quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Notar bem

Vale a pena ler o trabalho de Bruno Faria Lopes e de Luís Reis Ribeiro no i. Destaque: “Mas para outros, como José Reis, a mudança tem de ser mais radical - empresas privadas pouco reguladas não podem condicionar a política dos Estados. ‘A alternativa é dizer que o caminho dos mercados financeiros não pode passar pelas agências de rating’, afirma. ‘A alternativa é valorizar mais entidades que já existem e que têm uma legitimidade democrática implícita, como por exemplo, o Banco Central Europeu’.” No processo podemos tornar a legitimidade do BCE explicita, por exemplo, reforçando os poderes de escrutínio e de controlo por parte do Parlamento Europeu e modificando as enviesadas prioridades inscritas nos estatutos do BCE. Imitar a Reserva Federal norte-americana já seria um bom primeiro passo. Aproveito para relembrar o que Jorge Bateira e Nuno Teles escreveram sobre as perversas agências de notação: um pilar da actual desordem financeira que persiste. Tal como os paraísos fiscais...

3 comentários:

  1. É mau demais para ser verdade estas agências e a legitimidade que se lhes concede ao ponto de ministros da economia terem que visitar as sedes das agencias para "explicar".

    Ninguém as elegeu e no entanto são fundamentais para a definição da taxa de juro a que o Estado português pode contrair divida, sendo que a análise é tida em pressupostos economicos neoliberais, pois uma delas ainda no outro dia baixou a classificação à República Portuguesa após ter sido eleito pelo povo um governo de maioria relativa (com a desculpa de não ser possivel dessa forma executar as reformas necessárias)...

    Inacreditável a forma como o sistema desenvolve os aparelhos que permitem a sua perpetuação.

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  2. O facto, inquestionável, de que o país tem um estado pesado e ineficiente de mais para o que a sua economia pode aguentar é um pressuposto Neo-Liberal?

    Se assim é.. Viva ao Neo-Liberalismo!!

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  3. http://profundaignorancia.blogspot.com/2009/12/agencias-de-notacao-financeira-contra.html

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