É sempre adorável ver as fações da sociedade que não se mobilizam por coisa nenhuma estarem muito ativas na sua indignação pelo facto de o parlamento ir celebrar o 25 de Abril, ao ponto de fazerem um abaixo-assinado contra a sua realização.
Coincidentemente, ou não, são as mesmas fações da sociedade que viram um país a ser desmembrado pela austeridade e ficaram entre a inação e o entusiástico aplauso.
Querem mesmo convencer-nos que a vossa grande preocupação é a saúde pública? Não nos gozem.
O parlamento deve celebrar o 25 de Abril, sim. Até para lembrar que, se hoje somos capazes de responder com eficácia a esta pandemia, é porque a constituição que dessa revolução decorreu consagrou como princípio fundamental a saúde pública universal.
Muito contra a vontade das alas da sociedade que agora nos brindam com a sua indignação sonsa. Não esquecemos.
O parlamento deve celebrar o 25 de Abril, sim. Até para lembrar que, se hoje somos capazes de responder com eficácia a esta pandemia, é porque a constituição que dessa revolução decorreu consagrou como princípio fundamental a saúde pública universal.
Muito contra a vontade das alas da sociedade que agora nos brindam com a sua indignação sonsa. Não esquecemos.


8 comentários:
Os mesmo que festejaram as vitórias de trump e bolsonaro.
Não serão essas as mesmas facções* da sociedade que agora imploram (mais uma vez...) pela ajuda (€€€€) do Estado e adoravam que o serviço militar obrigatório regressasse?
Em tempos de descrédito da ideologia/ religião/ seita "mercado livre" é sempre bom ter o papá Estado para lhes passar o guito como para dar umas cacetadas naqueles que protestam o regabofe das "elites".
*escrito sem ter em conta o acordo ortográfico.
Pois. Talvez seja de lembrar que na madrugada de 25 para 26 de Novembro de 1967 houve calamitosas cheias na região de Lisboa e arredores que provocaram mais de 700 mortos e destruíram milhares de habitações, tendo o Governo de então proibido a divulgação dum aviso prévio pela Meteorologia, alegando não querer causar alarme social, censurando posteriormente as notícias relativas ao sucedido.
CARAS E COROAS
É sempre deplorável ver facções da sociedade sempre actuantes para comemorar datas de que vulgarmente não respeitam o seu significado.
Se calhar as cartas abertas dos inertes e cansativos notáveis são consideradas mais importantes do que os abaixo-assinados promovidos por vulgares cidadãos no pleno uso de uma iniciativa irrecusável, à luz dos direitos fundamentais
Coincidentemente, ou não, foram estas mesmas facções da sociedade a criar as condições que conduziram o país a ser desmembrado pela austeridade de que eles próprios foram obreiros, e balançam sem pudor entre o desprezível endossar de culpas e a entusiástica reprovação de quem lhes suportou a herança.
Querem mesmo convencer-nos que a vossa grande preocupação é o país? Não nos gozem.
O parlamento pode celebrar o 25 de Abril, sim. Até para lhes lembrar que, a melhor comemoração deve ser na prática corrente daquela casa com um comportamento ético e democrático irrepreensível, ao contrário das lamentáveis cenas a que vulgarmente se assiste.
Em defesa da capacidade de responder com eficácia a esta pandemia, é necessário que os nossos representantes cumpram com rigor e dêem o exemplo daquilo que recomendam e exigem aos seus representados.
A constituição que dessa revolução decorreu consagrou como princípio fundamental a liberdade emitir opiniões e aderir a acções à margem do tão gasto como inquietante politicamente correto.
Muito contra a vontade das alas da sociedade que agora nos vão brindando com um comportamento mal temperado que é bom não esquecer.
Uma pergunta de um ateu aos camaradas de esquerda: e as igrejas, devem poder abrir no 25 de Abril? Ou autorizamos apenas as liturgias do regime?
Beware of the religion that markets know best.
Joseph Stiglitz.
Rão arques não é o João Pimenbtel Ferreira? E não é o PauloRodrigues?
A fazer as funções de evangelista papa-hóstias dos que odeiam Abril?
Confirmadamente com aquele sentido de honestidade semelhante àquele pastor evangelista de Bolsonaro que foi apanhado a fazer a liturgia com a mulher do próximo, depois de um sermão severo e tonitroante contra as mesmas liturgias com a mulher do próximo?
"Não, não venho dizer que toda a contestação que por aí vai à celebração do 25 de Abril na AR seja fruto de ódio ao 25 de Abril pela simples razão de que infelizmente já encontrei nas redes sociais muitos democratas a partilharem dessa hostilidade à celebração.
Prefiro antes pensar que estamos perante um daqueles casos um pouco inexplicáveis de fuga aos factos.
Porque a verdade é que, no dia 25 de Abril, tirando os cravos e um número muito limitado de convidados, a AR vai estar exactamente como tem estado nos dias em que tem reunido ou, para ser mais exemplificativo, quando decidiu os estados de emergência, sem que ninguém tivesse contestado o seu funcionamento nos novos moldes.
Os oponentes da celebração só têm duas hipóteses: ou contestam com fundamentos a verdade do parágrafo anterior ou, não a contestando, reconhecem que a sua oposição não tem nenhuma justificação. Assobiar para o lado é que não vale.
E, neste contexto que ponho à honesta consideração de todos os oponentes da celebração, só venho dizer que feio sinal seria que a AR não comemorasse o 25 de Abril data maior e incomparável da nossa vida como povo e nação.
https://otempodascerejas2.blogspot.com/2020/04/atencao-aos-factos.html
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