quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

O que faz um cientista economista?



Aqui fica um breve apontamento de uma das experiências mais interessantes que tive nos últimos tempos: explicar a crise a crianças de 9 anos.

2 comentários:

  1. a partir de agora temos que dizer que nós é que somos economistas, não aquela/es que aumentam o desemprego; esse desenho vale um Nobel (José Luís Albuquerque)

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  2. Economistas são cientistas?

    Ciência é a lei da gravidade entre outras que podem ser comprovadas inequivocamente, já a economia é um credo, as pessoas acreditaram que o “sr. Mercado livre” era fixe, agora que o “sr. Mercado livre” exige o empobrecimento da população parece que a fé está a diminuir...

    Um economista é o equivalente moderno do evangelista das religiões convencionais e por alguma razão, desde há uns tempos para cá, a ICAR tem vindo a perder influência, a ICAR não perdeu apenas influência para aqueles (cientistas) que diziam que a Terra era redonda, a ICAR perdeu influência sobretudo para os evangelistas do mercado, e que eu saiba (corrijam-me se estiver enganado) todos os economistas acreditam no mercado seja ele mais ou menos livre.
    O Ricardo não se revê no neoliberalismo (e faz muitíssimo bem, porque neolibaralismo = anti-humidade) mas continua acreditar no mercado, não que haja grandes alternativas às várias crenças de mercado no atual paradigma civilizacional humano…

    A “ciência” economia ignora tantos aspetos da realidade humana (ódio, ganância, compaixão, amor) e tantos constrangimentos do mundo físico (recursos reais como petróleo, área disponível para cultivo, etc) que não pode ser considerada como uma ciência de facto.

    Se querem derrotar os neoliberais têm primeiro que assumir que tanto os neoliberais como vós são essencialmente movidos por fé e não por factos científicos. E no quê acreditam? Se forem como eu, acreditam que neoliberalismo é um esquema de extração de riqueza e domínio da maioria da população, e é tão insustentável ao ponto de estar a pôr em causa a sobrevivência da espécie humana e que mais tarde ou mais cedo esta ideologia fascizante vai ter que ser substituída por algo bem mais decente e sadio, algo que passe por no mínimo dos mínimos um rendimento digno a todos aqueles que se disponibilizam para trabalhar, um rendimento que permita ter um espaço que possa ser chamado lar, comida de alto valor nutricional e tempo para fazer coisas para lá do trabalho convencional enquanto andarem neste purgatório chamado Terra! Será ambição a mais?

    Fernando Eusébio

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