domingo, 10 de maio de 2020

Vitória


A manipulação ideológica da história nota-se mais nas grandes datas redondas.

Assinalaram-se os 75 anos da vitória sobre o nazi-fascismo na Europa, onde a União Soviética teve um contributo decisivo, como se sabe.

No entanto, no Parlamento Europeu, o bloco central europeu, cada vez mais sob influência da extrema-direita nestas e noutras questões, declarou, no ano passado, os libertadores soviéticos de Auschwitz iguais aos carrascos nazis de Auschwitz. Os imperialistas mais radicais foram equiparados aos que apoiaram de forma mais consistente os movimentos anti-coloniais, aos que contribuíram para inscrever os direitos sociais pelo sistema internacional afora.

A UE há muito que prefere nesta altura dar relevo, no contexto do chamado “dia da Europa”, a um discurso, feito a 9 de Maio de 1950 pelo conservador Robert Schuman, em defesa do capitalismo monopolista com escala regional no contexto da Guerra Fria. Schuman tem de resto no seu currículo uma passagem pelo primeiro governo de Pétain, cujos plenos poderes aprovou também em 1940.

Ontem, mesmo o telejornal da dois, em geral o mais equilibrado, achou por bem começar com Schuman e com a Comissão Europeia, secundarizando o dia da Vitória.

O espezinhamento intelectual e político do anti-fascismo e a hegemonia do euro-liberalismo criam o caldo material e ideológico para o ressurgimento dos monstros políticos do capitalismo em crise.

No entanto, não percamos o realismo dos combates pela memória, nem as esperanças de 1945 ou de 1974, as dos triunfos do anti-fascismo. Eles não voltarão a passar.

45 comentários:

  1. Parece estar em decadência a tolerância ao discurso de meias-verdades de uma esquerda propagandística de parangonas e silenciosa quanto às circunstâncias que deslustram tais alardes de excelência.
    Já era tempo!
    É de direita? É indiferente desde que se respeite a verdade.

    Deu a URSS um contributo importante para a derrota do nazismo? Deu, mas era aliada dos nazis ao tempo em que a Grã-Bretanha suportava todo o peso da guerra.
    Muitos soviéticos morreram a lutar contra os nazis? É verdade, mas também é verdade que fiada no pacto que firmou com os nazis descurou a preparação para a guerra e foi em larga medida resgatada pelos Aliados com ajudas de todo o tipo.

    Merece um destaque especial? Sem dúvida, mas por boas e também por muito más razões.

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    1. Olhe que a Grã-Bretanha assinou um pacto com a Alemanha nacional-socialista em 1938, altura em que os soviéticos clamavam por uma grande aliança antifascista. A história não começa onde nos dá mais jeito.

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  2. Quem derrotou os nazis foi o povo da antiga união soviética.
    A guerra aconteceu por um infeliz conjunto de causas, sendo a mais importante delas a tentativa de destruição do regime comunista da ex-URSS.
    O regime nazi tinha o conluio do governo francês, do hungaro, do austriaco, do holandes, portugues, espanhol, italiano e de tantos outros, mas a Inglaterra não estava disposta a fazer o papel estupido que a frança acabou por fazer.
    Daí, a guerra com Inglaterra.
    Mas a guerra a sério era contra a ex-URSS, e as suas fabulosas reservas de petróleo, de minérios e de gente.
    Foram os Russos as principais vítimas dos nazis e foram os Russos que os derrotaram.
    Os americanos só resolveram intervir, quando estaline se preparava para tomar toda a europa e integrá-la na URSS.
    Até ai, estiveram à espera para ver em que paravam as modas.
    Mas claro que para os ocidentais, serão sempre, eles os herois.

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    1. Ao Anónimo de 10 de maio de 2020 às 22:09

      É verdade que Hitler tinha o silêncio podre de muitos ditadores da época, mas simplesmente porque sabiam que não tinham estofo para enfrentar as forças armadas alemãs, basta ver o que sucedeu com o governo austríaco ou checoslovaco que para evitarem o banho de sangue, simplesmente nada fizeram. E Estaline apenas ripostou porque Hitler invade o Leste a 22 de junho de 41 com a operação Barbarossa, numa violação clara do acordo que havia firmado com Estaline em 1939. Não esquecer que o dito acordo germano-soviético tinha uma cláusula secreta que repartia a Polónia entre Hitler e Estaline, o que veio a suceder. A Inglaterra e a França foram as únicas potências que declararam unilateralmente guerra à Alemanha quando esta invade a Polónia.

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  3. Mais uma vez os maneios historiográficos de jose, um conhecido branqueador de Salazar e dos seus crimes

    Aqui por exemplo:
    https://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2020/05/testar-bolsonaro-com-telescola.html

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  4. O dia 8 de Maio é o Dia da Vitória e não há Schuman que nos distraia!
    Outras lutas virão, será sempre necessário vencer as forças do obscurantismo.
    Aqui estamos.
    Haverá tarefa mais digna que defender o Homem e a Ciência ?

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  5. às 22:09 o vómito que já não se tolera. Finalmente!

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  6. Já vi que o José da Porta da Loja está muito suave… Quem o conhecer que o compre ! Conheço bem a peça, pois vou lá com muita frequência. O birus Anti-Abril e anti-PCP consomem-lhe a existência. Como deve estar perto dos 65 entra nos grupos de risco e o birus pode fazer das suas…


    João Pedro

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  7. Richard Sorge

    Antes de lhe abrirem o alçapão sob seus pés e com um no corrediço ao pescoço gritou:
    - viva o exército vermelho, viva a Internacional Comunista, viva o Partido Comunista Soviético!

    Tóquio, 7 de Novembro de 1944

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  8. " A manipulação ideológica da história nota-se mais nas grandes datas redondas"

    A manipulação é algo que jose gosta.Por isso acorre e diz presente. Assim deste jeito a "respeitar a verdade":
    "Parece estar em decadência a tolerância ao discurso ...blablabla"

    O respeito da "verdade" de jose observa-se no branqueamento directo do Salazarismo, do franquismo,dos crimes e dos genocídios.Também noutras partes "remotas". Como na Bolívia. Ou no Chile

    Também das balls de salazar e das aldrabices inenarráveis de ver o ditador a devolver dinheiro do plano Marshall, apresentando idiotas e impossíveis parangonas nos jornais americanos

    Há mínimos. Nem a idade consegue justificar tais alarvidades


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  9. A história fala no pacto Molotov-Ribbentrop, entre Hitler e Estaline, precedido do Acordo de Munique, entre Hitler, a França e a Inglaterra, após a recusa da França e da Inglaterra firmarem um acordo com a URSS

    O pacto de não agressão entre a URSS e a Alemanha converte os russos em aliados dos alemães.Na linguagem de jose

    A enorme mole de soviéticos que pereceu às mãos dos nazis...foi também devido ao descuido na preparação para a guerra. Os nazis foram apenas figurantes

    A URSS resgatada em larga medida pelos aliados não consta em nenhuma historiografia menos recomendável. Só nos sonhos húmidos de quem sonha com as balls de Salazar


    O dia mais odiado pelos fascistas antigos e novos.
    Há 75 anos, na sequência imediata da tomada de Berlim pelo Exército Vermelho, o marechal Keitel assina a rendição incondicional da Alemanha nazi face a uma delegação soviética dirigida pelo Marechal Zhukov. Entre muitas outras coisas, terminava de vez o Reich que queria durar mil anos e "confinou" e exterminou milhões de judeus, comunistas, social-democratas, ciganos e resistentes.

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  10. "Os americanos só resolveram intervir, quando estaline se preparava para tomar toda a europa e integrá-la na URSS".

    É mentira. A URSS foi invadida em 22 de Junho de 1941. Os EUA entraram no conflito após o ataque a Pearl Harbor, em 7 de dezembro de 1941.Nessa data a URSS estava em enormes dificuldades para suster o avanço dos nazis. A Batalha de Stalingrado não tinha começado (17 de julho de 1942) e como se sabe esta foi um dos pontos de viragem no teatro de guerra

    Pelo que a afirmação sobre a preparação de estaline para tomar toda a Europa e integrá-la da URSS parece sair duma cabeça tão demente como mentirosa. Faz lembrar aquele tipo que anda por aqui e de que agora não me recordo o nome

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    1. Se o ataque a pearl harbour foi feito pelos japoneses, porque razão, então, os americanos foram atacar os alemães?
      Vai dizer: eram aliados.
      Não, os japoneses não enviaram tropas para ajudar hitler.
      Os japoneses tinham uma agenda própria na china, como os alemães tinham a agenda na Rússia.
      Nada de pearl harbour obrigava os americanos a desembarcar na europa, nem mesmo a Inglaterra, que foi massacrada pelos nazis, sem que os ianques fizessem o minímo esforço para os ajudar.

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  11. Indubitavelmente que foi a União Soviética a derrotar o nazi-fascismo, pois os factos históricos são incontornáveis. Contudo substituiu nos países ocupados a ditadura de Hitler e Mossulini pela ditadura de Estaline.

