domingo, 18 de outubro de 2026

Do twitter para o blogue


A mobilização começou pelo Norte, logo de manhã. Chegaria a vez de Lisboa. A felicidade que é ver este povo a lutar. 


O meu filho luminoso enviou-me esta e outras fotografias: Coimbra foi uma matinal lição de paz, pão e habitação.


A melhor teoria política numa pancarta. Eram 14h30m e estávamos só a aquecer na capital. 


Sem distinções de classe, eles já venceram. Estava uma grande manifestação a começar.


Juntei-me à secção da paz na manifestação onde confluíram todos os desdobramentos da luta de classes. 


Não esquecemos que só há paz se houver solidariedade anti-imperialista. Partilhámos duas bandeiras, uma de Cuba, a outra da Palestina.


Combateu-se toda uma economia política liberal até dizer chega: “o custo de vida aumenta, o povo não aguenta”.


O povo na rua é o arsenal da democracia. Somos féis a toda uma história de luta e temos memória e tantas geografias sentimentais. 


A nossa Carta é a Constituição da República Portuguesa, o documento que, apesar de todas as revisões amputadoras, ainda melhor sintetiza a nossa revolução democrática tão necessária. 


O verdadeiro patriotismo tem classe. Quem ainda não compreendeu isto, não compreendeu nada: nobre povo, nação valente, as bandeiras são nossas, não são da direita entreguista. 

Sem comentários: