sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Há mais vida para além do euro


Aqui vai mais um vídeo da TF media, um canal de rádio e TV independente dos grupos económicos, através do YouTube e ainda em fase de ensaios.
Evidentemente, defendo que a saída do euro é indispensável, embora não seja suficiente, para que o país se desenvolva. Ficar no euro é a morte lenta e a redução do país à condição de protectorado da Alemanha. Como se tem visto recentemente com a exiguidade do orçamento para áreas cruciais do Estado social e com o desastre que significa a subcontratação de serviços públicos ao sector privado onde ninguém controla a qualidade do que é fornecido. Um debate que é tabu nos media de grande audiência.

13 comentários:

Anónimo disse...

Parabéns pela persistência e pela frontalidade.

Anónimo disse...

Nós neste momento não temos moeda própria indexada ao euro, temos o euro, a pergunta é quanto tempo iria levar a pôr em circulação uma moeda própria? E o que esperar desse período?

Paulo Marques disse...

A longo prazo, vida dentro do euro é que não há.

Aónio Eliphis disse...

Ou seja, na Europa e sem o Euro: a caminho da Albânia!

Carlos Galvão disse...

Explique lá isso ó Eliphis, assim bem explicadinho, com argumentos sérios, porque de palpites estamos nós fartos.

Edgar disse...

Agua mole em pedra dura ...

Aónio Eliphis disse...

Oh Carlos, não é óbvio? O Euro obriga-nos a ter as contas públicas certinhas, porque os "tiranos de Bruxelas" assim o exigem. Sem o Euro, em nome da demagogia barata "social" e consequente despesa pública, é ver as verdadeiras políticas de empobrecimento a atacar os pensionistas e todo o proletariado, com a desvalorização cambial. Já para não falar de coisas essenciais ao SNS que são quase todas importadas, como maquinaria médica ou medicamentos, cujos fornecedores aceitam apenas... euros. Recordo-lhe Carlos que em 1984, nos áureos tempos do Escudo, a inflação foi de 28%. Isso sim foram cortes salariais reais a sério. Na Venezuela o governo também aumenta pensionistas e funcionários públicos em 50% todos os anos! Aqui sim é um paraíso!

Anónimo disse...

Óh Eliphis, o € não nos obriga a ter contas certas. A ideologia radical da direita Neoliberal e Ordoliberal é que nos obrigam a ir além do que é recomendável para um país como Portugal, que precisa de mais investimento público para resolver problemas estruturais que diminuem o potencial de crescimento.

Países €peus sem €, e com contas equilibradas: Dinamarca, Suécia, Islândia, Noruega, Polónia, Checa.
Para Portugal chegar ao nível destas economias, precisa de ter a política económica e monetária que estas economias tiveram quando estavam a crescer: mais défice, mais investimento público, mais Estado. Sem isso, seremos o "Bangladesh" do €.

O € serve para proteger os emprestadores de dinheiro, ao garantir que a prioridade é a inflação baixa, em vez de garantir o pleno emprego, como acontecia antes.

O € protege a banca do núcleo Europeu, ao facilitar as transferências da periferia para o núcleo do €, e impôr ajudas públicas, seguidas de privatização barata que favorece grandes bancos Europeus. A Itália está a sofrer com isto, e voltou a ter CDS a 5 anos (Credit Default Swaps) pior que Portugal, devido a um banco regional que falhou capitalização.

O € é o projeto ideológico de quem defende a concentração e abomina a distribuição. Com o €, diminuiu a soberania dos estados e impõe "reformas estruturais", que são diminuição de direitos dos trabalhadores. Foram tão radicais, que agora nem 2% de inflação se alcança, tal é a taxa real de deseprego e subutilização no €, e de tal forma baixou o poder de compra, que em 2015 foi iguala 1998!

O € é a arma financeira que a Alemanha usa para subjugar outros estados, conquistando o que não conseguiu pela guerra. A Alemanha está a usar uma moeda fraca (para a sua economia) para ganhar competitividade nas exportações (que com o Marco não teria) e assim poupar à custa dos outros, como a periferia onde está Portugal, pois esta perde competitividade com a moeda demasiado forte (para as respetivas economias) que que degrada o saldo externo.

O € impede-nos de nos protegermos de ataques externos. A UE pratica Protecionismo em relação ao exterior, mas o € (e várias regras da UE) impedem os Estados pequenos de se protegerem dos Estados predadores dentro da "união". Isto não tem nada a ver com "abrir a economia", ou captar investimento. Tem só ver com as empresas do núcleo a comer quota de mercado que devia ser das empresa nacionais da periferia. Em vez de uma PT portuguesa e sustentável, temos uma Altice francesa e predadora... Em vez de termos uma banca forte e nacional, andamos a dar dinheiro ao Santander espanhol... Em vez de produzirmos os nossos automóveis, importamos, e os palermas batem palmas à Auto€pa, como se fosse compensação suficiente...

