segunda-feira, 20 de novembro de 2017

As notícias falsas connosco


Aparentemente, a Comissão Europeia (CE) anda preocupada com a disseminação de notícias falsas. É caso para dizer que a CE anda preocupada consigo própria, já que tem sido uma potente disseminadora de mentiras. Afinal de contas, como já aqui assinalei, o actual Presidente da Comissão Europeia e antigo líder político de um pequeno país, o Luxemburgo, transformado num grande paraíso fiscal, disse um dia que a mentira é necessária quando as coisas ficam difíceis. A nova notícia falsa é que andam preocupados com um proclamado pilar social da UE.

Esta é a mesma instituição que tem passado os últimos anos, décadas mesmo, a promover a austeridade, o ataque aos direitos laborais ou o esfarelamento da segurança social pública. Foi de resto para isso que foi criado esse grande ataque aos modelos sociais nacionais chamado Euro, proibindo uma política económica orientada para o pleno emprego e impondo os ajustamentos sobre o salário directo e indirecto. Esta é, não se esqueçam, a maior e mais eficaz máquina supranacional de liberalização económica jamais criada. Só mesmo a crescentemente irrelevante social-democracia europeia e a sua decadente burocracia sindical de Bruxelas para apostar em mais esta notícia falsa.

No fundo, estão bem para Macron, a reveladora esperança do europeísmo realmente existente, apostado no reforço da integração, ao mesmo tempo que, em coerência, faz reformas fiscais claramente para beneficiar os 1% mais ricos (que captarão 44% do regressivo abaixamento previsto de impostos, segundo o Financial Times) e ataca os direitos laborais dos de baixo.

Felizmente, creio que a verdade sobre a lógica da integração é cada vez mais clara. Talvez por isto seja de esperar cada vez mais mentiras vindas de Bruxelas e dos seus aparelhos ideológicos em todos os países da UE.

22 comentários:

Anónimo disse...

Muito bom

Geringonço disse...

Claro vai haver ainda mais mentiras, quando um regime entra em decadência mentiras e repressão é a norma, e nós temos tido ambas há anos.

A "União Europeia" está podre, esta podridão está a promover a decadência um pouco por todo o continente europeu, as ditas "elites" ignoram a miséria crescente, eles vivem numa bolha, eles lidam com aqueles que destruíram a economia, eles até são os que destruíram a economia, estão muito bem na vida!

Como que se pode esperar que as coisas melhorem se aqueles que não tem desejo que as coisas melhorem são aqueles que estão no poder?

Anónimo disse...

Aqui vai o dito "pilar social" - a grande aposta da família política europeia a que o nosso PS pertence -, convenientemente reduzido a uns belos nacos de prosa, sem especificação de deveres (envolvendo metas quantificadas) para os estados e para a "União Europeia" em que estão inseridos:

https://www.politico.eu/wp-content/uploads/2017/11/Social_Rights_Booklet-1.pdf?utm_source=POLITICO.EU&utm_campaign=49f569fc34

[Ex: "Adequate minimum wages shall be ensured, in a way that provide for the satisfaction of the needs of the worker and his / her family in the light of national economic and social conditions, whilst safeguarding access to employment and incentives to seek work"]

Entretanto, há que respeitar (o respeitinho é muito bonito) as metas quantificadas referentes ao défice e à dívida...


A. Correia

Jose disse...

« o ataque aos direitos laborais ou o esfarelamento da segurança social pública»

Talvez começar por tratar estas mentiras:
1 - À parte - até ao limite da desgraça colectiva - do colinho da função pública, os direitos laborais - em particular na parte emprego/remuneração - são e sempre foram, e sempre serão, um direito relativo, face às condições de sucesso da actividade económica. Transformá-los em direitos absolutos independentes de mercados, obsolescências e progressos tecnológicos é uma mentira capital.
Virá de imediato a questão das condições de despedimento; não são mais, em boa parte, que condições remuneratórias encapotadas até ao limite da remuneração sem prestação de trabalho. Tudo o mais são questões de 'justa causa' e crise dita 'colectiva', num emaranhado de juízos morais em que cada um terá os seus e as leis mais não fazem que acrescer riscos às empresas.
2 - O esfarelamento da segurança social pública, haveria que dizer-se onde e quando a segurança social pública foi diminuída em termos outros que não os que podem ser associados a variações emprego/remuneração estritamente ligados a crises financeiras ou económicas.
Haverão de serem proibidas as crises económicas urbi et orbi?
Ah! sempre há aquela questão do paraíso socialista, mas é coisa nunca vista.

