segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Nada está fechado

O recomendável editorial do Público tem uma formulação que se pode prestar a equívocos – “falhanço das políticas dos estímulos fiscais”. Se estamos a falar do ponto de vista político, de poder, é verdade, já que essa via foi desgraçadamente abandonada. Se estamos a falar do ponto de vista da validade de um elemento necessário numa estratégia mais vasta de combate à crise, então discordo: as políticas orçamentais deliberadas, dada a escala e a duração que tiveram e que não foram, longe disso, proporcionais à intensidade da crise, produziram os efeitos desejáveis esperados pela boa teoria keynesiana. De resto, algumas das causas estruturais dos problemas do capitalismo contemporâneo são muito bem identificadas com a ajuda da economia política crítica: “O economista Richard Wolff, da Universidade do Massachusets [em Amherst, um raro departamento de economia que nunca se rendeu às ficções liberais], dá-nos uma ajuda, através do site do Guardian. A dívida norte-americana resulta de três factores: as guerras no Iraque e no Afeganistão, os gigantescos bailouts pagos para evitar o descalabro do sistema financeiro após a falência do Lehmann Brothers e o facto de as maiores empresas norte-americanas pagarem cada vez menos impostos desde os anos 70. O capitalismo financeiro criou a crise que os Estados têm de pagar, impondo políticas de austeridade que os seus cidadãos não vão aceitar indefinidamente. E a austeridade torna impossível o crescimento que resolveria tudo mas está reduzido a uma palavra mágica sem sentido. A conclusão da história é que a desregulação da economia que começou há três décadas conduziu-nos a um beco sem saída. Um apocalipse que se serve frio e castiga a cegueira dos que acreditaram que um sistema insustentável podia aguentar-se indefinidamente. Mas são outros os que vão pagar. No curto e no longo prazo.” Depende dos “outros”, da sua capacidade para a mobilização social, contrariar tão pessimista conclusão.

7 comentários:

ASMO LUNDGREN disse...

Cost of War in Afghanistan
$441,963,100,250

apenas 441 mil milhões

aproximadamente o dobro nas restantes intervenções



Susieta iš čia
Susieta iš čia


Įkeliama...
2011 m. liepa 2 d.,šeštadienisNA FALSA MEMÓRIA


Group, the world’s largest futures market. They also underlined how exchanges focused...position in the European derivatives market. The failed bid contributed to a 14...guidance for revenues from clearing credit default swaps. The group made $30m from CDS clearing in the first half but forecast...By Philip Stafford in LondonEmail link


August 4, 2011
ICE lowers threshold on CDS clearer
...bigger dealer banks in OTC credit default swaps. Regulated by the New York...complex risk profiles, such as CDS [credit default swaps]. We believe 5 per cent excess...access to FMIs (financial market infrastructures) is a worthy...By Jeremy Grant in LondonEmail link

July 27, 2011
Insurance cost against US default hits record
...to pay interest to bondholders. The market for buying and selling insurance on...London. But trading in so-called credit default swaps has picked up as the threat of a default...known as a “credit event”. “The US CDS market is much less liquid than other sovereign..

ASMO LUNDGREN disse...

NADA está é aberto....

o orçamento militar dos USA
anualmente

ultrapassa o custo das duas guerras....

logo essa foi bastante fracota

só a frota e as bases do pacífico custa uns
centos de milhares de milhões

a guerra do Afganistão

só 10 mil milhões ao mês...

e não são só os states que pagam

e grande parte dos gastos

é em compras à indústia d'amamentos e podutos quimicos variados
made in USA

POR AQUI OS OUTROS disse...

DEITAram fuego a meia dúzia de papelões e outros reciclões e roubaram umas jantes

Cá A gente pra se vingar disse...

arrombaram ós outros que fazem férias umas portas

e cortaram uns tubos de gasoil

JOSÉ LUIZ FERREIRA disse...

Enquanto os outros se limitarem a incendiar as casas e os carros dos vizinhos, que são tão outros como eles, vão certamente continuar a pagar, e com língua de palmo. As revoltas de camponeses não deram cabo da Idade Média.

Tá na laethanta saoire thart-Cruáil an tsaoil disse...

as revoltas dos filhos orfãos de pais

e dos filhos de pai nenhum

arrasam Babilónias e impérios de todos os tamanhos

alfacinha disse...

o fim do poder do oeste