    Ainda a propósito do caso Ventura vs. ciganos, o esquerdista Daniel Oliveira assim como a esquerda lusa em peso alertaram-nos, e bem, para as "piores memórias do século XX". O que a esquerda autóctone, parcialmente amnésica, nunca nos recorda, é que as "piores memórias do século XX" também estavam no estalinismo, nos gulag, no anti-semitismo primário dos intelectuais bolcheviques que associavam o capitalismo aos judeus, nas purgas dos anos 1930 e como os comunistas alemães ajudaram a derrotar a democrática República de Weimar, porque para estes entre apoiar um facínora populista nacional-socialista ou a burguesia capitalista, os comunistas não hesitam na escolha. Estranhamente a nossa esquerda, com influências trotskistas, maoístas, leninistas e estalinistas, nunca nos recorda estas "memórias" quando fala do "cândido e altruísta" PCP ou do "humanista" BE. Não tenho dúvidas que Ventura é politicamente abjecto pois quer fazer dos ciganos um bode expiatório para os problemas macroeconómicos do país, mas esta indignação canhota à "la carte" deixa-me também profundamente indignado.

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  12. O Pacto germano-sovietico , deve ser criticado,deve, mas quem o critica deve tambem dizer que antes Inglaterra e Franca tinham assinado o Pacto de Munique com Hitler, numa tentativa desesperada de empurrar Hitler para uma invasao a Leste. Factos sao factos.

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    1. Ao Anónimo de 11 de maio de 2020 às 12:07.

      Isso é falso. O acordo de Munique era uma tentativa genuína e desesperada por parte da Inglaterra e dos Franceses para evitarem a guerra, porque não tinham nem armamento nem estofo para uma guerra contra a Alemanha, aliás cono se viu a partir de 1940 e a partir da invasão das Ardenas. E a prova do que diz é falso, é que a Inglaterra declara guerra à Alemanha imediatamente após esta começar a invasão da Polónia.

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  13. Toda a Direita e defensores do "enorme" esforço dos "aliados" ocidentais deve recordad o seguinte:
    1)- A retirada do Exército Inglês em Dunquerque dá-se em 1939.
    2)- As forças "aliadas" só voltam a pôr o pé na Europa Continental em Junho de 1944.

    Quatro anos em que o Exército Vermelho convenceu o sr. Hitler a suicidar-se...

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  14. João pimentel ferreira deve estar enganado.Perdeu a memória.A vergonha essa nunca perde

    Um dos seus nicks, um tal de Pedro,assumia-se como um gajo assim nem direita,nem esquerda, um independente , uma coisa que tudo criticava mas que qual provocador barato,fazia o seu trabalho em prol da sua dama.Um passos coelho montado na segunda derivada.

    Tal "Pedro" acabou a sua "utilidade" quando se descaiu e se revelou como um tipo como André Ventura.Nem mais. Desapareceu depois de insultar meio mundo.

    Curiosamente tentara passar a mesma endrominice que agora tenta.

    Como se sabe só um provocador posta que algum dia algum comuna tenha apoiado facínoras
    nazis.

    Já quanto ao pimentel ferreira e o seu elogio à obra social de Hitler...

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  15. Comovedor essa profunda indignação de JPF.

    O comentário de 10 de maio de 2020 às 22:09 é do mesmo JPF.

    Tremem-lhe as bochechas à joão miguel tavares, tal é a indignação. Ainda não recuperou.

    Nem da derrota do nazi-fascismo há 75 anos,nem da de passos coelho.

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  16. Esta história é recorrente e o revisionismo ocidental é deplorável. Eu sou profundamente anti-comunista, mas ao contrário dos demais ideólogos que opinam sobre esta temática, sou formado em ciências exactas. Não há volta a dar e os factos são incontestáveis: foi a União Soviética que derrubou o Nazi-fascismo.

    Já escrevi sobre isso:

    https://www.veraveritas.eu/2014/11/foi-russia-quem-ganhou-segunda-grande.html

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  17. O dia da Vitória sobre o nazismo, deveria ser o momento de se recordar o mal vencido e não de procurar exaltar o mal que lhe sobreviveu.

    Se contribuir para a derrota do nazismo foi um Bem, o Mal que foi esse regime soviético antes, durante e depois da GG subsiste sem contestação possível.

    Quanto aos crimes desse regime durante a guerra, eles vitimaram indiferentemente os seus compatriotas, aliados e inimigos porque, na guerra como na paz, nenhum meio era negado à sua subsistência.
    Mas a horda de 'lambe-cús soviéticos', é espécie fanática que no seu delírio acredita:
    - que os sacrifícios dos russos na 2ªGG são um tributo ao regime comunista
    - que as acções do Exército Vermelho enobrecem um regime totalitário, assassino e desprovido de qualquer escrúpulo humanitário.

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  18. Eis como se manipula e fazem circular ideias falsas.

    Pimentel Ferreira é o mesmo que escreve sob anonimato a 10 de maio de 2020 às 22:09 e a 11 de maio de 2020 às 13:45

    Não há qualquer sombra de dúvida, De resto há registo da mesma frase pelo mesmo salafrário

    No meio de uma série de frases feitas, JPF diz esta atoarda que constitui o cerne da manipulação:
    "Os americanos só resolveram intervir, quando estaline se preparava para tomar toda a europa e integrá-la na URSS".