O único objetivo bom do €, que era subtituir o dólar como principal
moeda mundial, falhou a toda a linha. O BCE teve de intervir como nunca um banco central interveio, e mesmo assim foi por pouco que não houve implosão da moeda única. Chagaram mesmo a falar do "helicóptero do dinheiro", ou seja, imprimir mais moeda para dar às pessoas para ver se a economia recuperava. Daqui para a frente, veremos os resultados dos estímulos, que foram tão além do razoável que já toda a gente especula sobre a data do rebentamento da bolha especulativa originada pelo excesso de liquidez, que em vez de resultar em mais investimento, resultou em acumulação e ainda maior financeirização.

E finalmente, o € é um atentado à democracia, pois os seus tratados e leis não são aprovados democraticamente pelos diferentes povos, mas sim aprovados às escondidas e sem discussão pública pelos partidos do sistema. Eu nunca aceitei a perda de soberania nem sequer votei para aderir ao €. Os partidos do sistema fizeram-no sem qualquer processo democrático. Espero que um dia um partido anti-€ chegue ao poder e faça o mesmo: saia do € sem fazer referendo - será sinónimo de justiça, e devolverá o futuro ao país!

José M. Sousa disse...

A ignorância atrevida em todo o seu esplendor:

http://www.pordata.pt/Portugal/Exporta%C3%A7%C3%B5es+de+bens+e+servi%C3%A7os+total+e+por+produto+(base+2011)-2291

Exportações portuguesas de "Produtos farmacêuticos de base e preparações farmacêuticas" em 2015: 937 milhões de euros

Anónimo disse...

Porque motivo a idiotia se agiganta nalguns propagandistas da coisa que de tão propagandistas acabam sempre por desembocarem na Venezuela? Ou na Albânia?

Que desespero idiota este para,impotentes para algo mais do que estas idiotices mascaradas de argumentos, pensarem que todos somos idiotas?

Que tolice tonta esta para termos que ouvir o coitado do Aonio, aliás, joão pimentel ferreira, exalar o seu costumado ódio a pensionistas e func públicos, agora travestido de apologista uberalles do euro?

Que submissão rastejante esta dum neoliberal desonesto a falar em demagogia barata social e a chorar lágrimas de crocodilo pelo SNS, ele, logo ele , que confessou já que isto da saúde é coisa para fazer prosperar os negócios privados, cumprindo o velho estribilho neoliberal que quem quer saúde que a pague?

Anónimo disse...

Mas há mais questões

As "contas públicas certinhas" fazem lembrar um tipo que também dizia o mesmo. Só que também tinha o país mais atrasado deste lado da europa, mandava executar adversários e ordenava que se fosse matar e morrer em África. Enquanto fazia avançar as botas cardadas da Pide e cobria de miséria o nosso país.

A submissão às ordens dos tiranos de Bruxelas fazem lembrar aqueles tipos que, orgulhosos da sua posição de cócoras e habituados às bengaladas dos patrões , servem aqueles e estes com a bestialidade de capatazes. Vão mais longe do que a troika e mostram-se com verdadeiros guardiões das virtudes dos patrões

os fornecedores que só aceitam apenas ...euros fazem lembrar aquelas histórias da carochinha contadas pelos fornecedores neoliberais como forma de chantagem e de medo. A ignorância sobre os países da europa que nunca aderiram ao euro faz lembrar a suprema ignorância do próprio Aonio quando calculou 750 000 emigrados para o Reino Unido entre 2000 e 2016.

Cabotinices várias. Desonestidades múltiplas. Idiotices rascas.

Anónimo disse...

Eliphis é um pândego. Ou será que João Pimentel Ferreira é que o é? Não será o Tiago qualquer coisa? Ou o qualquer coisa Pedro?

Porque esta necessidade de se disfarçar de múltiplas vozes? Para parecer que são muitos, manipulando a informação e o debate?
Para mostrar o estofo ético da coisa?

Aqui aparece primeiro o João pimentel ferreira

https://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2017/11/eles-comem-tudo.html

Apanhado com as calças na mão, pimentel desiste de forma caracteristicamente cobarde. E auto-convoca-se a ele próprio, sob a forma de Aonio, seu alter-ego mais caceteiro (e ainda mais primário)

Quantos dos europeístas convictos recitando de forma imbecil os "não é óbvio" são feitos desta massa sem forma e invertebrada?

Anónimo disse...

Excelente o comentário de 17 de Novembro de 2017 às 21:13