quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Do faremos tudo ao não fazemos nada...

Há coisas que não mudam: o BCE é o que é, como está feito, um banco condicionado pela ideologia do Bundesbank que lhe serve de referência. A convenção “fim do euro” tem todas as condições para se continuar a afirmar nos mercados financeiros. O reforço da austeridade exigida pelo BCE vai destruir a Espanha e a Itália. Interessante comparar os títulos do Público e do El Pais: La falta de acción sacude la bolsa e dispara la prima de riesgo e BCE prepara compras de obrigações mas apenas se Espanha e Itália pedirem resgate.

5 comentários:

  1. O BCE apoia a destruição dos países da zona Euro, isto é absolutamente inaceitável, que entidade é esta? Ao serviço de quem trabalha? Com que objectivo? Será que vamos ter de chegar ao ponto em que a Alemanha precisa de ser resgatada para percebermos se esta entidade está ao serviço dos cidadãos da zona Euro?
    O moralismo a que temos assistido desde o inicio da "crise da divida soberana" não é mais que propaganda, muito bem acolhida pelos cidadãos, o que expõe de forma clara a incapacidade dos mesmos em ultrapassar os seus preconceitos e isto é mau mas não é grave, grave é haverem uns quantos que se aproveitam desta fraqueza...

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  2. Anonimo:
    Desiluda-se a Alemanha, com este Euro, nunca estara em condicoes de necessitar resgate.
    Porque o Euro e a moeda nao oficial da Alemanha e nenhum pais do mundo que emita a sua propria moeda pode ficar insolvente.
    A Moodys, S&P e o diabo que os carregue bem que se podem espreme r e contorcer como lhes apetecer...
    Veja o Japao nos anos 90, veja os EUA agora... Ai Ai, nossa senhora que tem tanta dvida e lhes baixaram a notacao. Taxas de Juro negativas.

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  3. A Alemanha quer impor o resgate à Espanha e à Itália para se livrar dos mais de 770 mil milhões de dívida desses dois países que estão entalados nos bancos alemães. Foi precisamente por isso que obrigou o BCE a dar o dito por não dito.
    Estou convencido que o euro não vai durar muito tempo.

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  4. A Banca constitui um oligopólio (monopólio) planetário.

    O BCE (que está proibido pelos próprios estatutos de emprestar dinheiro a quem quer que seja senão aos bancos), empresta (dinheiro que cria a partir do nada) a 1% aos bancos comerciais que depois emprestam aos Estados, Empresas e Famílias a um juro muito superior.

    Depois, os bancos comerciais criam dinheiro a partir do nada (com depósitos à ordem) que emprestam aos Estados, Empresas e Famílias com juros. Obviamente que o BCE não precisa de emprestar dinheiro nenhum aos bancos comerciais porque estes criam-no a partir do nada. É só para enganar ignorantes e ingénuos

    O BCE não vai destruir nada! Aliás, o monopólio Bancário quer uma morda única planetária. Veja-se o Amero, a futura moeda comum dos EUA, Canadá e México.


    Duas opiniões bastante abalizadas:

    Fernando Madrinha - Jornal Expresso de 1/9/2007:

    [...] "Não obstante, os bancos continuarão a engordar escandalosamente porque, afinal, todo o país, pessoas e empresas, trabalham para eles. [...] os poderes do Estado cedem cada vez mais espaço a poderes ocultos ou, em qualquer caso, não sujeitos ao escrutínio eleitoral. E dizem-nos que o poder do dinheiro concentrado nas mãos de uns poucos é cada vez mais absoluto e opressor. A ponto de os próprios partidos políticos e os governos que deles emergem se tornarem suspeitos de agir, não em obediência ao interesse comum, mas a soldo de quem lhes paga as campanhas eleitorais." [...]


    Paulo Morais, professor universitário - Correio da Manhã – 19/6/2012

    [...] "Estas situações de favorecimento ao sector financeiro só são possíveis porque os banqueiros dominam a vida política em Portugal. É da banca privada que saem muitos dos destacados políticos, ministros e deputados. E é também nos bancos que se asilam muitos ex--políticos." [...]