    Totalmente falso,como aliás se demonstra acima. Mas é para fazer passar esta fake news que JPF utiliza este tipo de estratégia.

    Confessemos que esta é a forma de agir de um neoliberal sem escrúpulos , a fazer um trabalho bem sujo e ordinário

    Um tipo que repete os métodos propagandistas dos nazis.Dos Venturas. Dos idiotas sem escrupulos,como ele

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  19. Lol

    Parece que é mesmo verdade.O oito de Maio é o dia mais odiado pelos fascistas antigos e novos.

    É ver aqui alguns lambe-cús salazaristas exasperados e fora de si a confundirem os outros consigo próprios



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  20. O José da "Porta da Loja" e a sua fanática peçonha anticomunista. Ainda tem um ataque cardíaco ! Quer fazer companhia ao Salazar, com o qual tem os seus sonhos húmidos.


    João Pedro

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  21. JPF ainda insistirá na aldrabice assim desta forma de idiota sem remissão:

    "Se o ataque a pearl harbour foi feito pelos japoneses, porque razão, então, os americanos foram atacar os alemães?
    Vai dizer: eram aliados.
    Não, os japoneses não enviaram tropas para ajudar hitler.
    Os japoneses tinham uma agenda própria na china, como os alemães tinham a agenda na Rússia.
    Nada de pearl harbour obrigava os americanos a desembarcar na europa, nem mesmo a Inglaterra, que foi massacrada pelos nazis, sem que os ianques fizessem o minímo esforço para os ajudar.

    A série de idiotices e de aldrabices só pode ter um nome. A do nescio João pimentel ferreire

    Passemos aos factos:
    Um dia após o ataque em Pearl-Harbour, o Congresso americano declara oficialmente guerra ao Japão, seguido pela Grã-Bretanha. Três dias mais tarde, a Alemanha, declara, por sua vez, guerra aos Estados Unidos.

    No fim de dezembro de 41 Churchill e Roosevelt decidem unir suas forças contra a Alemanha nazi sob um comando único"

    É assim que se move o polvo. Como um gangster sem vergonha e sem escrúpulos. Fazendo lemrar Goebbels e os seus postulados.

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  22. Correcto José, há um oficial do Exército Vermelho que descreve o problema de forma sucinta: "entre combater por um tirano como Hitler ou outro como Estaline, limito-me a escolher aquele que fala Russo". Contudo, independentemente da ideologia em causa, não nos podemos esquecer qual o país que de facto deu o maior contributo e sacrifício, e indubitavelmente que foi a URSS, pois morreram quase 27 milhões de soviéticos, 8 milhões dos quais soldados. 8 milhões de soldados do Exército Vermelho que compara com 180 mil soldados americanos no teatro europeu da guerra, um valor 50 vezes menor. Repare noutro dado que para mim fecha a questão sobre quem de facto venceu a guerra: 9 em cada 10 soldados da Wehrmacht mortos durante a guerra, morrem a combater na frente leste. Numericamente falando os americanos vieram apenas marcar presença, quando a guerra já estava a balouçar para o lado da URSS. Dito isto, estes factos em nada legitimam a barbárie que foi o comunismo/estalinismo, em grande medida comparável ao nazismo. Um dado "interessante" para ver a barbárie do comunismo: dos 600 mil homens do sexto exército alemão de Paulus que são encurralados em Estalinegrado e que se rendem, repito, que se rendem, apenas 5 mil regressa mais tarde a casa. Por isso o Parlamento Europeu fez muito bem em comparar o nazismo ao comunismo soviético. A barbárie é em muito semelhante.

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    1. E já agora porque não comparar ambos ao regime americano e à sua barbarie . Bombas atómicas sobre civis , bombas de Napalm sobre velhos, mulheres e crianças , genocidio de índios nativos , escravatura , assassinato , segregação e tortura de negros , invasão de países estrangeiros à revelia do direito internacional etc etc

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  23. JPF continua a mentir,manipular,aldrabar

    Tudo isto já foi discutido.Em termos menos sérios e mais sérios

    https://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2019/04/sonsice-relativismo-e-desmemoria_16.html

    Onde JPF aparecia como"Pedro". Mais tarde identificado inequivocamente como JPF. E a delícia é que aparece também o aonio eliphis, um outro nick de JPF, que às tantas se descai e aparece como Pedro a responder a ele próprio

    Quer corda. Mas para idiotas mentirosos já demos

    Por enquanto fechou o palco.

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  24. Lambe-cús?

    O vocabulário deste tipo cada vez está mais admirável.

    Onde está a "educação para a cidadania" que citava há pouco? Hipocrisia ou apenas falta de educação lá em casa? Ou apenas linguagem de boçal patrão? De capataz dum daqueles terratenentes banqueiros?

