sexta-feira, 11 de agosto de 2017

O fim do capitalismo abundante...

... ou a austeridade chega ao rodízio.

No início, era só fartura. Parecia magia. Cornucópias de comida iam encher as mesas. Não se percebia como é que um negócio privado podia ter lucro, dando tudo o que tinha para quem tivesse fome. Parecia a alternativa ao Manifesto do Partido Comunista que consignou algo como "de cada um segundo as suas possibilidades, a cada um segundo as suas necessidades".

Claro que, com a prática, foi se descobrindo os truques. Mas eram truques contornáveis; bastava evitar as superabundantes entradas e aguentar até às melhores peças distribuídas no final. A reacção do povo foi a de comer sem fartar, de tudo, até cair para o lado, horas a fio e até o restaurante fechar. Face ao assalto, a privatização da distribuição de alimentos deixou de ser lucrativa.

Agora, é mesmo necessário levar um advogado para o jantar. Este regulamento foi exposto à porta de um restaurante na Ericeira. Leiam com atenção.



21 comentários:

Jose disse...

Parece-me uma prudente medida contra alarves e mamões.

Anónimo disse...

A morosidade processual no Poder Judiciário é a reclamação de quase metade dos cidadãos que procuram justiça séria.
Parte da pobreza em Portugal tem a ver com a falta de justiça nos tribunais, advogados e sindicatos que levam que a morosidade destrua parte de todos os que procuram na justiça a verdade dos factos.
É este partido socialista que em 2010 a Ministra do trabalho dizia que era implacável com a injustiça dos despedimentos encapotados e vemos seja qual for o governo, político, juiz, advogado neste caso concreto e sindicato até hoje nada fazem e neste sistema as pessoas empobrecem sentem-se vulneráveis acabam por acreditar nas instituições relatando no seu circuito a todos os outros porque está na miséria e porque foi despedido injustamente.
A segurança social, mais parece uma entidade patronal do que uma instituição deveras social onde todo o cidadão que trabalha, faz os seus descontos e quando precisa desfazem-se em leis que só prejudica o cidadão que dela precisa, mas para certas etnias tudo lhes é dado sem nunca terem contribuído para este país.
A ACT, ou seja a autoridade para as condições do trabalho, na investigação que fez no interior do Casino Estoril do despedimento coletivo de 2010, fechou os olhos a tudo, prejudicando assim centenas de pessoas que mais uma vez ficam na miséria desconfiando desta instituição e transmitindo a outros afinal para que serve a ACT.
Afinal o que se passa com este Despedimento coletivo do Casino Estoril que desde 2010 a 2017, as pessoas nada sabem e o que se vê é um advogado que supostamente não entrega a documentação nos prazos devidos, pouco ou nada informa a CUT ou os trabalhadores o porquê deste atraso todo, sindicato que não investiga o advogado que selecionou para defesa dos trabalhadores, sendo até estranho que agora na relação pelo que parece voltou-se outra vez atrasar os documentos no prazo devido. Mais uma vez as pessoas desacreditam de quem os defende e acabam parte desta gente na miséria, por culpa de um sistema podre de corrupção de trafico de influências e sei lá mais o quê?

T.P. disse...

Pergunto-me como serao os rodízios de marisco em negócios nao capitalistas.

Anónimo disse...

Mas os rodízios de marisco são marca de água de negócios capitalistas?
Anda por aí muita cabotinice. Muito mamão e alarve a apontar com o dedo para outrém, esquecendo que está diante de um espelho.

João Ramos de Almeida disse...

Caro José,
"Alarves e mamões" não são nomes bonitos para chamar aos clientes. Desaconselha-se qualquer publicidade do tipo: "Capitalismo, o sistema perfeito para quem não seja alarve e mamão", sobretudo, quando o capitalismo, em todas as suas fases, mas sobretudo na sua fase colonial, foi isso tal e qual.

Caro anónimo,
Em negócio não capitalista não se deve vender gato por lebre... é um conselho que daria.

Jose disse...

Caro João,
Têm-me desaparecido uns comentários.
Havia um segundo que dizia « Não há capitalismo que resista a alarves e mamões».