    [...] "Com estas artimanhas, os banqueiros dominam a vida política, garantem cumplicidade de governos, neutralizam a regulação. Têm o caminho livre para sugar os parcos recursos que restam. Já não são banqueiros, parecem gangsters, ou seja, banksters."

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  5. Isto é o que fez o François Hollande (não palavras ... actos) ... em 56 días no cargo:

    - Suprimiu 100% dos carros oficiais e mandou que fossem leiloados; os
    rendimentos destinam-se ao Fundo da Previdência e destina-se a ser
    distribuido pelas regiões com maior número de centros urbanos com os
    suburbios mais ruinosos.

    - Tornou a enviar um documento (doze linhas) para todos os órgãos
    estaduais que dependem do governo central em que comunicou a abolição
    do "carro da empresa" provocativa e desafiadora, quase a insultar os
    altos funcionários, com frases como "se um executivo que ganha €
    650.000/ano, não se pode dar ao luxo de comprar um bom carro com o seu
    rendimento do trabalho, significa que é muito ambicioso, é estúpido,
    ou desonesto. A nação não precisa de nenhuma dessas três figuras " .
    Fora os Peugeot e os Citroen. 345 milhões de euros foram salvos
    imediatamente e transferidos para criar (a abrir em 15 ago 2012) 175
    institutos de pesquisa científica avançada de alta tecnologia,
    assumindo o emprego de 2560 desempregados jovens cientistas "para
    aumentar a competitividade e produtividade da nação."

    - Aboliu o conceito de paraíso fiscal (definido "socialmente imoral")
    e emitiu um decreto presidencial que cria uma taxa de emergência de
    aumento de 75% em impostos para todas as famílias, líquidas, que
    ganham mais de 5 milhões de euros/ano. Com esse dinheiro (mantendo
    assim o pacto fiscal) sem afetar um euro do orçamento, contratou
    59.870 diplomados desempregados , dos quais 6.900 a partir de 1 de
    julho de 2012, e depois outros 12.500 em 01 de setembro, como
    professores na educação pública.

    - Privou a Igreja de subsídios estatais no valor de 2,3 milhões de
    euros que financiavam exclusivas escolas privadas, e pôs em marcha
    (com esse dinheiro) um plano para a construção de 4.500 creches e
    3.700 escolas primárias, a partir dum plano de recuperação para o
    investimento em infra-estrutura nacional.-

    - Estabeleceu um "bónus-cultura" presidencial, um mecanismo que
    permite a qualquer pessoa pagar zero de impostos se se estabelece como
    uma cooperativa e abrir uma livraria independente contratando, pelo
    menos, dois licenciados desempregados a partir da lista de
    desempregados, a fim de economizar dinheiro dos gastos públicos e
    contribuir para uma contribuição mínima para o emprego e o
    relançamento de novas posições sociais.

    - Aboliu todos os subsídios do governo para revistas, fundações e
    editoras, substituindo-os por comissões de "empreendedores estatiais"
    que financiam acções de actividades culturais com base na apresentação
    de planos de negócios relativos a estratégias de marketing avançados.

    - Lançou um processo muito complexo que dá aos bancos uma escolha (sem
    impostos): Quem porporcione empréstimos bonificados às empresas
    francesas que produzem bens recebe benefícios fiscais, quem oferece
    instrumentos financeiros paga uma taxa adicional: é pegar ou sair.

    - Reduzido em 25% o salário de todos os funcionários do governo, 32%
    de todos os deputados e 40% de todos os altos funcionários públicos
    que ganham mais de € 800.000 por ano. Com essa quantidade (cerca de 4
    milhões) criou um fundo que dá garantias de bem-estar para "mães
    solteiras" em difíceis condições financeiras que garantam um salário
    mensal por um período de cinco anos, até que a criança vai à escola
    primária e três anos se a criança é mais velha. Tudo isso sem alterar
    o equilíbrio do orçamento.

    Resultado: Olhem que SURPRESA !!!

    O spread com títulos alemães caiu, por magia.

    A inflação não aumentou.

    A competitividade da produtividade nacional
    aumentou no mês de junho, pela primeira vez em três anos.

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