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  25. O ódio à derrota do Nazi-fascismo é tramada

    E os soviéticos não se revoltaram contra os comunas, como pensavam Hitler e as potências ocidentais no início da guerra ( e também agora o jose)

    Pelo contrário derrotaram a Besta

    Grande galo ,ó jose

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  26. Ai os "historiadores", com Curso do Avante que por aqui há. O camarada das 22:09 é simplesmente confrangedor, para não lhe chamar outra coisa. Vão lá estudar, vá. E não esquecer. que nazi é diminutivo de Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei, partido dos trabalhadores nacionais socialistas alemães, que tinha política patrióticas e de esquerda.Onde já ouvimos isto? Enfim, vão lá ver o apoio dos ucranianos( Holodomor como exemplo perfeito do que o comunismo e socialismo em geral é capaz) aos alemães,a borra do estalinezinho assassino no início, a completa impreparação do aparelho militar comuna( purgas não fizeram nada bem), que se não fosse o "general inverno", da obstinação com estalinegrado, contra a opinião dos generais da wermacht a dar uma ajuda...não sei não!O tratamento dado aos próprios soldados e o valor da vida deles para os generais e comissários políticos fofinhos do nkvd e nem uma palavra. Não fose o apoio aliado, e a abertura doutra frente no norte de África...
    Ainda há quem pense que aquilo (comunismo, socialismo, nacional socialismo ou qualquer outro crime contra a humanidade) tem ponta por onde se pegue e querem-no cá. E quando penso que comem e vestem-se e vivem gordos e anafados á conta da "Óropa" e do capitalismo,dão-me vómitos.Grandes "democratas

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  27. A visão promovida pelo imperialismo sobre a Segunda Guerra Mundial é, a este propósito, paradigmática: o papel determinante da União Soviética e dos comunistas na derrota do nazi-fascismo é apagado, ao mesmo tempo que se sobrevaloriza o contributo de outros; a natureza de classe do fascismo é omitida, assim como a cumplicidade de que o nazismo alemão beneficiou por parte das potências capitalistas como a Grã-Bretanha, França ou Estados Unidos; sobre as impressionantes – e, para a maioria da população mundial, inéditas – conquistas alcançadas no pós-guerra cai hoje um denso manto de obscuridade.
    Poderia o capitalismo monopolista, com suas ramificações, permitir que se soubesse que o fascismo é a sua própria ditadura terrorista? Ou que a guerra não resultou da «loucura» de um qualquer Hitler de serviço, mas da própria natureza do capitalismo na sua fase imperialista? Ou que foram os comunistas e o movimento operário e popular os principais obreiros da vitória sobre o nazi-fascismo?

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  28. Por mais cinematográfica que possa ser, a versão repetida até ao absurdo que apresenta o Dia D como a chave da vitória sobre o nazi-fascismo e os aliados ocidentais como os seus principais protagonistas não tem qualquer fundamento. Quando as forças anglo-americanas desembarcam na Normandia, no início de Junho de 1944 (abrindo finalmente a segunda frente, há muito prometida), já as hordas hitlerianas batiam em retirada, somando derrotas atrás de derrotas às mãos do Exército Vermelho e das forças de resistência popular.
    Aliás, depois de ocuparem quase toda a Europa sem grande dificuldade, foi na União Soviética que os exércitos nazi-fascistas se depararam pela primeira vez com uma oposição digna nesse nome: só no primeiro mês de invasão, mais de 110 mil soldados alemães tombaram e as unidades de tanques e motorizadas reduziram-se quase a metade. Era o fim da guerra-relâmpago (Blitzkrieg). Daqui por diante o avanço continuaria por alguns meses, mas foi penoso e lento…
    A primeira derrota na guerra sofreram-na os nazi-fascistas às portas de Moscovo: quando a batalha pela capital terminou, em Abril de 1942, tinham perdido na União Soviética um milhão e meio de homens, cinco vezes mais do que na invasão e ocupação de 11 países europeus. No final da guerra o balanço não era menos revelador: os nazi-fascistas perderam nos combates contra a União Soviética 80 por cento dos seus homens e na Frente Oriental foram capturadas, derrotadas ou esmagadas 607 das suas divisões, mais do triplo do que sucedeu nas frentes do Norte de África, da Itália e da Europa Ocidental, todas juntas.
    Foi igualmente na União Soviética que se travaram as batalhas decisivas, que inverteram o rumo da guerra. A permanente resistência em todas e a cada uma das cidades, vilas e aldeias ocupadas; a heróica defesa de Leninegrado (sitiada durante 900 dias e nunca tomada) e a ruptura definitiva do cerco, em Janeiro de 1944; a vitória soviética em Stalinegrado, em Fevereiro de 1943, onde os nazis perderam cerca de um quarto do total forças imensas que concentraram na agressão à URSS, na sequência de encarniçados combates rua a rua e casa a casa – foram momentos decisivos para o desfecho da guerra. A partir da derrota na imensa batalha de Kursk, em Agosto de 1943, o comando nazi perdeu a iniciativa da guerra e nunca mais foi capaz de a retomar, até à sua derrota final, em Berlim, em Maio de 1945.
    Entre as batalhas travadas em território soviético e a vitória definitiva, na capital do Reich, o Exército Vermelho e as forças de resistência patrióticas de várias nacionalidades libertaram a um ritmo avassalador 113 milhões de pessoas de 11 países europeus ocupados pelos nazi-fascistas. Foi precisamente neste processo que a 1.ª e a 4.ª divisões da frente ucraniana, comandadas respectivamente pelos generais Koniev e Petrov, chegaram às imediações do campo de concentração de Auschwitz, em Janeiro de 1945.