Quanto à fase colonial, devo lembrar-lhe que as razões de troca entre colonos e colonizados eram bem mais favoráveis a estes do que as do actual estatuto de governados.
Mama e alarvice como hoje há em Angola e outras partes há muita desaparecera das colónias, se é que algum dia terá existido em semelhante dimensão.

Anónimo disse...

Isto é uma vergonha. O Estado devia proibir.

Anónimo disse...

Excelente resposta do João às 19 e 25

Anónimo disse...

O povo é mesmo idiota para ainda ir a rodízios de marisco. Como o João bem sabe, no Gambrinus come-se muito melhor e não têm estas regras. Brutos.

Anónimo disse...

As razões de troca entre colonos e colonizados eram bem mais favoráveis a estes do que as do actual estatuto de governados?

Este deve estar doido. Ou de tal forma perturbado que ousa reerguer o mito da "supremacia branca" coisa que o próprio Trump teve que condenar?

Já todos sabemos o que eram essas trocas entre o colonizador e o colonizado. Os factos são tão indesmentíveis que só mesmo mamões e alarves ousam dizer tais barbaridades.

Mamões e alarves, termos usados para respeitar o léxico dum saudosista do colonialismo e adepto convicto do mandar matar e morrer nas nações sequestradas por Portugal

Anónimo disse...

Mas a raiva contra os povos colonizados é funda.

Esta mania de sonharem ainda com o direito ao saque vai de paralelo com o de se arrogarem ao direito de decidir os destinos dos povos que exploraram e que roubaram.

Fazem lembrar os anteriores esclavagistas que diziam em defesa da trampa que produziam que as "razões de troca" entre esclavagistas e escravos eram bem mais favoráveis a estes do que as do seu estatuto de libertados.

(O que se admira também é esta expressão possidónia, ternurenta e significativa: "razões de troca")

Anónimo disse...

Eis até onde vai o respeito pela "propriedade" alheia.No caso do assalto e da exploração e do roubo das riquezas dos povos colonizados a canalha neoliberal nada diz. São apenas "razões de troca".

Verdadeiros mamões e alarves a disputar o direito de saque-

Anónimo disse...

Que pena.

Que pena a choraminguice por comentários que tem produzido o sujeito das mamões e dos alarves.

Isso penaliza-o em quê?

"Não há capitalismo que resista a alarves e mamões"... é apesar de tudo uma frase que tem algo de verdadeiro. Não em relação ao capitalismo porque por definição é nesses reinos que ele se move. Mas em relação à própria Humanidade

Como dizia alguém...é pelo aumento da taxa de lucro e pela inevitável concentração do Capital que se movem os grandes e néscios grandes senhores do dito. Verdadeiros mamões e alarves.

Com as consequências que todos vemos.

Anónimo disse...

"Mama e alarvice como hoje há em Angola e outras partes há muita desaparecera das colónias, se é que algum dia terá existido em semelhante dimensão."

Sério? Essa memória é lixada. Ou então parece uma frase de mamão alarve a defender os seus mamões alarves, supremacistas brancos,ladrões encartados e saqueadores do alheio.


Jose disse...

Os queridos anticolonialistas estão muito justamente indignados!
Brancos a governar pretos só pode ser racismo, salvo se os brancos forem a maioria e mesmo assim é muito duvidoso que não seja supremacismo rácico.
O Gungunhana vinha fugido do zulu Chaka mas era preto e por isso tinha todo o direito de conquista e governo em Moçambique.

Após esta 'penitência', remeto-vos para as estatísticas de saúde e de pobreza.

Anónimo disse...

Quando se pergunta a um neoliberal assumido, daqueles que têm o credo nos Mercados, o olho nos lucros e a mão no cacete,como se justifica que o seu respeito pela "propriedade" não inclua o respeito pela propriedade e pelas riquezas dos povos dominados e colonizados, regra geral ele atrapalha-se, tosse, finge uma dor-de-cabeça ou entra em estupor.

Outras vezes,depois de um intervalo de tempo significativo, tenta dar uma resposta. Do género supremacia racial, ou estadio de desenvolvimento, ou qualquer outra coisa similar

É a primeira vez contudo que se vê ser usado o "Argumento Gungunhana".

Está-se sempre a aprender. Não a História, mas a desfaçatez.

E está-se sempre a tempo de dar uma boa gargalhada.

