terça-feira, 16 de maio de 2017

A sério?


No Público de hoje, dá-se conta de um entendimento entre os governos português e espanhol sobre a necessária nova arquitectura do euro. E que até se entroncaria na ideias de Macron: criação de um ministro das Finanças da zona euro, e um parlamento para a zona euro.

Será que o Governo poderia explicitar melhor a sua opinião sobre este assunto?

É que parece tudo ainda demasiado perigoso para ser aceitável ou demasiado vago para ser credível. Como lembrava Juncker face às propostas de Macron, um ministro das Finanças com poderes para reformular os orçamentos dos Estados membros, votados pelos parlamentos nacionais? Um Parlamento da zona euro com que poderes efectivos? E haveria dois parlamentos europeus ou apenas a antecâmara para uma verdadeira "refundação da UE" que desse ainda mais força e legitimidade centralista a um poder de alguns países na zona euro?

Face ao clamor do "populismo" - vulgo desamor dos cidadãos europeus para com os resultados de uma sistema coxo e mal engendrado - a tentação de fazer qualquer coisa para manter o poder, e depressa, é muito elevada. Teme-se o pior para os países periféricos.

10 comentários:

Jose disse...

SOBERANISTAS, ALERTA?
Será que a treta local pode vir a ser inútil sob a batuta federal?

Jaime Santos disse...

Tenha calma, João Ramos de Almeida. Andam muitas ideias no ar e isso é bom. Eu percebo que quem olha para a UE e vê como única solução o regresso a uma comunidade de Estados Nacionais, ignorando que as relações de força (e as dívidas) se manteriam também nesse caso e que isso não seria muito bonito para os países periféricos (o lirismo esquerdista quando quer leva a palma ao lirismo europeísta, com os resultados catastróficos do costume, vide Venezuela), a tentação de rebentar com tudo (sabe-se lá como) parece ser a única solução. Só que talvez não seja e estamos numa fase preliminar em que para já se marcam posições. O que quer que venha a resultar disso (se é que alguma coisa resulta) será seguramente muito diferente.

Anónimo disse...

No mínimo vamos ter que decidir se queremos estar no aprofundamento centralista da União Europeia. Era bom que houvesse um debate público (como de alguma forma tem havido sobre a dívida) quanto à posição de Portugal, antes que o governo embarcasse, como parece desde já querer fazer, no malfadado 'pelotão da frente'...

Anónimo disse...

Teme-se mesmo o pior.

Parece que só não vê quem não quer mesmo ver

Anónimo disse...

«A tentação de fazer qualquer coisa para manter o poder, e depressa, é muito elevada. Teme-se o pior para os países periféricos».
Já há algum tempo, alguém aqui nos LdB sugeria calma ao pagode apoiante da U.E. e que mais tarde ou mais cedo a coisa sofreria alterações para reforçar a dita cuja.
Isto vai aos poucos…hoje um ministro das finanças, amanha um ministro da defesa, depois a camara alta e a camara baixa seguindo-se depois o Exército Europeu.
A União Federativa da Europa esta´ aí prontinha a servir! de Adelino Silva

Anónimo disse...

Aquele berro aí em cima é um pouco suspeito não é?

Um treteiro a gritar por alertas? Um exercício nostálgico dos exercícios da legião com os berros dos comandantes como pano de fundo?

Ou outros maneirismos destrambelhados?

Anónimo disse...

Jaime Santos e mais do menos.

O lirismo esquerdista versus o "lirismo europeísta"

Lirismo europeísta?

Ah esse cuidado tão ternurento a catalogar as posições do ministro alemão ( "lirismo"?) enquanto de forma tão expedita e taxativa fala na Venezuela, tentando contaminar o debate.

Aldrabando sobre a Venezuela e os "esquerdistas"

O medo. O papão do medo. É a"isto " que estão acantonados os europeístas(líricos,de jazz ou música ligeira?) para tentarem impingir as suas opções?

Depois admirem-se. E como diria o próprio JS há dias não se venham depois queixar

Anónimo disse...

