Quando andei pela Marinha Grande, no verão passado, tirei umas notas: no triste museu do vidro só falam praticamente os patrões, alardeando “responsabilidade social” e tudo; temos de sair dali, para a rotunda do vidreiro, para ver a memória da heróica resistência operária, a do 18 de janeiro de 1934.
domingo, 18 de janeiro de 2026
Eterna glória antifascista
Quando andei pela Marinha Grande, no verão passado, tirei umas notas: no triste museu do vidro só falam praticamente os patrões, alardeando “responsabilidade social” e tudo; temos de sair dali, para a rotunda do vidreiro, para ver a memória da heróica resistência operária, a do 18 de janeiro de 1934.
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4 comentários:
Ainda há indústria do vidro lá? Julgava que tinham seguido o destino dos irmãos Stephens.
https://www.abrilabril.pt/#:~:text=N%C3%9AMERO%20DO%20DIA,do%20seu%20destino.
"Assinalam-se este domingo os 92 anos da revolta da Marinha Grande, de 18 de Janeiro de 1934, dia em que o movimento operário se assumiu como protagonista do seu destino."
É o paradoxo da museologia oficial: muitas vezes, a história que se institucionaliza esquece as mãos que a moldaram. A Marinha Grande respira essa dicotomia. Se no museu o vidro é um objeto de vitrine e "responsabilidade social", é no espaço aberto da rotunda, no bronze e no granito, que a memória do 18 de janeiro de 1934 mantém a sua dignidade intacta. A resistência não se arquiva, celebra-se no asfalto.
Reviver o passado com nostalgia é sinal de falta de futuro. A esquerda radical perdeu a leitura do país e do povo. Pagará com a irrelevância.
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