. Assad é capaz disso, as forças que se lhe opõem são absolutamente capazes disso. Pode ter acontecido mas é preciso ter a certeza. Agora, pode haver uma escalada porquê? Porque Theresa May tem o Brexit e precisa de distrair do Brexit. Trump tem o caso da interferência dos russos nas eleições e Macron tem as ruas em revolta, com mobilizações como nunca se viram em França de há muitos anos a esta parte e portanto está a cair nas sondagens. São líderes fracos que precisam ter uma guerra internacional, como tantas vezes aconteceu nos últimos vinte, trinta anos. Se há uma crise interna bombardeia-se algum país, isto é uma regra da política internacional. E portanto é preferível evitar essas precipitações. António Guterres tem razão no que disse hoje, e eu não acrescentaria nada ao que ele disse: Não façam da população síria uma vítima de violência geoestratégica e de política interna de cada um destes países."

Do comentário de Francisco Louçã no Tabu da SIC Notícias, na passada sexta-feira. Poucas horas mais tarde, Trump, May e Macron davam início ao bombardeamento da Síria.

15 comentários:

Anónimo disse...

A cortina também serve para esconder isto:

"Militares britânicos terão sido capturados pelas forças militares que libertaram a região de Ghouta Oriental. Os militares, muito provavelmente do Special Air Service (SAS), terão sido infiltrados no âmbito de planos norte-americanos e israelitas para uma ofensiva contra Damasco conduzida essencialmente por grupos de mercenários actuando sob a cobertura do radicalismo islâmico.

O plano foi descoberto pelo Exército Árabe Sírio (EAS), que contra-atacou com uma dinâmica inesperada para os agressores, apressando a libertação de Ghouta Oriental e surpreendendo os invasores, apesar de os dispositivos militares norte-americanos, ilegalmente em território sírio, terem conseguido evacuar muitos deles, como continuam a fazer com numerosos membros do Daesh.

Militares britânicos do SAS – grupo de operações especiais especializado em acções de «destrói e foge» paralelo ao US Navy SEALS – já tinham sido anteriormente detectados em outras regiões sírias controladas por grupos terroristas enquadrados pelo Daesh ou pela Al-Qaeda. Também após a libertação de Alepo mais de uma dezena de oficiais da NATO de várias nacionalidades foram capturados quando estavam escondidos em instalações de onde dirigiam as acções dos terroristas".

Anónimo disse...

Macron não apresenta provas , mas diz que as tem , tal como o outro na guerra do Iraque.

Em 5 de Fevereiro de 2003, o secretário de Estado Colin Powell fez um discurso perante o Conselho de Segurança da ONU, em que empreendeu demonstrar a existência de armas de destruição massiva nas mãos do líder iraquiano Saddam Hussein. A certeza de Powell era tanta que ele agitou mesmo perante o Conselho um frasquinho com o que dizia ser uma amostra de armas iraquianas proibidas. Mais tarde, quando os EUA reconheceram a inexistência de tais armas, Powell reconheceu também que o discurso ficara como uma “nódoa duradoura” no seu curriculum.

No discurso perante o Conselho de Segurança, Powell afirmou nomeadamente que “não pode haver dúvida” de que Saddam Hussein tinha tais armas “e a capacidade de produzir mais, muitas mais”. E acrescentou que o ditador iraquiano estava a trabalhar para criar o seu próprio arsenal nuclear.
O discurso de Powell foi considerado uma hábil peça de propaganda da Administração Bush, mas em breve a imprensa britânica descobriu que ele consistia em larga medida no plágio de uma dissertação apresentada pelo estudante norte-americano Ibrahim al-Marashi.
Aparentemente, segundo um relatório posterior sobre os vários fiascos dos serviços de informações que antecederam a invasão do Iraque, Powell já antes tinha alguma noção da fragilidade do discurso que ia fazer. E, quando manifestou algumas dúvidas no seio da Administração, o vice-presidente Dick Cheney ter-lhe-á dito: “Você tem um elevado índice de aprovação nas sondagens, pode permitir-se perder alguns pontos”.

Dois anos e meio depois, em Setembro de 2005, Powell foi entrevistado sobre o tema, quando já era oficial que não existiam, afinal, armas de destruição massiva iraquianas – ou que só tinham existido durante a guerra contra o Irão e só a luz verde transmitida por Donald Rumsfeld a Saddam o decidira a utilizá-las.

Na entrevista, concedida à ABC News, Powell admitiu que o discurso perante o Conselho de Segurança ficara como uma “nódoa duradoura” na sua biografia. E acrescentou que fora “doloroso” e “terrível” fazer aquele discurso, e que ficara horrorizado ao saber que as numerosas falsidades em se baseara no discurso lhe haviam sido fornecidas pelos serviços secretos com plena consciência de que não se tratava de erros, mas de mentiras.

No entanto, ao contrário de um seu notório percursor – o secretário de Estado Robert McNamara, corresponsável pelos bombardeamentos do Vietname com substâncias proibidas como o “agente laranja” -, a vergonha de Powell sobre o discurso não ia ao ponto de o fazer envergonhar-se também da guerra. Na entrevista de 2005, ele continuava a dizer: “Estou contente Saddam Hussein ter desaparecido”, vendo nisso o principal resultado da invasão do Iraque.

(foicebook)

Anónimo disse...

Hoje mesmo, no parlamento britânico, Theresa May disse que não se tratou apenas de punir o "regime" sírio pelo mais recente "ataque químico" - o tal ataque que provavelmente só existiu na
vídeo-propaganda primária dos "capacetes brancos". Outra finalidade teria sido prevenir novos ataques químicos, através da destruição de um conjunto de alvos escolhidos: "a scientific research centre developing chemical weapons, a chemical weapons bunker and command post and a missile base, assessed to be a location of sarin gas".

Sucede que um documento recente da OPCW (https://www.opcw.org/fileadmin/OPCW/EC/88/en/ec88dg01_e_.pdf) não confirma as alegações de May, nomeadamente quanto ao "scientific research centre" em causa, alvo principal da geringonça bélica Trump-May-Macron: "In accordance with paragraph 11 of Council decision EC-83/DEC.5, the second round of inspections at the Barzah and Jamrayah facilities of the SSRC was concluded on 22 November 2017. The results of the inspections were reported as an addendum (EC-87/DG.15/Add.1, dated 28 February 2018) to the report entitled “Status of Implementation of Executive Council Decision EC-83/DEC.5 (dated 11 November 2016)” (EC-87/DG.15, dated 23 February 2018). The analysis of samples taken during the inspections did not indicate the presence of scheduled chemicals in the samples, and the inspection team did not observe any activities inconsistent with obligations under the Convention during the second round of inspections at the Barzah and Jamrayah facilities."

A. Correia

Anónimo disse...

1"Uma boa parte do arsenal químico da Síria foi destruído ".
Foi assim que boa parte da comunicação social portuguesa noticiou os bombardeamentos na Síria transcrevendo , sem qualquer distanciamento crítico , a informação que as agências de noticias americanas transmitiram.
O arsenal químico da Síria foi destruído com a supervisão internacional no tempo de Obama e ainda recentemente foi reiterado pelas agências internacionais . Como se pode destruir o que não existia .Mas quando a propaganda de guerra domina até o bom senso recua .
2 A luta contra os actos terroristas como os que se têm verificado em vários países europeus passa pelo combate á guerra e por uma ordem social e económica mais justa
3 O que se tem passado na Síria , no Iraque , na Líbia , na Palestina
e no silenciado Yémen não vai deixar de ter repercussões negativas para os países agressores e seus cúmplices O bombardeamento da Síria , pelos EUA , França e Inglaterra foi um acto de Terrorismo de Estado

Abraham Chevrollet disse...

