quarta-feira, 6 de outubro de 2010

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Enquanto os economistas do regime debitam vulgaridades na TV, num imenso vazio onde só cabem todos os preconceitos neoliberais, há quem investigue criticamente e procure ir à raiz dos problemas europeus. Investigação útil para pensarmos no que aí pode vir. É o caso do último relatório do RMF, no qual o Nuno Teles e a Eugénia Pires participaram, e que Robert Skidelsky, eminente historiador e economista pós-keynesiano, usou numa muito realista comunicação a uma conferência recente do Financial Times. Entretanto, a economista feminista Nancy Folbre faz uma síntese do pensamento de Keynes para os dias de hoje no New York Times. E, no espírito dos cruzamentos potencialmente férteis, recomendo um dos últimos artigos de Andrew Glyn, um economista de combate que muita falta faz, sobre a actualidade de uma das tendências identificadas por Marx: a quebra do peso dos salários no rendimento nacional e a pressão do “exército industrial de reserva”. Leituras críticas para resistir à economia do medo.

1 comentário:

  1. Muito bom este livro, destaco em particular a minunciosa descrição do consenso de washigton comparando com o crescimento económico de 1950 a 1973. Recomendo também de Paul Davidson, um verdadeiro Keynesiano o livro John Maynard Keynes...
    Paulo Jesus editor do blogue:economiaparaque@blogspot.com

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