Anónimo disse...

Haverá de ser proibidas as crises económicas urbi et orbi?

Ora aí está uma boa questão. As crises económicas têm causas. E é o próprio monstro que gera as crises.

Pelo que há que liquidar o monstro. E o monstro chama-se Capitalismo

Anónimo disse...

Percebe-se a histeria que por aí vai entre os meios mais reaccionários e entre o patronato mais grosseiro. Acompanhados por uma comunicação social agressiva a cumprir as ordens do dono.

O OE 2018 é algo que os desespera. E no entanto continuam as alcavalas para o capital

"Banca vai abater 5 mil milhões ao IRC nos próximos 19 anos
Entre as mais de uma centena de propostas de alteração ao orçamento do Estado apresentadas pelo PS aparece uma para resolver um problema politicamente delicado que se arrastava há meses, relativamente ao tratamento fiscal das imparidades da banca " Negócios hoje

Anónimo disse...

"Talvez começar por tratar estas mentiras". E assim começa um comentário de.

Acusar como mentiras aquilo que vai contra as suas próprias convicções é um nível de argumentação da treta. Ideologicamente motivado e comprometido com o outro lado da barricada.

E qual é esse lado?

O lado que, em 2012, berrava contente e pimpão pelo fim dos "direitos adquiridos". Assumindo claramente o apoio a tudo o que de miserável e de caceteiro trazia o ano de 2012 em matéria governativa

Agora esse mesmo lado assume, deste jeito mais manso mas assumidamente mais hipócrita, que os direitos laborais são um "direito relativo".

Mas e os direitos do Capital?

Anónimo disse...

Do outro lado temos estas afirmações espantosas do mesmo tipo que afirma que transformar os direitos laborais em "direitos absolutos" ( ora ninguém ainda os considerou como tal) é uma mentira capital.

O mesmo tipo que fala assim desta forma é o mesmo tipo que nem há meia dúzia de dias escrevia isto:

"Aos bancos não se deu nada."

Isto não é uma mentira. Isto é mais do que uma mentira. Isto é um monumento de trampa que só mesmo um patrocinador do ataque aos direitos laborais ousa dizer com este desplante.

Temos assim que do lado do trabalho os seus direitos são relativos

Do lado do Capital os seus direito repousam nas mais fantasiosas frases que o isentam daquilo que é.

Anónimo disse...

Mas as mentiras de classe ao serviço de uma classe continuam

Quem senão um patrão poderia dizer isto sem corar?

"as condições de despedimento não são mais, em boa parte, que condições remuneratórias encapotadas até ao limite da remuneração sem prestação de trabalho".

Isto é a conversa da treta dum patronato ávido duma mão de obra barata e servil.Aqui exposta pelo próprio patrão a defender a sua tese ainda há poucos dias:

"A competitividade através de baixos salários vem sempre à baila, a propósito ou a despropósito.
Quem não tem mais nada que o torne competitivo, como vai competir que não seja pelos salários?"

Tudo dito?
Não

Anónimo disse...

Atente-se nesta frase:
"as leis mais não fazem que acrescer riscos às empresas".

Um choradinho miserável em torno das empresas. Que, coitadinhas, estão sujeitas aos riscos da legislação.

Os direitos laborais têm que estar condicionados às empresas. As leis também.
As empresas são tudo,são o alfa e o ómega da vida na terra e no universo. Sobretudo as grandes empresas que merecem o paraíso celestial e os bens terrestres. Porque não somos todos iguais.

É esta a missa rezada e ideológica do jose a partir da qual afere as suas "mentiras e as verdades"

Anónimo disse...

Entre 2010 e 2015, a parte dos “SALÁRIOS” no “PIB” diminuiu de 37,4 para 33,6%, enquanto a do “EBE” (o que fica nas empresas), aumentou de 28,3% para 32,5% segundo o INE

As empresas uberalles. E quais vampiros querem sempre mais

Anónimo disse...

