domingo, 15 de março de 2009

Não podemos voltar ao mesmo!



"No dia 28 de Março milhares de pessoas vão manifestar-se em Londres participando dessa forma numa campanha global para interpelar o G20 antes da sua cimeira de 2 de Abril sobre a crise financeira global.

Muito antes do colapso financeiro, o mundo já sofria com a pobreza, a desigualdade e a ameaça do caos climático. O mundo foi orientado por um modelo financeiro que criou uma economia alimentada pelo crescimento exponencial da dívida, ao mesmo tempo financeira e ambiental.

O nosso futuro depende da criação de uma economia baseada na distribuição justa da riqueza, em empregos dignos para todos e num futuro com baixo nível de carbono.

Não podemos voltar ao mesmo."

15 comentários:

  1. Os ladrões vão à manif?

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  2. Dada a quantidade de gente no mundo e a limitação dos recursos, a grande maioria terá sempre de ser pobre. A redistribuição não pode alterar (muito) esse facto.

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  3. Oscar

    Isso é negar tudo, ou seja se é assim porque vou lutar todos os dias? vou mas é ficar em casa, enquanto a tiver, porque pelos vistos é inevitável eu ficar sem ela e fico à espera que a morte ai apareça.

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  4. Anti PS Neoliberal, e economistas em geral,
    Até o Obama admitiu que foi o alto preço do petróleo durante meses que provocou a falta de divisas...
    Se os chineses levassem a vida do americano médio não havia combustiveis para mais ninguem...
    Sei que vai ser dificil mas vão acabar por admitir que o mundo tem limites. Aliás, já estão implicitamente a admiti-lo quando dizem que a pegada ecológica é N mundos, N > 1.

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  5. Tem toda a razão

    isto não pode ficar na mesma

    muito menes regressar

    ao mesmo

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  6. se em vez de concentração de riquesa em alguns, houvesse redestribuição melhor da riqueza (atravéz de salarios razoaveis) para todos, concerteza não havia emprestimos subprime, e tambem nao havia bairros de lata, porque esses salarios permitiriam a compra de uma casa a cada um, em condições fiaves ou seguras.
    Ganhavam todos


    INVADERS MUST DIE

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  7. Caro Oscar, não sei se a redistribuição vai alterar o facto de haver pobres e ricos. O que sei é que uma má redistribuição, como a que acontece hoje em dia, gera assimetrias sociais que radicalizam posições políticas. Quando deixa de haver comida na mesa tá mesmo tudo lixado ... Hertzberg no seu melhor, a necessidade é geradora de acção. Ou já todos esquecemos como se deu a revolução francesa ?

    Existem várias soluções para a limitação de recursos no planeta:

    1 - A aniquilação de parte da Humanidade - já agora, pobres de preferência que são muitos e já começa a não chegar para alguns ricos. Esta eliminação poderá ser feita das seguintes formas:

    a) Seja através de uma guerra;

    b) Ou, através de regimes totalitários que pratiquem a racionalização dos recursos através do controlo em massa. Começando por indivíduos que possuam menos recursos e a serem consequentemente exterminados à fome.

    2 - Ir explorar recursos a outros planetas visto que o que existe já não chega. A questão é se chegamos, ou não, lá antes de termos dado cabo dos recursos do nosso planeta. Então das duas uma:

    a) Se dermos cabo dos recursos a alínea 1 é aplicada.

    b) Se não dermos cabo e formos a tempo, TALVEZ, a alínea 1 NÃO se verificará.

    3 - Verificando-se a alínea 1-b existirá uma resposta da sociedade que poderá ser:

    a) As pessoas deixam-se morrer.

    b) As pessoas lutam para não morrer. O que significa lutar contra o próprio estado que raciona os recursos. A isto pode-se chamar, na sua forma mais desesperada, revolução ...

    4 - Começar a redistribuir os recursos de uma forma mais igualitária e racional. Dando ênfase e pondo sempre em primeiro lugar o bem-estar das pessoas e não só de alguns. Aplicando fundos em pesquisas que tenham a ver com tudo referente a energias renováveis como também à ecologia.

    Poderíamos considerar outros, como por exemplo impor limites ao crescimento da população através de restrições na procriação. Por enquanto pouco equacionado no ocidente, mas já aplicado na China. O que o desespero por vezes leva a fazer ...