Ò Milhazes,ò Rogeiro,mas que hora para ficarem calados! Venham cá e expliquem tudo! Tragam o Marques Mendes!

Anónimo disse...

Robert Fisk, jornalista e escritor inglês que vive em Beirute há décadas (domina perfeitamente a língua árabe), é correspondente do jornal "The Independent" no Médio Oriente. Aqui vai uma reportagem de Fisk, realizada no local do suposto "ataque químico" e agora publicada:

https://www.independent.co.uk/voices/syria-chemical-attack-gas-douma-robert-fisk-ghouta-damascus-a8307726.html

A. Correia

Anónimo disse...

"Segundo as autoridades de Washington, ou as reportagens presstitutas das suas declarações, duas ou três alegadas instalações sírias de armas químicas foram destruídas pelo ataque com mísseis de Washington. Pense nisso por um minuto. Se Washington bombardeasse ou enviasse mísseis para instalações de armas químicas, uma vasta nuvem de gás letal teria sido libertada. As baixas civis seriam muitas vezes mais elevadas do que as afirmadas 70 vítimas do alegado e não comprovados ataque químico de Assad utilizado como pretexto para o crime de guerra do regime Trump contra a Síria. Não há qualquer evidência que seja destas baixas.

Se houvesse vítimas, o ataque de Washington seria obviamente um crime muito maior do que o ataque químico que ela utilizou como encobrimento para o seu próprio crime. No entanto, os presstitutos americanos estão a cacarejar a lição de que os EUA deram uma lição à Síria e à Rússia. Aparentemente, os media americanos são constituídos por assalariados tão imorais ou imbecis que os presstitutos são incapazes de compreender que um ataque de Washington a instalações sírias de armas químicas, se realmente houvesse existido, é o equivalente a um ataque à Síria com armas químicas.

Como escrevi quando era editor do Wall Street Journal, se Washington anunciasse que havia bombardeado instalações de armas químicas de outro país como punição pela alegada utilização de armas químicas por parte desse país, os repórteres do WSJ eram suficientemente inteligentes para perguntar: onde estão as vítimas do ataque químico de Washington àquele país? Terá havido milhares de mortos com os gases químicos libertados pelo ataque de Washington? Estarão os hospitais do país super-cheios com os afectados e moribundos?

Se um repórter nos trouxesse uma peça que não fosse nada mais senão um comunicado de imprensa de Washington a afirmar acontecimentos obviamente impossíveis, nós lhe teríamos ditopara voltar lá outra vez e perguntar as questões óbvias. Hoje o NY Times e o Washington Post colocam reportagens não comprovadas na primeira página.

Os repórteres de hoje já não verificam mais as fontes, porque já não há mais jornalismo na América. Quando o regime Clinton em acordo com o Estado Profundo que tornou os Clintons super-ricos permitiu que 90% dos media diversos e independentes dos EUA se concentrassem nas mãos de seis companhias políticas, isso foi o fim do jornalismo na América. Tudo o que temos agora é um ministério da propaganda que mente para viver. Qualquer um no jornalismo americano que conte a verdade ou é imediatamente despedido ou, como no caso de Tucker Carlson da Fox News, é atacado por presstitutos de fora num esforço para obrigar a Fox a substituí-lo. Pergunto-me quanto tempo haverá até que alguma mulher irrompa a afirmar que Tucker Carlson a assediou sexualmente.

Tanto quanto posso dizer, os Estados Unidos são agora um estado policial no qual toda informação é controlada e a população é treinada para acreditar na propaganda ou ser acusada de falta de patriotismo e conluio com terroristas e russos".

(Paul Craig Roberts
Economista americano, jornalista, blogueiro e ex-funcionário público. He was the United States Assistant Secretary of the Treasury for Economic Policy under President Reagan in 1981)

Jose disse...

«é preciso ter a certeza».

E os vetos da Rússia não merecem referência?
Fico tão admirado...

Anónimo disse...

Vetos?

Admirado porquê?

Se a canalha mente e bombardeia sem autorização e antes da inspeção?