Não é sequer a defesa das empresas como um todo que move esta gente. É a defesa dos grandes, dos tubarões, dos que vão coleccionando e comendo as mais pequenas

A direita e os seus comentadores têm dito que este Orçamento do Estado é decepcionante para as empresas, que este Orçamento do Estado nada tem para elas. Chega mesmo a dizer que ele desconfia das empresas e da iniciativa privada.

Estas afirmações resultam do entendimento que PSD, CDS e as grandes confederações patronais, têm de que é através da redução do IRC, da obtenção de mais benefícios fiscais ou até mesmo da manutenção de regimes excepcionais de regularização tributária, os célebres RERT (Regime Excepcional de Regularização Tributária) – que a troco de um pagamento simbólico permitiram que milhares de milhões de euros que saíram ilegalmente do país vissem a sua situação regularizada –, que as empresas vêem os seus interesses defendidos.

Esta é uma visão de alcance muito limitado, que apenas serve os interesses dos grandes grupos económicos, os grandes beneficiários da esmagadora maioria dos montantes benefícios fiscais que têm sido atribuídos em sede de IRC, os grandes beneficiários da redução da taxa de IRC que a direita promoveu nos últimos anos e os grandes beneficiários das saídas de capitais para paraísos fiscais.

Ora, para a esmagadora maioria do tecido empresarial nacional, a importância do Orçamento do Estado afere-se pelo seu contributo para a evolução das perspectivas de vendas e carteira de encomendas, como repetidamente o têm afirmado nos inquéritos semestrais ao investimento empresarial privado e nos inquéritos qualitativos mensais de conjuntura às empresas da indústria transformadora, ao comércio, à construção e obras públicas e aos serviços.

E o que as respostas a estes sucessivos inquéritos nos mostram é que, entre 2011 e 2015, à medida que os ataques aos direitos e rendimentos das famílias aumentavam, as perspectivas de venda das empresas iam-se deteriorando e o indicador de confiança dos consumidores, medido pelo inquérito qualitativo mensal de conjuntura aos consumidores, atingia o nível mais baixo de sempre.

Foi por isso que, se de 2010 a 2015, entre 50 a 60% das empresas consideravam as fracas perspectivas de venda como o principal factor limitativo do seu investimento, a partir de 2016 e já em 2017, com a reposição de rendimentos das famílias e com a consequente melhoria do consumo privado e da procura interna, continuando as perspectivas de venda a ser o principal factor limitativo do investimento, são-no agora apenas para 27,6% das empresas privadas.

Por estas razões, a continuação e aprofundamento da reposição dos rendimentos das famílias portuguesas por este Orçamento do Estado constitui a melhor notícia que a maioria das empresas portuguesas poderia ter. Este é sem dúvida o melhor estímulo de que necessitam milhares e milhares de micro, pequenas e médias empresas.

Para os grandes grupos económicos sorvedouros da esmagadora maioria dos benefícios fiscais, maiores contribuintes do IRC e principais fornecedores de bens não transaccionáveis, as perspectivas de venda não são problema, pois as famílias não podem viver sem água, gás e electricidade, sem telecomunicações, sem produtos financeiros e sem consumo de combustíveis.

Percebe-se muito bem a razão porque para eles o aumento do adicional à derrama para lucros superiores a 35 milhões de euros, o fim de benefícios fiscais e a manutenção da taxa de IRC, constituem uma preocupação. Mas o Orçamento do Estado tem que fazer opções e o esforço acrescido que lhes é solicitado é perfeitamente compatível com o elevadíssimo volume de lucros líquidos que anualmente arrecadam. Quem mais pode deve ser quem mais contribui para a receita fiscal do Estado."

(José Alberto Lourenço)

Anónimo disse...

Sobre as notícias falsas de José e o ataque aos direitos sociais:

http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2016/10/por-que-defende-o-patronato-posicoes.html

https://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2016/03/virar-pagina-no-debate-sobre-trabalho-e_19.html

http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2017/05/legalizar-selva.html

http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2017/07/precariedade-e-socialismo.html?m=1

http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2017/08/precariedade-e-um-conceito-bem.html

http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2017/09/falsa-questao.html

O que se pergunta é isto.
Não fará parte de uma mesma estratégia desinformativa esta constante repetição de argumentos fanados já tantas vezes debatidos?
Para que não se debata o que é exposto no post? E para usar a táctica que uma mentira mil vezes repetida... ?

Anónimo disse...