    Portanto, tens uma panóplia de opções que podem acontecer. De todas elas eu acho que até escolhia a opção 4. Mas isso sou eu, um gajo consciente do capitalismo e de como ele nos levará à destruição se não mudarmos. Talvez ... em tempos ... até funcionasse. Mas a obtenção de lucro, por muito que tivesse impulsionado o nosso mundo nas últimas décadas, tornou-se numa faca de dois gumes que vai começar a cortar.

    Muitos de vocês exigem liberdade de acumular capital. Se o quiserem continuar a fazer é melhor pensarem na liberdade que têm em não o fazer. Alguns partidos políticos querem impor restrições à acumulação de capital e uma melhor redistribuição do mesmo. Haja alguém com dois dedos de testa porque o contrário será mesmo muito, muito mau ...

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  8. Caro Jorge Bateira,

    Se me permite que essa nova ordem mundial já está a nascer. Não na UEM onde um sopro mais forte pode fazer tremer um castelo de cartas mas num aspecto da reunião do último Sábado de preparação para o encontro dos G-20 em que efectivamente me parece (ainda que não voluntariamente) que a pressão sino-americana para o aumento de fundos do Asian Development Bank e do FMI, bem como maior democraticidade na presidência do Banco Mundial, representam potenciais ajudas reais aos PVD onde se concentra muita da miséria do planeta. E, adicionalmente, essa nova ordem de que fala é para doxalmente bem representada pela China (repressões à parte): na medida em que um modelo assente na forte regulação dos movimentos de capitais foi capaz de gerar o único país que tem uma taxa de crescimento prevista para 2009 de 6,7%. É inferior à meta de Pequim, mas é impressionante nos dias que correm. Se me permite, desenvolvo estes argumentos no blogue. E gostava de saber a sua opinião, se tiver essa disponibilidade.
    Abraço,
    Carlos Santos

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  9. Caro Carlos Santos,

    Antes de mais, parabéns pela desmontagem no seu blogue de alguns dos mitos do pensamento dominante.
    Nesta posta, limitei-me a traduzir a convocatória de uma manifestação que, em meu entender, deveria ser simultânea em várias cidades europeias.
    É que, como vários economistas norte-americanos já se deram conta (ver Krugman agora em Espanha), nós na Europa só temos uma escolha: ou a)conseguir um altíssimo nível de cooperação entre as políticas orçamentais nacionais e monetária, ignorando o Tratado, ou, b) manter tudo como está e deixar que o desemprego e a revolta social cresçam e tomem conta da rua, o que levaria à saída precipitada da zona euro de alguns países (Portugal estaria nesse grupo), e teríamos o caos económico e social na Europa.

    Esta escolha é para o imediato, enquanto ainda pode ser "escolha".

    Claro que, se a UE fizesse coincidir a escala e organização da sua política económica com o seu espaço económico de grande potência que já é (como é o caso dos EUA e da China) tínhamos condições para resolver mais rapidamente a crise e passar a uma nova ordem internacional no comércio, fortes investimentos em energias alternativas, mudança de estilos de vida, etc. Teríamos restrições aos movimentos de capitais e uma política comercial comum para gerir a abertura da UE. Em resumo, teríamos de volta a política económica e um crescimento criador de muito emprego. Obviamente, teríamos um grande peso do mercado interno, alimentado por salários mais elevados e fiscalidade fortemente progressiva (incluindo o fim da corrida para o fundo nas taxas sobre os rendimentos do capital).

    Até lá ... resta-nos o empenhamento cívico para pressionar os actores políticos europeus ainda cegos pela ortodoxia que nos conduziu até aqui.

    Um agradecimento a todos pelas visitas a este blogue.

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  10. FIXE!!!

    Lá estarei, em Londres !

    Obrigado e um Abraço,
    Miguel

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  11. Claro que não podemos voltar ao mesmo!
    E se permitem simplificar um pouco a questão, na minha humilde opinião, mais que uma crise económica e financeira vivemos uma crise de Gestão. A falácia da maximização do lucro, como alertava Drucker ou mais recentemente Mintzberg, foi a armadilha em que os gestores caíram nos últimos anos, com os resultados que estão à vista. Por muito que se discuta a teoria económica, enquanto não mudarmos as práticas de gestão continuará tudo na mesma.

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  15. Oscar
    Mas onde já ouvi isto?! ahahahah já me recordei foi um tal padreca franciu, que com medo do pagode se pôs a mandar uns bifes mais ou menos assim -Deus tal & coiso quando criou o mundo tal & coisa por tal a assim é que está bem são pobres? é pena. Comam Croissant.

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