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  29. Ao pretender reescrever a História, o imperialismo não procura apenas apagar o papel decisivo da União Soviética na derrota do nazi-fascismo e o alto preço que por tal pagou – mais de 20 milhões de mortos. Numa recente resolução do Parlamento Europeu (aprovada com os votos dos deputados portugueses do CDS, PSD, PS e PAN), equipara-se mesmo o nazi-fascismo ao comunismo, ocultando-se que um e outro são opostos nos princípios e nas práticas e que o primeiro foi derrotado em 1945 graças ao contributo determinante dos comunistas.
    A resolução tem objectivos mais amplos do que a falsificação da História, mas é dela que parte para construir uma narrativa que aponta à criminalização de todos os que denunciam a natureza exploradora, opressora, agressiva e predadora do capitalismo, particularmente os que protagonizam o projecto e a luta pela sua superação revolucionária. Para lá do muito que oculta, escamoteia que o pacto de não-agressão assinado em Agosto de 1939 entre a União Soviética e a Alemanha nazi teve como propósito fundamental ganhar tempo face à certa agressão nazi-fascista contra a URSS.

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  30. Nada diz, porém, sobre as inúmeras propostas feitas pelos soviéticos desde 1933 (ano em que Hitler chegou ao poder na Alemanha) para a criação de um sistema de segurança colectivo na Europa, destinado a prevenir a ameaça de agressão nazi-fascista, nunca concretizado devido à recusa de britânicos e franceses. Da mesma forma que cala a cumplicidade de Grã-Bretanha e França na ascensão do nazi-fascismo e na sua expansão para Leste: pese embora a oposição e propostas soviéticas em sentido contrário, estes dois estados consentiram a militarização alemã (1936), a intervenção de Hitler e Mussolini contra a República espanhola (1937-39) ou o desmembramento e ocupação da Checoslováquia.
    Só quando era já evidente que as autoridades britânicas e francesas não só recusavam qualquer coligação antifascista como procuravam empurrar as hordas hitlerianas para Leste é que a União Soviética se decidiu, em Agosto de 1939, a subscrever o tratado de não-agressão com a Alemanha. Com ele, ganhou quase dois anos para se preparar melhor, no plano militar, para a invasão que inevitavelmente ocorreria. Quanto à suposta «partilha» da Polónia entre soviéticos e alemães, ela simplesmente não existiu, já que os territórios ocupados pela URSS foram os que o imperialismo lhe tinha subtraído com o Tratado de Brest-Litovsk: a Ucrânia Ocidental e parte da Bielorrússia.

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  31. O extermínio, a escravatura e quem se escondeu por detrás do nazismo
    A libertação pelo Exército Vermelho do complexo de campos de concentração de Auschwitz (como, antes, os de Treblinka ou de Maidanek) revelou ao mundo a tenebrosa máquina de morte do nazi-fascismo. Só nos campos de extermínio terão sido assassinadas 11 milhões de pessoas: judeus, ciganos, eslavos, deficientes, comunistas, sindicalistas e outros democratas e resistentes anti-fascistas. Morreram nas câmaras de gás e no pelotão de fuzilamento; na tarimba, famintos, doentes e exaustos, ou na marquesa de um qualquer «médico» que neles fez experiências tenebrosas.
    Na obra A Rússia na Guerra (publicada em Portugal pela Europa-América), o jornalista britânico Alexander Werth relata as suas impressões ao entrar no campo de Maidanek, pouco depois de este ter sido localizado e libertado pelo Exército Vermelho: as câmaras de gás e os fornos crematórios, os montes de cinzas humanas acumuladas. «Incrível», assume, lembrando que o primeiro relatório que enviou para a BBC sobre esta tenebrosa realidade não foi publicado, pois a direcção considerava que o seu conteúdo era «propaganda russa». Só mais tarde, depois de terem sido descobertos pelas forças anglo-americanas os campos de concentração de Buchenwald, Dachau e Belsen «é que se convenceu que Maidanek e Auschwitz eram autênticos».
    No funcionamento dos campos de extermínio como de toda a sua máquina de opressão e guerra, o nazi-fascismo contou com o empenhado apoio de alguns dos mais importantes grupos económicos e financeiros de então (e, alguns, de hoje), que o equiparam e beneficiaram do trabalho escravo dos prisioneiros: Thyssen, Krupp, Bayer, Volkswagen, IBM e Hugo Boss são apenas alguns deles. O fascismo, em todas as suas expressões, é a ditadura terrorista dos monopólios – e este é aspecto essencial que a actual ofensiva ideológica do capitalismo pretende esconder.