"quando a segurança social pública foi diminuída em termos outros que não os que podem ser associados a variações emprego/remuneração estritamente ligados a crises financeiras ou económicas."

Tretas. A memória é uma coisa lixada.

Por exemplo:
"O Tribunal de Contas divulgou, em Set.2016, o seu parecer sobre as Contas do Estado de 2015. E nele há um capítulo dedicado à análise das contas da Segurança Social. Na pág.269, encontra-se o Balanço da Segurança Social referente aos anos de 2013, 2014 e 2015.

Entre 2001 e 2015, as dividas à Segurança Social aumentaram de 831 milhões € para12.404 milhões €, ou seja, 14,9 vezes. Neste período, as dividas aumentaram, em média,771,5 milhões €/ano, o que é um valor enorme. No entanto, o ritmo de aumento variou muito de governo para governo. Foi durante o 1º governo PS de Sócrates, com o ministro Vieira da Silva, que a divida aumentou mais anualmente – 1.158 milhões €/ano – seguindo-se o governo de Passos Coelho/Paulo Portas, com Mota Soares como ministro da Segurança Social, em que o aumento foi de 1.076 milhões €/ano.

A maioria das dividas são de empresas que declaram os descontos à Segurança Social,mas que depois ficam com o dinheiro, mesmo o descontado aos trabalhadores.Entre 2003 e 2015, a divida dos contribuintes, que são na sua esmagadora maioria empresas, aumentou em 9.643 milhões € (+863,5%), ou seja, em média de 804 milhões€/ano, embora variando muito de governo para governo (o de Passos Coelho foi aquele que mais financiou as empresas à custa da Segurança Social, em média 1.083,5 milhões por ano).

Não cabe nem à Segurança Social nem ao Orçamento do Estado financiar as
empresas. Mas o que é estranho e não se compreende é que perante o aumento enorme da divida das empresas à Segurança Social, que significa objetivamente um enorme financiamento destas pela Segurança Social utilizando também descontos feitos aos trabalhadores, com consequências mais graves para a Segurança Social não se verifique uma reação idêntica, e nada ou pouco se faça para pôr cobro a esta enorme descapitalização da Segurança Social"

Anónimo disse...

"Apesar da Segurança Social não ter recebido, até ao fim de 2015, 10.760 milhões € de contribuições, sendo 3.506,9 milhões descontos feitos nos salários dos trabalhadores mas que não foram entregues pelas empresas à Segurança Social, estes trabalhadores, quando se reformarem, terão direito a receber a pensão correspondente a todo o tempo que descontaram, incluindo aquele em que os descontos não foram entregues pelas empresas. A Segurança Social é lesada assim duas vezes: actualmente, porque não recebe 10.760 milhões € de contribuições; e depois,quando esses trabalhadores se reformarem pois terá de pagar pensões cujos descontos
não recebeu. E ninguém se incomoda e põe cobro a este escândalo."

Anónimo disse...

POR QUE RAZÃO UMA GRANDE PARTE DAS DIVIDAS NÃO SÃO COBRADAS
O meio utilizado para que tal aconteça é não disponibilizar aos serviços que fazem a cobrança das dividas os meios humanos, informáticos e materiais indispensáveis. Segundo o Tribunal de Contas, em 31.12.2015, existiam 2.504.115 processos de divida activos. O governo PDS/CDS desmantelou os serviços de cobrança das dívidas existindo agora apenas 140 trabalhadores, o que dá 17.886 processos por trabalhador, o que é inaceitável. O governo actual nada de significativo ainda fez para alterar a situação a não ser conceder perdões de dividas aos patrões (segundo o Tribunal de Contas já estão constituídas provisões para perdoar 5.300 milhões € de dividas).

Anónimo disse...

De acordo com os dados dos Balanços e Demonstrações de Resultados da Segurança Social constantes dos relatórios do Orçamento de Estado de cada ano, as dividas à Segurança Social aumentaram, desde a entrada da “troika” e do governo PSD/CDS, em 3.957 milhões € pois, entre 2010 e 2013, passaram de 5.963 milhões € para 9.920 milhões €. E desconhece –se que montantes foram abatidos neste valor pelo facto ou de terem prescrito ou porque o governo os ter considerado de pagamento impossível.
No entanto, mesmo em relação aos valores constantes, o governo considerava que uma parcela muito significativa da “Divida Total” seja de “cobrança duvidosa” ou, por outras palavras, que não seja paga. Deixa-se passar o tempo por falta de meios para atuar e depois as empresas devedoras desaparecem.