Este não era o tipo que criticava o governo da república espanhola por apelar à resistência contra o golpe fascista em Espanha em 1936?

Porque deixar repetir Iraque e libia?

Este tipo lembrar-se-á dos seus apelos à guerra na Líbia e dos seus berros intervencionistas?

Até que enfim que há países que cortam o passo a estes criminosos

Anónimo disse...

O texto abaixo são declarações de Willy Wimmer que ocupou o cargo de Vice-Presidente na Assembleia da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE). Portanto de alguem que sabe do que fala.

“O Reino Unido está a explorar a solidariedade europeia e a comportar-se como um "estado mafioso" ao promover acusações de belicismo e excluindo a Rússia da investigação de envenenamento de Skripal", disse à RT o ex-vice-presidente da Assembleia da OSCE.
O comportamento da Grã-Bretanha no escândalo de envenenamento de Skripal é "um grande perigo para a paz internacional".
"Acho que chamaríamos a esse Estado de mafioso porque num caso de crime o governo britânico se comportou contra todas as regras e regulamentos europeus e internacionais em relação a outro país", disse Wimmer à RT.
O Reino Unido tem uma longa história de pressionar a retórica belicista, disse Wimmer, lembrando a decisão da Grã-Bretanha de ir para a guerra no Iraque. "Nós, como europeus, temos uma experiência com os ingleses. Nós só temos que olhar para trás para Tony Blair. Eles mentem de uma guerra para a seguinte. "O aguardado relatório de Chilcot, publicado em 2016, ofereceu uma crítica condenatória a Blair, afirmando que ele exagerou deliberadamente a ameaça representada pelo regime iraquiano e por ter confiado em “ defeituosos” serviços de inteligência.
"E é por isso que acho que, tanto quanto os britânicos não se comportem de maneira apropriada, legal e internacionalmente, acho que devemos acreditar que essa é mais outra mentira britânica, pelo menos para ir à guerra contra a Rússia", acrescentou Wimmer..
"Os agentes neurotóxicos, incluindo Sarin e VX, são fabricados pelo governo britânico em Porton Down, a apenas 13 km de onde Sergei Skripal foi atacado. A história oficial do governo britânico é que esses agentes nervosos só são fabricados "para ajudar a desenvolver contramedidas médicas eficazes e para testar sistemas".
Praticamente todos os media ingleses aceitaram que a produção de polónio pela Rússia era uma prova concludente de que Vladimir Putin era pessoalmente responsável pelo assassinato de Alexander Litvinenko. No caso de Skripal, há artigos como esse hilariante que é publicado pelo Guardian em que especulam sobre a origem do agente neurotóxico - embora não mencionem o fato de que o incidente com Skripal ocorreu apenas a 13 Km do sitio onde está o maior estoque de agente neurotóxico na Europa Ocidental.

Como diria o saudoso Pessa: E esta hem?????

Anónimo disse...

!!AVISO!! OPOSITORES de PUTIN Não se EXILEM na INGLATERRA, Correm o Risco de Serem ASSASSINADOS!
POR QUEM????

Imigrante 2013. LULA LIVRE!!!!!!

Anónimo disse...

Sequência de factos:

1. O governo britânico promoveu a realização, nas três primeiras semanas de Fevereiro, do exercício "Toxic Dagger" (https://www.gov.uk/government/news/exercise-toxic-dagger-the-sharp-end-of-chemical-warfare). Esse exercício, com uma dimensão sem precedentes, envolveu o "Defence Science and Technology Laboratory" (DSTL) [situado a menos de 15 km do local, em Salisbury, em que os dois Skripal viriam a ser depois alvo de um "ataque químico", no dia 4 de Março], bem como forças militares e policiais, além de unidades do sistema de saúde como o hospital de Salisbury [onde os dois Skripal viriam a ser depois convenientemente "tratados"].

