sexta-feira, 5 de junho de 2026

Debater, debater, debater sempre


Defendo que tal forma de economia política só pode ser nas nossas presentes circunstâncias históricas uma economia mista, centrada num Estado social robustecido, em linha com o que continua plasmado, apesar de todas as regressões, em constituições de recorte antifascista, como a portuguesa. Essa é a base material das liberdades democráticas, incluindo nos decisivos locais de trabalho, onde estão os principais freios e contrapesos ao poder do capital, sob a forma da organização de classe. Sem considerar os efeitos políticos do poder agigantado do capital, os fascismos, os velhos e os novos, tornam-se politicamente impensáveis.

1 comentário:

TINA's Nemesis disse...

Como se mete o capitalismo na gaiola quando Portugal está inserido em organizações reacionárias como a NATO e a UE, com praticamente todos os partidos comprometidos fanaticamente na defesa dessas organizações e uma comunicação social corrupta que anda a elevar fascistas?
Não é apenas uma questão de acabar com o capitalismo, as ditas elites e os seus cúmplices até da velha social-democracia têm pavor, porque se voltarmos a esta, o povo pode finalmente admitir que foi atraiçoado, e a classe dominante e os seus cúmplices têm medo do que lhes possa acontecer...