É neste contexto que terá de ser também avaliado o comportamento de Passos Coelho e de Mota Soares. O primeiro, quando afirmou que se esqueceu de pagar as contribuições para a Segurança Social apesar de nenhum outro português se poder desculpar dizendo o mesmo, ou seja, que não conhecia a lei, e de só as pagar quando foi apanhado pelo serviços da Segurança Social e mesmo assim, segundo alguns media, não pagando a totalidade do que devia ser pago. E Mota Soares quando afirmou que Passos Coelho “foi vitima de um erro da Administração Pública” culpabilizando assim os funcionários públicos pelo incumprimento de Passos Coelho. Tais comportamentos são certamente mais um incentivo para o aumento da fraude e evasão contributiva (muitos dirão que “os exemplos vêm de cima”) o que tem graves consequências na sustentabilidade da Segurança Social, e no combate à pobreza que alastra na sociedade portuguesa fruto de uma politica que destruiu a economia, o emprego e o tecido social nacional.

Anónimo disse...

"O amor da direita radical pelos trabalhadores do sector privado"

"Posso, por isso, escrever um artigo usando uma argumentação ao contrário desta e com outros alvos? Posso, mas é para discutir com outros senhores e não estes. Os interlocutores e as suas intenções contam e muito, porque a conversação muda com eles. Discuto com um socialista a sua crença na infalibilidade do Estado e das soluções públicas, ou com um sindicalista a sua recusa de avaliação profissional, mas não começo a discussão aqui com esta direita cujo amor pelo trabalho e pelos trabalhadores privados se exerce em todos os sítios menos nas empresas e nas fábricas e muito menos na folha de salários e no respeito pelos direitos dos trabalhadores. Aí, esse amor propalado é muito mais desprezo e nalguns casos apenas medo."

(Pacheco Pereira)

Jose disse...

Fica desinteressante tanto anónimo a bolsar inanidades quando um qualquer rótulo declarado ou atribuído ao email ( ou qualquer melhor critério) poupava leituras sistematicamente desinteressantes.

Há coisas que não podem evitar-se - como invocar-se o socialismo como solução sem nunca dizer como funcionaria - mas este problema dos anónimos, não havia necessidade.

Anónimo disse...

Entradas de leão , saídas de sendeiro.

Mas o tal jose podia evitar essa espécie de choradinho "ambivalente" em forma de repetidos "desinteressantes" como forma de esconder a sua impotência argumentativa

Anónimo disse...

A propósito dos "desinteressantes" há outra coisa mais interessante que rima com tal palavra.

Há apenas 3 ou 4 dias considerava o jose como "entediantes" a segurança de salário e o emprego a horas. Sonhos húmidos ( e secos) por tempos em que a insegurança de salário era o pão nosso de cada dia e em que a jorna diária era discutida na praça pública. Náo contente com tal ainda se adivinha uma raiva mal contida por essa coisa do emprego com horários definidos.

"Desinteressantes" e "entediantes"...essa forma de adjectivar faz tanto lembrar um similar da tia Jonet

Anónimo disse...

Pena mesmo que a conversa resvale para este chá das cinco assim ao jeito de.

Mas deve ser chato que o "tratamento das mentiras" prometido por este Jose tenha acabado no charco das tretas desmentidas e desmascaradas. Mais "notícias falsas" do jose tombam sem glória nem proveito

Os direitos laborais, o saque do Capital, as condições de despedimento, a Segurança social esvaneceram-se.

E parece confirmar-se o que se disse aí em cima sobre uma estratégia desinformativa deliberada para que não se debata o que é exposto no post ou para se fugir sempre ao que se discute.

Depois da fuga "assim tão interessante" (para usar o vocabulário em uso), não deixa de ser significativo que este Jose fuja em direcção à "invocação do socialismo", coisa que como se sabe não pode evitar-se ( segundo as suas próprias palavras).

Como se repara ninguém invocou tal neste post, Só está num link apresentado aí em cima da autoria de João Ramos de Almeida

Sempre assim. Fala-se em a) foge-se para b). Fala-se em b) foge-se para c).

"Não havia necessidade" dirá Jose. Pelo que se vê mais uma vez aldraba. Tem mesmo necessidade de.