Anónimo disse...

O termo anti-colonialista fará com toda a certeza uma grande comichão em quem pugnava pelo colonialismo português e provavelmente por todos os colonialismos. Sabe-se que lhe causa grande apreensão essa velha máxima da Revolução Francesa, a respeito da "igualdade".

Sabe-se que considera que o colonizador tem direito ao saque, embora depois o tente mascarar com as pretensas atitudes piedosas e beatas de meia-dúzia de damas de sociedade para com alguns dos seus criados. Os homens também tinham alguma preocupação com o estado de saúde, mas tal resultava na preocupação que tinham por ter gente apta a trabalhar sob condições terríveis, quase as próprias de escravo

Anónimo disse...

Muitas vezes o colonialista acusa os colonizados de "racistas". Uma forma manhosa de vitimização espúria que ainda para mais é completamente idiota.

Tal está traduzida nesta frase espantosa, em jeito de dichote irónico, pospegada ao que parece por um convicto colonialista:

"Brancos a governar pretos só pode ser racismo".

Os proprietários legítimos das terras coloniais não são legitimados pelo seu tom de pele. São porque têm direito a ela.

A Carta das Nações Unidas em 1945, depois do fim da Segunda Guerra Mundial, inseriu o direito de autodeterminação no âmbito do direito internacional e diplomático.
Capítulo 1, Art. 1º: diz que o objetivo da Carta das Nações Unidas é: "Desenvolver relações amistosas entre as nações, baseadas no respeito do princípio da igualdade de direitos e auto-determinação dos povos, e tomar outras medidas apropriadas para reforçar a paz universal".

Percebe-se a "desconversa" e a desonestidade de quem usa a frase citada sobre os brancos e os pretos.

O racismo existe e é execrável. Tentar usá-lo para justificar a supremacia colonial em género "coitadinhos dos brancos estão a ser vítimas do racismo" é para além de execrável, abjecto.

Anónimo disse...

Se a terra do sujeito, que parece ser colonialista, fosse invadida pelos vizinhos galegos que se assumiriam como povo colonial, qual seria a posição do agora colonizado?

-Deixaria que tal acontecesse desde que tal lhe desse lucro?
-Colaboraria de bom grado com o novo Poder, porque tal ia ao encontro da sua formatação ideológica?

"Colonialismo é a política de exercer o controle ou a autoridade sobre um território ocupado e administrado por um grupo de indivíduos com poder militar, ou por representantes do governo de um país ao qual esse território não pertencia, contra a vontade dos seus habitantes que, muitas vezes, são desapossados de parte dos seus bens (como terra arável ou de pastagem) e de eventuais direitos políticos que detinham".

A outra pergunta tem a ver com esta definição de colonialismo

-Deixaria que lhe examinassem os queixais para lhe adivinharem o estado de saúde e o saberem apto para o trabalho em prol do Senhor
-Permitiria que os seus familiares do sexo feminino fossem bafejados com a sorte de poderem servir num outro nível e em posições variadas os desígnios coloniais?

Jose disse...

'...contra a vontade dos seus habitantes..' complica muito as coisas; mais fácil é ir mesmo pela cor da pele como princípio de conversa, depois trata-se dessa cena das vontades!
Mantra subliminar progressista.

Anónimo disse...

Ahahah.

Um verdadeiro mimo.

A definição de colonialismo foi ali colocada com um objectivo expresso. Tão expresso que se sabia que iria apoquentar o jose e desencadear-lhe o reflexo condicionado da ordem

E ei-lo aflito e desesperado a invocar a complicação da coisa e a insistir na cor da pele, esconjurando os brancos galegos ali tão próximos, desta forma vitimizante.

Para inglês ver , pois claro

Porque se se segue o principio definido do que é o colonialismo, reafirmando o ir contra a vontade dos seus habitantes...lá teria o citado Jose de confirmar uma resposta positiva às duas primeiras questões que lhe foram colocadas...
Mas sobretudo fugir às duas outras questões, tentando ocultar a resposta que daria sobre os seus queixais e sobre a satisfação dos colonialistas no seu meio familiar.

Eis o mantra condicionado exposto assim às claras. De uma forma condicionada é certo, mas deliciosamente na mouche