Está na melhor história do neoliberalismo: acaba sempre no moralismo mais imoral, na transferência maciça de responsabilidades por problemas sistémicos para os indivíduos; afinal de contas, não há sociedade. Pura ideologia, enquanto pura ofuscação, para proteger grandes interesses, apelidos como Amorim.
A ação coletiva, moralmente orientada, a que liberta a ação individual, implica coragem política: da taxação dos super-lucros das petrolíferas ao seu controlo público, do controlo de margens e de preços a, eventualmente, um justo racionamento, do investimento maciço nas renováveis e nos transportes públicos ao fim da belicista vassalagem ao eixo Washigton-Bruxelas.
Está tudo sistemicamente ligado. Haja moralidade socialista.
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