sexta-feira, 16 de setembro de 2016

«Classe média» é quando a direita quer



(Vídeo Geringonça)

«Durante os últimos 4 anos, os que mais podiam eram pensionistas com pensões acima dos 1100 euros, funcionários públicos que ganhassem mais de 1100 euros, trabalhadores do público e do privado que viram o seu IRS disparar, desempregados e os mais pobres dos pobres que recebem o CSI, RSI ou complementos de dependência. Os mesmos senhores que diziam estas barbaridades querem convencer o país que, agora, quem tem património imobiliário superior a 500 mil euros é da classe média.»

João Galamba (facebook)

Lembra ainda o Rui Cerdeira Branco que «cada imóvel urbano em Portugal vale, em média, 64 mil euros», muito abaixo, portanto, dos 500 mil euros referidos por José Gomes Ferreira para sugerir estar em curso um ataque à classe média. E por falar em «classe média», recorde-se aqui a aproximação ao conceito por Diogo Leite Campos, um destacado elemento do PSD. No fundo, é tudo uma questão de justiça fiscal... E de luta de classes, já agora.

7 comentários:

Anónimo disse...

Brilhante, Nuno Serra

Anónimo disse...

Vive-se hoje aqui na Moita, (vila onde quem não pesca já pescou e quem não cava já cavou), a “Tarde do Fogareiro”. A liberdade esta a passar por aqui, mare alta, mare alta, mare alta….
A Av. Teófilo Braga rejubila, a festa e´ espontânea, fogareiros com sardinhas, febras e coiratos transitam da brasa para o pão…com os copos de cerveja ou vinho na mão. As pessoas parecem a se estar cag… para o José´ G. Ferreira! «O tal da classe media com património imobiliário de 500 mil euros».
E´ todo um povo aqui nesta região na Bacia a Sul do Tejo em alegre confraternização… marcando mais um passo para a Liberdade tao esperada.
JGF - O sonâmbulo, preferira´ as orgias do kapital julgando-se em plenas “Mil E UMA NOITES”!
De Adelino Silva

Jose disse...

Já agora, é coisa de um ou dois centos de milhões para cobrir os 10% da margem acrescida aos lucros dos tascos cá do sítio.

Mas mesmo importante é estabelecer o princípio de meter o património privado nas mamas do Estado, sem essas tretas do benefício das autarquias onde se situam.

O que de possibilidades se abrem para os dependentes dessas mamas!

O futuro apresenta-se muito promissor.

Anónimo disse...

"Património privado nas mãos do estado?"
"Coisa de um ou dois centos de milhões de euros"
"dependentes dessas mamas"?

Francamente herr jose a 9 de Janeiro de 2013 vossemecê dizia isto a respeito do BPN:
"Fico preocupadíssimo!!!!Devendo o país 190.000 milhões, parece que há uma 1.600 milhões que mudaram de sítio nas contas."

Nessa data os 1 600 milhões de euros eram nada?
E o património do estado nas mãos dos privados era mesmo também nada?
E as mamas referidas aqui eram exactamente o quê? Ou as mamas dos amigos de herr jose não contam na contabilidade mamária do dito?

Mas francamente herr jose não tem vergonha na cara?

Anónimo disse...

«Quando ouço aí alguma gente do PSD e CDS a dizer que é um ataque à classe média quando se quer tributar património acima de 1 milhão de euros, faz-me lembrar aquela história (...) era uma família em que eram todos pobres: a mãe era pobre, o pai era pobre, o jardineiro era pobre, o mordomo era pobre»
(João Ferreira)

jose magalhaes disse...

Isto da classe média para muito boa gente deve ser ,apenas,um simples mercedes,classe M.Coitados do Manel e da Maria,enclausurados no seu apartamento,na torre Vasco da Gama,a contar os cêntimos do ordenado mínimo dele e do RSI dela,para pagarem a segunda tranche do IMI e já ameaçados por nova taxa hedionda.A falta de classe,alta, média ou baixa é o que mais demonstam as apreciações dos GF da nossa praça.

Anónimo disse...


Porque a direita fala tanto da “classe media” hoje em dia neste Portugal, que se quer livre e independente…Porque sua natureza de classe de “transição”, que se julga oscilar entre a burguesia e o proletariado. Estas camadas médias tem tendência a desenvolver a percepção de que estão acima dos radicalismos das classes em luta e tentam a abstração da sociedade em seu conjunto, quero dizer, dito de outro modo - a Conciliação de Classes.
Como a mestria do tempo indica, e no campo concreto da luta se regista, acabam sempre assumindo a posição conservadora das classes dominantes, quer dizer – a´ direita.
Considero por isso que a actual conjuntura politica-governamental apoiada a´ esquerda, trás consigo um serio risco - no qual os trabalhadores possam abdicar de sua radicalidade, aceitando a premissa pequeno-burguesa de “somos todos iguais” ou do “socialismo de rosto humano”, empurrando-os para os braços das forças mais reacionárias. de Adelino Silva