terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

O problema de MEC


Miguel Esteves Cardoso é um intelectualmente sedutor Red Tory, dada a sua anglofilia. Politicamente, já foi capaz do péssimo e do ótimo. Havia tanto para dizer sobre a sua última crónica, mas não temos tempo. Arranjarei tempo para tentar escrever um artigo no AbrilAbril de resposta. 

Por agora, em registo de ocorrências, escreverei apenas mais três frases. Em primeiro lugar, muito menos gente iria à praia se não fosse pelos marxistas e suas lutas. Em segundo lugar, e ao contrário de MEC, nunca conheci gente que se autocriticasse tanto como os marxistas. Em terceiro lugar, o marxismo pode ser pesado como a roupa de inverno e leve como a de verão...

6 comentários:

Ricardo A. P. Reis disse...

Ninguém procura tanto a verdade como o marxista. Um marxista estuda a vida toda. Acusar os marxistas de se acharem donos da verdade é uma provocação típica de MEC, claro, mas também uma afirmação sem qualquer sentido. Prefiro quando ele escreve sobre peixe grelhado.

Anónimo disse...

MEC tem por vezes escrito coisas bem interessantes sobre os comunistas portugueses. Sobre a Festa do Avante! (antológico), ou sobre gente que se afastou ("o rato zito e a ratinha vitalina"), ou uma célebre entrevista com Álvaro Cunhal (a meias com Paulo Portas), que me lembre. Em todos estes textos exprime simpatia e até um notável entendimento do PCP real. Sendo obviamente um homem muito inteligente, não é facil decifrar esta visão - através de uma lente bipolar - do marxismo e dos marxistas portugueses. Mas mais difícil será pereceber o que leva um homem destes, nas circunstâncias actuais, a escrever tal coisa.

Henrique Chester disse...

A verdade é que são os marxista que estão sempre mais perto da verdade do desenvolvimento das sociedades e do capitalismo, o MANIFESTO por exemplo um livrinho com 150 anos que mais acertou no desenvolvimento do capitalismo, o MEC que traga à discussão um livro com esta idade que tenha acertado tanto, mas vou continuar a ler o MEC é um tipo giro.

Jardineiro disse...

deixei de ler o MEC quando escreveu isto https://www.publico.pt/2023/12/10/opiniao/cronica/judeus-desobedientes-2073082
não há cultura nem boa escrita que salve uma alarvidade dessas

José António Fundo disse...

O que me preocupa é aquilo que ele entende como “ir à praia”. O que será para ele “ir à praia”? O que será realmente? Explorar alguém? Ser racista?
Há evidentemente um problema de consciência no MEC. Ele foi “à praia”, que será provavelmente algo grave ou odioso, que não conseguiu controlar e agora tenta justificar com o argumento de que não pode ser perfeito. Para os padres católicos ir à praia era abusar de crianças ou ter filhos e relações sexuais.
Para o MEC ir à praia terá mais a ver com o divertido que é um bebé enorme, que é como se comporta e fala em público, vender lixo escrito sem o mínimo sentido, cuidado ou conteúdo, como se fossem pérolas de conhecimento. A aldrabice intelectual. MEC tem um problema de consciência pesada que depois lhe provoca uma irritação com aqueles que sabe que são coerentes e melhores do que ele. Que não faltam ao trabalho para ir à praia. Porque ele realmente não quer saber dos males do mundo.

Anónimo disse...

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