Defendo que tal forma de economia política só pode ser nas nossas presentes circunstâncias históricas uma economia mista, centrada num Estado social robustecido, em linha com o que continua plasmado, apesar de todas as regressões, em constituições de recorte antifascista, como a portuguesa. Essa é a base material das liberdades democráticas, incluindo nos decisivos locais de trabalho, onde estão os principais freios e contrapesos ao poder do capital, sob a forma da organização de classe. Sem considerar os efeitos políticos do poder agigantado do capital, os fascismos, os velhos e os novos, tornam-se politicamente impensáveis.
1 comentário:
Como se mete o capitalismo na gaiola quando Portugal está inserido em organizações reacionárias como a NATO e a UE, com praticamente todos os partidos comprometidos fanaticamente na defesa dessas organizações e uma comunicação social corrupta que anda a elevar fascistas?
Não é apenas uma questão de acabar com o capitalismo, as ditas elites e os seus cúmplices até da velha social-democracia têm pavor, porque se voltarmos a esta, o povo pode finalmente admitir que foi atraiçoado, e a classe dominante e os seus cúmplices têm medo do que lhes possa acontecer...
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