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  32. Salazar teve um importante papel no avanço do fascismo na Europa. A ditadura fascista em Portugal inspirou-se no fascismo de Mussolini e, depois, no nazismo de Hitler: partido fascista, censura, interdição dos sindicatos independentes, polícia política, repressão massiva, prisão, tortura…

    O campo de concentração do Tarrafal (1936) seguia o modelo nazi.

    Entre outros exemplos, Salazar ajudou activamente os franquistas na Guerra Civil de Espanha; apoiou as cedências das potências imperialistas ocidentais a Hitler e Mussolini e a sua caminhada vertiginosa para a guerra; saudou a invasão de Mussolini da Abissínia (como era conhecido então o Império da Etiópia) e a anexação da Áustria pelo nazismo; elogiou Chamberlain, Primeiro-ministro britânico, pelas cedências ao nazi-fascismo em Munique, que abriram caminho à invasão nazi da Checoslováquia; criticou a aliança dos EUA, Reino Unido e URSS face aos países do Eixo, Alemanha, Itália e Japão.

    Por detrás da proclamada «neutralidade» de Salazar, que hoje continua a ser repetida até à exaustão, escondia-se o efectivo apoio a Hitler.

    Lisboa transformou-se num centro de espionagem nazi. A imprensa e a rádio faziam intensa propaganda nazi. Portugal forneceu para a Alemanha produtos alimentares, tecidos, volfrâmio, tudo o que tinha e interessava a Hitler para a guerra, enquanto o povo português passava fome, vivia à míngua, fazia filas para se abastecer.

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  33. Em 1943, dois terços das conservas portuguesas foram para a Alemanha.

    Telegrama de Lisboa para Berlim – 3.3.1943 – Nr. 670 de 2-3 «Contacto com o director do Instituto do Peixe deu como resultado […] que o Instituto oferecer-nos-á de novo 200 000 caixas. O instituto deu a entender ser possível a conclusão de um novo acordo. Assinado Huene»

    (…) no nosso mercado escasseiam muitos artigos de primeira necessidade necessários à vida nacional tais como a manteiga, a banha, o sulfato de cobre, o açúcar, o azeite, o café, as carnes fumadas, os metais, etc. que são enviados por caminho de ferro ou por camião para Espanha quando não seguem na maioria das vezes directamente para a fronteira franco-espanhola»

    «Por Castelo Branco e por Melgaço saem diariamente dezenas de caminhetas carregadas dos mais diversos produtos destinados à Alemanha ou aos países por ela dominados»

    (...) o governo fascista de Salazar (...) forneceu copiosamente matérias-primas e géneros alimentícios aos países do Eixo [nazi-fascista] com evidente prejuízo da situação alimentar e sanitária do povo português»

    «A grandeza das forças que hoje enfrentam o comunismo russo não carece de colaboração nossa na frente de batalha mas devemos considerar-nos mobilizados e prontos a travar o combate, logo que seja necessário, neste extremo ocidental da Europa»

    COSTA LEITE, CHEFE DA LEGIÃO NACIONAL – 11.06.1942

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  34. «Vários refugiados alemães antifascistas têm desaparecido de Portugal, por terem sido entregues pela PIDE à Gestapo, que os tem assassinado ou enviado para campos de concentração»

    PRESIDENTE DO COMITÉ INTERNACIONAL DE AUXÍLIO AOS REFUGIADOS EM DECLARAÇÃO LIDA EM 1.11.1941 NOS EUA.

    «[…] Segundo comunicado do enviado Hewel, o general-marechal de campo Keitel apresentou ao Führer os pedidos portugueses para o envio de armas (cerca de 30 milhões de marcos) as quais devem ser fornecidas em troca de mercadorias portuguesas, sobretudo volfrâmio e sardinha em azeite. Ficou estabelecido que os desejos portugueses serão satisfeitos. Por isso o Führer decidiu que todas as armas sejam fornecidas a Portugal»

    ASSINADO: SCHULLER. INFORME AO MINISTRO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS DO REICH. Z.HD.V.HEN ORR KOPELMAM. SECRETO. BERLIM 7.1.1943

    «A Espanha tem de corresponder ao que Portugal fez por ela em 1936.»

