domingo, 1 de maio de 2016

A Lei do Mercado


«Este filme é uma pancada na cabeça e um murro no estômago. Do qual não se sai indiferente. Nem bem disposto. Ou com uma profunda amargura ou em estado de revolta contra esta engrenagem. Ou as duas coisas. A Lei do Mercado confronta-nos com a nudez crua do trabalho e do trabalhador enquanto mercadoria. Desfaz as pílulas do "empreendedorismo", da "valorização dos recursos humanos" e do "capital humano" com que o discurso hegemónico tenta disfarçar a realidade cruel da cada vez maior alienação do trabalho neste capitalismo de casino. Recurso descartável. Sobrevivência material e reconhecimento social pelo trabalho convertidos em servidão sem outro horizonte. Não representando o filme todo do trabalho contemporâneo, mostra o darwinismo social e a individualização em marcha nas relações sociais. Transformando trabalhadores em algozes da sua própria condição e reprodutores da sua servidão. Relação de trabalho assim tornada armadilha. Este filme passa-se em França, com um desempregado depois convertido em vigilante de supermercado. Podia ser cá. Sindicatos, solidariedades, acção colectiva para enfrentar esta engrenagem que nos destrói a humanidade. Nunca foram mais necessários.»

Henrique Sousa (facebook)

8 comentários:

  1. O horror!
    O pavor!
    Nem os servos da gleba se confrontavam com tão terríveis desafios. Um retrocesso civilizacional!

    ResponderEliminar
  2. “embora seja importante, não é hora de fazer balanços, nem demonstraçao de resultados, para isso o tempo e´ mestre. Agora é hora de lutar”.
    Como convencer os meus vizinhos a se dedicarem mais um poucochinho no desmoronamento desta baderna quando queixosos da dificil vida que levam– trabalho precario, parco salario, dividas para pagar e culpando tudo e todos?
    Mesmo engajados em Partidos que apoiam o actual governo de esquerda, eles sentem-se culpados do mal por que estao a passar…
    Sinto que reina uma desconfiança nociva no seio do povo. Aquela do “São todos iguais”
    pegou forte. sente-se a necessidade do dialogo povo/deputados de esquerda…
    Sugiro que os partidos de esquerda saiam pra rua esclarecer as massas da actual conjuntura politica e social. De Adelino Silva



    ResponderEliminar
  3. O ódio patente a quem trabalha. O ódio a quem trabalha mas, de forma gritantemente obscena, surge também, da parte do das 11 e 01, o gozo obsceno pelo trabalho e pelas condições de trabalho.

    Um darwinista social a mostrar que de facto a luta de classes existe, Mas a mostrar mais. A mostrar que a serpente está viva e que o horror e o pavor estão aí ao virar da esquina . O retrocesso civilizacional já ocorreu mas eles querem mais, já que se excitam com a putrefacção e o cheiro fétido como, sem querer, acabou por o confirmai o mesmo das 11 e 01.

    Mas tudo tem o seu reverso. E a este ódio aos que trabalham e às suas condições de vida, surge pimpão, como contraponto, um verdadeiro espírito de piegas compreensivo e solidário para com os da sua classe. Traduzida por exemplo aqui nesta ode aos paraísos fiscais que, e cito-o ipsis verbis "o que evitam são os cretinos dos impostos sobre a fortuna, o que acautelam é que a penhora decorrente de avales e outros riscos garantam a subsistência de quem corre riscos de investimento".

    A subsistência pois então. Parece que o mínimo dos depósitos aceites são 200 000 dele

    ResponderEliminar
  4. cagalhão zé

    metes pena, tadinho
    já não há surpresas do teu lado
    a tua barricada é a dos algozes,dos vis, dos canalhas

    tu não tens razões, tens motivos
    defendes ferozmente o teu quinhão e o resto é conversa mole e "treta"
    e então, cobardolas, para quando um encontro ?

    ResponderEliminar
  5. A comunada aí acima fica apavorada pela ideia de que não lhe garantam uma sinecura!
    Fazerem-se à vida é como quem os esfola!
    O idiota escatológico até se arma em valente da treta, um triste!

    ResponderEliminar
  6. Catalão Zé é muito fofinho, ele tem-se esforçado por um epíteto mais assertivo!

    ResponderEliminar
  7. Um filme a ver e a divulgar

    «Desfaz as pílulas do "empreendedorismo", da "valorização dos recursos humanos" e do "capital humano" com que o discurso hegemónico tenta disfarçar a realidade cruel da cada vez maior alienação do trabalho neste capitalismo de casino»

    Por causa disso temos que aturar as patetices do das 14 e 26 , que retoma de forma inquieta e apressada as formuladas às 11 e 01.

    Sobra o darwinista social, a tentar esconjurar a denúncia e este retrato impiedoso para a "sinecura" e para o "fazer-se à vida". Acossado, tenta culpar a vítima, velho método da extrema-direita mais abjecta.

    (E entretanto... o silêncio cúmplice e ternurento para os offshores que "garantem a subsistência de quem corre riscos de investimento")

    ResponderEliminar
  8. Afinal o Zéquinha ainda não desinfectou.
    As pragas, são assim. Aparecem sem mais nem menos e ás vezes são dificeis de acabar.
    Há que arranjar novos insecticidas já que o Sheltox não funcionam.
    Talvez com um mata-moscas a coisa funcione.

    ResponderEliminar