quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Memória (XXI)


«Desde 1982, com a revisão constitucional, os governos deixaram de responder politicamente perante o presidente da República. Ora, se um governo que passa na Assembleia, partindo da hipótese que passa na Assembleia, não responde perante o presidente da República - e só responde perante a Assembleia da República - então não fazem qualquer sentido governos de iniciativa presidencial».

Cavaco Silva, (Julho de 2013)

4 comentários:

  1. Só não muda de opinião quem é incapaz de formular uma.
    Na minha opinião os papeluchos que cimentam a Frente popular que está aí para tomar o poder, mais não significam que uma golpada de um partido minoritário que perdeu as eleições e que sacrifica o seu programa e o seu eleitorado por uma aliança espúria.

    Uma coisa é certa: para indigitar um 1º cabe ao presidente ter a opinião de que o deve escolher.

    Se vai indigitar o Costa Oportunista, veremos!

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  2. hoje acordei a pensar no significado de :
    BOTA-DE-ELÁSTICO ; pesquisei, pesquisei e eis o resultado.
    Houve tempos em que existia, entre os diversos modelos de calçado masculino (sapatos, botas da atanado, mocassins, sapatos de polimento, tamancos, alpargatas, etc.), um modelo muito cómodo, porque não precisava de atacadores: era a bota-de-elástico. Como este tipo de calçado foi caindo em desuso e só era usado por gente de idade avançada, o nome bota-de-elástico começou a ser aplicado, depreciativamente, a quem tinha ideias antiquadas. Um dos exemplos mais citados pelos inimigos do Estado Novo é o do próprio Salazar, que sofria dos pés e usava umas botas especiais – por isso muita gente se refere a ele como o Botas.
    retirado do blog, "aquela máquina!";
    ANTÓNIO GOMES DALMEIDA - ESCRITOR // Vários livros e álbuns publicados, mais alguns por publicar // CRONISTA - Crónicas "Os Cómicos" no Diário do Sul, às segundas-feiras

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  3. José, aconselho-o a ler a Constituição da República.

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  4. Como vêm o Presidente Ca.garra Silva muda de ideias e convicções conforme a cor do Governo...Se for Laranja e Azul ele "não pode" "nem deve" intervir, se for Rosa e Vermelho já deve ou pode ser ele a decidir se sim ou se não, este é Governo credível ou indigitável. Reparem que indigitou um PM que ele sabia à partida não poder ser aprovado na Assembleia e agora sabendo que o Governo Costa será aprovado, já tem dúvidas em indigitá-lo. Misterioso(?), só na cabeça dos incautos. Embora seja cada vez mais difícil de suportar este deambular cognitivo, vago, incerto, incoerente...

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