    O COMANDANTE DA POLÍCIA ARMADA ESPANHOLA VINDO A LISBOA TRABALHAR COM O MINISTRO DO INTERIOR E A POLÍCIA SALAZARISTA - SÉCULO, 24-01-1963

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  35. Foi a URSS, o povo soviético e o seu Exército Vermelho que – com grandes sacrifícios e enorme heroísmo – deu o maior e mais decisivo contributo para a Vitória sobre a poderosa máquina de guerra nazi-fascista e o desfecho da Segunda Guerra Mundial.

    Foi com uma coragem inabalável, com enorme heroísmo, que o Estado soviético e o povo soviético, sob a direcção do Partido Comunista, travou a maior batalha da sua história, resistiu às maiores adversidades, alcançou a libertação da sua pátria e libertou outros povos da Europa do jugo nazi-fascista.

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  36. Agora é Unknown

    Confirmado pela nossa querida Nádia

    Unknown afinal não é outro que o trafulha do pimentel ferreira. Obrigado a sair à luz do dia


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  37. José e Pimentel

    Falam da URSS e do comunismo como se tivessem sofrido na pele uma deportação para o Tarrafal ou pernoitado meses no Forte de Caxias num daqueles aposentos que com mare alta obrigava a dormir de pe quem lá dormisse até que enlouquecem.
    Ou de certeza foram vítimas da rede de medo que os malandros dos comunas criaram com uma elite de bufos que recebiam a cabeça.
    Mas pelo modo como falam é porque têm conhecimento de causa por terem sido visitados a meio da noite em frente aos filhos e levados para parte incerta e esquecidos.
    Foram formatados e manipulados em tenra idade pela mocidade (Ui!Antigamente é que era bom!) Ou para fugir da fome ou da guerra tiveram que passar a salto a fronteira onde tantos morreram pelo caminho por causa desses vermelhuscos facínoras.
    O José e o Pimentel falam porque conhecem do que falam pois faz parte da História recente do seu país por isso comunismo nunca mais, obrigado.

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  38. “Comunismo nunca mais obrigado “. Mas deu jeito para derrotar os Nazis e fascistas não deu ?

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  39. Já chamaram de tudo à antiga CEE/ actual União Europeia: da canção de ir às lágrimas da união das democracias europeias amantíssimas da paz (a mesma paz que demonstravam a Bélgica e a Holanda do BENELUX na tentativa do esmagamento dos movimentos independentistas no Congo e na Indonésia) à convergência de nações cultural e religiosamente irmãs no construir de um futuro de leite e mel, todo o fato tentaram vestir-lhe. O que nunca lhe vestiram foi a fatiota que lhe assenta que nem uma luva: a do tocar a reunir dos impérios em processo de dissolução e que, com a vaquinha leiteira das colónias a dizer adeus, se viam numa situação de profundíssima crise económico-existencial.
    Considerado o que anteriormente se disse, nada há de estranho no facto de a UE comparar a Alemanha nazi à URSS, pois o que nunca os antigos e decrépitos impérios europeus conseguiram engolir foi o momento seminal constituído pelo esmagamento da besta nazi na derrota do racismo e do imperialismo que eram, não o tentemos branquear, a imagem de marca desses impérios.
    Mas houve pior, bem pior do que o inteligente protesto da UE de ter a URSS metade da culpa no eclodir da II Guerra Mundial. O seu (da UE) inenarrável cotejo subliminar do suposto genocídio pela fome dos Ucranianos (o Holodomor tão querido do nosso Bloco de Esquerda) com o real genocídio de 6 milhões de Judeus (e de quantos milhões de Eslavos e de Ciganos?) é de fazer vomitar o vivente mais ignorante da realidade factual da História.
    Contudo, não nos preocupemos, porquanto a UE está a um passo curtíssimo da implosão. A última vez que houve a possibilidade de reavivar o corpo burocrático em coma que é a UE foi em 2008, quando Vladimir Putin lhe estendeu a mão num célebre discurso em Munique. A UE cuspiu nessa mão e foi a correr lamber as botas cardadas do patrão Norte-Americano. Todos sabemos o que se seguiu: Líbia, Ucrânia (e mais uma guerra em solo europeu), Síria, a expansão pela África do jihadismo (a coisa já vai no Cabo Delgado moçambicano) e torrentes de refugiados (com o consequente fortalecimento dos fascismos xenófobos europeus). É por demais evidente que o tempo da UE se esgotou. Da URSS e da sua Grande Guerra Patriótica ficou a lição eterna - regada com o sangue de 27 milhões de seres humanos - de que o racismo (genocida ou não genocida) e o imperialismo (nazi ou de outra qualquer variedade) jamais triunfarão sobre aqueles que amam, a uma vez, o seu semelhante e a sua terra. E da UE, dessa que memória e lição ficará?

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  40. Brilhante comentário, este de 17 de maio de 2020 às 02:11

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