segunda-feira, 16 de março de 2009

“O peso de político de Manuel Alegre"



“Na sondagem da TVI (27/02/2009) surgem diversas indicações curiosas e que merecem atenção. À pergunta sobre se, perante a actual crise, se deve re-editar o Bloco Central (aliança entre PS e PSD) a maioria do eleitorado responde que Não (43,3% contra 41,3% que afirma que sim). Entre o eleitorado PS, 52% respondeu Não contra 33,5% que respondeu Sim. Quanto a um possível cenário de alianças no caso de uma vitória do PS sem maioria absoluta nas legislativas os resultados mostram, primeiro, que o Bloco de Esquerda e o PSD são os partidos preferidos para acordos parlamentares, enquanto uma aliança com o PCP apenas obtém cerca de 14% e com o CDS apenas 8,5%. Segundo, que, entre o eleitorado do PS é o BE que obtém a preferência face ao PSD, em larga maioria (42,3% contra 25,6%)...”

Para continuar a ler no blogue "Boa Sociedade" da responsabilidade do meu colega e amigo Elísio Estanque

5 comentários:

  1. Manuel Alegre: a tristeza da (in)definição

    Por Gil Garcia

    domingo 15 de Março de 2009

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    Manuel Alegre deu uma entrevista ao Expresso, edição de 7 de Março. Quem procurasse deste relevante dirigente político da esquerda uma saída para a grave situação política e social em que se encontra o país, em particular para os trabalhadores e uma juventude com o futuro hipotecado, nada encontrava. Substituir o governo Sócrates com uma convergência à esquerda? Resposta de Alegre: “Mas não posso eu sozinho ser a convergência da esquerda. Não é meu propósito nem minha vontade”. Certo. E que tal propô-la ao BE e ao PCP?

    A resignação passou a ser seu apanágio? E porque todos não se propõem a concretizá-la? Não será certo que assim teremos mais quatro anos de Sócrates mesmo sem maioria absoluta? Como defender os serviços públicos, a revogação do código do trabalho, a suspensão do modelo de avaliação dos professores, etc. (medidas indispensáveis segundo Alegre) sem um sujeito político, uma proposta política de governo alternativo?

    Pergunta o jornalista do Expresso: “Vai fazer campanha ao lado de José Sócrates?”; resposta de Alegre: “Neste momento não sei”. Elucidativo. Na verdade a ninguém parece importar que Sócrates continue por mais quatro anos apesar de o país já ter manifestado por várias vezes nas ruas que está farto deste governo.

    A todos, Alegre, PCP e ao BE, acusamos: se não convergirem serão responsáveis por mais quatro anos de governo Sócrates. Todos parecem mais interessados na aritmética do número de deputados a ganhar por serem oposição ao governo e no peso específico que passarão a ter na disputa pela liderança da esquerda. Se o país continuar a sangrar em desempregados, em destruição do serviço nacional de saúde, na destruição do nível de vida dos professores, da degradação contínua das condições de trabalho da maioria da população, se os bancos entram em bancarrota e Sócrates só se lembre de dar milhões ao banqueiros, bom, paciência, nada a fazer pois cada um por separado não travará novo mandato a José Sócrates.

    Talvez tenhamos que pôr os olhos na Grécia para ver alguma luz ao fundo do túnel. Alegre, por exemplo, parece estar mais interessado nas próximas eleições presidenciais de 2011. Talvez esta eleição explique porque não sabe se vai ou não nas listas do PS às próximas legislativas: quer contar com o apoio de Sócrates, mas também do povo que não suporta Sócrates. Pois é, na vida há que fazer opções e, no fundo, as de Alegre só de vez em quando passam à esquerda pese toda a auréola que detém.


    http://www.rupturafer.org/

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  2. Que felicidade transborda na acção destes biciclistas ladrões... Que lhes faça bom proveito e da delapidação do velho PS que laboriosamente estão a levar a cabo não resulte a necessidade de terem de roubar tricícolos por já não conseguirem equilibrar-se nas bicicletas. Entretanto o PPD/PSD e a direita vão "fcturar" que se fartam. Tomem nota!!!

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  3. Como penso em relação a Obama, penso em relação a Alegre. Não é o homem em si que vai fazer grandes mudanças, nem um nem outro são messias que apareceram agora com as respostas para todas as nossas inseguranças e problemas que atravessam o nosso país ou o mundo. A verdadeira mudança está nas pessoas, as pessoas que estão a olhar de maneira diferente para a politica. É a mensagem de que as pessoas estão cansadas do mainstream politico e económico e social que se tem mantido ao longo dos ultimos anos. Alegre, como Obama, são apenas simbolos de uma mudança, não uma udança politica, mas uma mudança na sociedade...

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  4. Concordo Tiago, mas Obama, ou um projecto de governo, foi ás urnas.

    Pela incapacidade do PS em reinventar-se com uma coligação, pela negação dos partidos á esquerda em alcançar um compromisso para a governação, pela ridícula não-existência da oposição á direita- um projecto que motive quem espera uma alternativa a tudo o que existe e governa não irá beneficiar nem direita, nem Sócrates (quero dizer, PS)- a grande campeã será novamente uma abstenção derrotista.

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  5. Sem duvida que a abstenção será a grande vitoriosa...ninguém sabe em quem votar, conheço pessoas que toda a vida votaram psd ou ps e que actualmente estão muito descontentes...são essas pessoas que vêm em Manuel Alegre algo de novo, mas é verdade, era preciso um projecto, talvez uma verdadeira coligação, uma verdadeira convergência de esquerda, e que fosse a votos. Talvez ainda seja cedo para isso...

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