- Mohammed Bin Salman (MBS), o prícipe-herdeiro saudita, fez visitas de estado ao Reino Unido (dia 7 de Março), aos Estados Unidos (dia 19 de Março) e à França (dia 8 de Abril).

- No dia 8 de Abril, dois grupos jihadistas (Jaysh al Islam e Tahrir al-Sham) - promovidos e financiados por círculos do poder saudita - e um "rescue group" seu aliado próximo (White Helmets) - promovido e financiado por círculos do poder britânico - denunciaram um "ataque químico" no dia anterior, em Douma.

- No dia 14 de Abril, comentando euforicamente o bombardeamento ao "regime de Assad", Theresa May alegou que esse bombardeamento teve como objectivo "to deter chemical weapons attacks in Syria and the UK" (sim, ela disse mesmo "in Syria and the UK").

- Hoje, dia 18 de Abril, podemos ler no "Guardian" que Trump et al pretendem combinar, no futuro próximo, novos bombardeamentos ao "regime de Assad" com a acção no terreno de tropas assumidamente promovidas e financiadas pelos círculos do poder saudita (https://www.theguardian.com/us-news/2018/apr/18/us-syria-arab-force-replace-american-troops-saudi-arabia-egypt-uae). A proposta terá sido apresentada por John Bolton, que começou a exercer formalmente o cargo de "National Security Advisor" no início da semana passada.


A propósito de John Bolton, vale a pena recordar o seu papel na demissão, em 2002 - entre os atentados de 11 de Setembro de 2001 e a invasão do Iraque em 2003 -, do primeiro director-geral da "Organisation for the Prohibition of Chemical Weapons" (OPCW):

https://en.wikipedia.org/wiki/José_Bustani

https://theintercept.com/2018/03/28/trump-jose-bustani-john-bolton-iraque/


A. Correia

Anónimo disse...

Não por acaso, António Guterres aceitou visitar agora a Arábia Saudita...


A. Correia

Anónimo disse...

Repito, António Guterres aceitou visitar agora a Arábia Saudita (não por acaso, certamente):

http://english.alarabiya.net/en/News/gulf/2018/04/17/IN-PICTURES-Saudi-King-meets-with-UN-Secretary-General-in-Riyadh.html

http://www.arabnews.com/node/1286411/saudi-arabia


A. Correia

Anónimo disse...

Sessão tumultuosa no Parlamento britânico
"A primeira-ministra britânica, Theresa May, declarou-se convicta, perante o Parlamento, de que a responsabilidade pelo suposto ataque químico em Ghouta pertenceu ao governo de Damasco. Em sua defesa invocou a existência de um avultado número de informações, inclusivamente fornecidas pelos serviços secretos.

As declarações de May foram proferidas durante uma tumultuosa sessão na Câmara dos Comuns na qual todas as organizações da oposição se pronunciaram contra o facto de o ataque de sábado contra a Síria ter sido decidido sem consulta parlamentar.

«Fizemos o ataque agindo de acordo com os interesses do Reino Unido e não para seguir o presidente Trump», disse a chefe do governo de coligação entre os conservadores e os colonialistas ultradireitistas da Irlanda do Norte, tentando distanciar-se da colagem ao presidente norte-americano de que toda a oposição a acusa.

May deixou claro que a sua convicção é mais importante do que os resultados que venham a ser divulgados pela Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), retomando a tese de que o local do suposto ataque químico está a ser «limpo de provas pelos russos». A primeira-ministra alega que o governo ouviu o procurador-geral antes de decidir associar-se ao ataque e que encontrou nesse parecer «razões não apenas morais mas também legais» para cometer a agressão, «para aliviar o sofrimento humano do povo sírio».

O principal dirigente da oposição, o presidente trabalhista Jeremy Corbyn, desafiou a chefe do governo a apresentar a base legal que invoca para a realização da operação; e pediu que divulgue na íntegra um parecer que disse existir do secretário-geral da ONU, António Guterres, apoiando o bombardeamento contra a Síria".

(Abrilabril)