O que é que falta para os nossos políticos perceberem que as pessoas não querem nenhuma Europa Federal/Federalismo Europeu?

O que é que falta para os nossos políticos perceberem que não queremos mais Europa/mais integração europeia?

Os sinais estão todos lá. A União Europeia tem perdido todos os referendos nos últimos anos.A Extrema-Direita e a Extrema-Esquerda, assim como todos os partidos contrários à integração europeia têm vindo a reforçar o seu poder nos últimos anos. Alguns países como a Moldávia e a Macedónia têm visto a diminuição do apoio popular à adesão à UE.

E esta gente só sabe falar no Ministério das Finanças Europeu, no Ministério da Economia Europeu, no Exército Europeu, etc.

Porra! Basta! Parem já com esta conversa da treta sobre a integração europeia!

Zeca Gancia disse...

Os rótulos e a tentativa de arrumar os problemas em gavetas de esquerda, direita e ou centro, já foi chão que deu uvas. Vejamos se metem na cabeça tão somente isto, os que dizem governar, estão por lá a governar-se, e ao serviço das corporações que são na verdade seus donos, esses analfabetos funcionais deveriam era tentar explicar as realidades seguintes aos povos e ao mundo.
1-A tecnologia trás vantagens para quem? A robotorização, a velocidade da informação e as transferência virtuais de dinheiro quem têm favorecido?
2-Como explicar que as grandes superfícies e outros empresários substituam cada vez mais pessoas por máquinas, quando a população nunca foi tanta no seu efectivo? Como vão as pessoas ganhar dignamente a vida? Como prometem eles combater o desemprego?
3-Quais são as mais valias sociais que as empresas dominantes trazem para o ser humano, enquanto incentiva ao consumo, depredando cada vez mais o ambiente?
4-Porque se concentra cada vez mais o lucro e a riqueza criada, na mão de uma elite cada vez menor?
5-Porque se desperdiça o conhecimento daqueles mais experientes, colocando-os no desemprego e se dá meramente trabalho precário à maioria da população.?
6-Porque se salva mais depressa um um banqueiro que assaltou o seu próprio banco, do que uma pessoa, enquanto se deixa o restante povo a agonizar na miséria?
7-Porque razão a mão invisível dos mercados não os equilibra, mas rouba os recursos de todos e todos nós temos obrigação de n~qao os deixar falir e equilibrar?
8-Porque deixou a justiça de ser cega e só vê alguns?
9-Porque se agarram o fenómeno das migrações pelos rabo e não pelos cornos?
10- Afinal porque fogem as pessoas e que os faz na realidade fugir e porquê?
11-Porque não tendo certos recursos nos nossos espaços temos de os consumir?
12-Porque tenho de consumir fruta verde que vem do outro lado do mundo, enquanto se perseguem os que fazem uma agricultura menos depredadora?
13-Porque razão dois camiões chocaram em Vilar Formoso carregados de tomate, quando um deles se deslocava para França e o outro vinha para Portugal?
Estas são algumas perguntas que eu, como professor de geografia gostava que todos abordassem, pois elas encerram toda a problemática de um modelo insustentável que não nos levará a nenhum lado.
A ausência de respostas para estes e outros dilemas levarão cada vez mais as pessoas a desviarem-se desses senhores que se dizem governantes, mas na verdade não têm qualquer esperança neles, porque os sentem inaptos.
Claro que os extremos não levam a lado nenhum, mas os desesperados e que nada têm a perder fazem asneiras prejudicando todos. Era bom que se visse a geografia dos povos de uma outra forma, pois estamos a consumir os recursos de 5 planetas terra na perseguição de um modelo que não nos faz feliz. Não é pelos mercados únicos e pelas integrações que vamos lá, cada povo tem os seus recursos, a sua cultura, ele melhor que ninguém sabe retirar as melhores potencialidades do seu espaço, respeitando o que é seu.

esteves, ayres disse...

Eu não sou economista, mas também não era na altura do ex-governo de (*)traição-nacional de coelho/Portas, tutelado por cavaco. E como sabem, mentiram ao povo português. Lembram-se?

(*)nome,retirado de investigadores português.